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sábado, 28 de junho de 2014

Primeira Guerra Mundial começou há cem anos

Um atentado em Sarajevo, em 28 de junho de 1914, deflagrou o conflito que moldou a história do século 20.

No Tratado de Berlim, de 1878, que acabou com a Guerra Russo-Turca de 1877-78, a Bulgária, Montenegro, a Romênia e a Sérvia se tornaram países independentes. A Bósnia-Herzegóvina ficou sob o controle do Império Austro-Húngaro.

Em 1881, a Alemanha e a Rússia aceitaram a dominação austríaca sobre o Bósnia. Mas a ascensão ao trono de um novo czar Nicolau II, em 1894, levou a Rússia, aliada da Sérvia, a questionar três anos depois a anexação da Bósnia-Herzegóvina ao Império Austro-Húngaro.

ANEXAÇÃO
Um golpe de Estado em 10 de junho de 1903 levou ao poder na Sérvia um grupo radical antiaustríaco em Belgrado. A anexação oficial da Bósnia-Herzegóvina ao Império Austro-Húngaro, em 6 de outubro de 1908, causou protestos.

Sem o apoio da França e do Reino Unido, a Rússia e a Sérvia tiveram de aceitar a realidade.

GUERRAS BALCÂNICAS
A tensão aumentou com a Primeira Guerra dos Bálcãs (1912-13), em que a Liga Balcânica (Bulgária, Grécia, Montenegro e Sérvia) expulsou as forças turcas do Kossovo, Novi Pazar e da Macedônia.

A insatisfação da Bulgária com o tratado de paz levou à Segunda Guerra dos Bálcãs, travada contra suas ex-aliadas na Liga Balcânica de 29 de junho a 10 de agosto de 1913.

Diante da agitação nacionalista sérvia, em maio de 1913, o governador militar da Bósnia-Herzegóvina declarou estado de emergência, dissolveu o Parlamento, fechou as associações culturais sérvias e os tribunais civis.

ASSASSINATO EM SARAJEVO
A tensão entre a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (França, Gra-Bretanha e Rússia) explodiu em Sarajevo, em 28 de junho de 1914. O estudante nacionalista radical sérvio-bósnio Gavrilo Princip, do grupo extremista Mão Negra, matou a tiros o príncipe Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco.

Com o apoio da Alemanha, a Áustria-Hungria deu em 23 de julho um ultimato de 48 horas à Sérvia, que reivindicava soberania sobre a Bósnia-Herzegóvina, acusando-a pela conspiração que matara o herdeiro do trono.

ULTIMATO INACEITÁVEL
Os termos do ultimato eram inaceitáveis. Para o Primeiro Lorde do Almirantado do Império Britânico, Winston Churchill, foi “o documento deste tipo mais insolente já visto”.

A Sérvia deveria censurar toda publicação crítica ao Império Austro-Húngaro, banir associações nacionalistas sérvias e permitir a presença no país de autoridades austro-húngaras para “suprimir movimentos subversivos”.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Em 28 de julho de 1914, a Áustria-Hungria iniciou as hostilidades contra a Sérvia. A Alemanha invadiu a Bélgica e Luxemburgo, preparando um ataque à França. Isso levou o Reino Unido e a França a entrarem em guerra com a Alemanha, enquanto a Rússia enfrentava a Áustria-Hungria na frente oriental, em defesa da Sérvia.

A guerra que deveria acabar em meses durou mais de quatro anos, até 11 de novembro de 1918, e redesenhou o mapa geopolítico. Os impérios austro-húngaro, alemão, russo e otomano desapareceram. Em 1917, a Revolução Russa levou o Partido Comunista ao poder.

No mesmo ano, para os Estados Unidos entrarem no conflito, o presidente Woodrow Wilson vendeu ao povo americano a ideia de que era a "guerra para acabar com todas as guerras". Era o início da ascensão das duas superpotências que dominariam o mundo na segunda metade do século 20.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Os canhões silenciaram-se há 90 anos

Amanhã, faz 90 anos do fim da Primeira Guerra Mundial, o conflito que marca o fim da inocência, da guerra como um ato heróico. É a guerra industrial. Milhões de soldados são enviados de trem às frentes de combate. Os bombardeios de artilharia são intensos.

Foi uma guerra de trincheiras e bombardeio com poucos avanços na frente ocidental, entre Alemanha e Norte da França e Bélgica. Começou quando o estudante radical sérvio Gravilo Princip matou o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, na época parte da Sérvia, em 28 de junho de 1914.

A Sérvia era aliada da França, da Grã-Bretanha e da Rússia, a Tríplice Entente. O Império Austro-Húngaro, do Império Alemão e da Itália, na Tríplice Aliança, que depois receberia a adesão do Império Otomano.

A guerra começa um mês depois. Durou mais de quatro anos. Cerca de 20 milhões de pessoas morreram. Mais 10 milhões morreriam da gripe espanhola, uma conseqüência da Grande Guerra.

Em 1917, ano em que os EUA entram na guerra, tornando-se uma potência mundial, é também o ano da Revolução Russa, outra conseqüência da Primeira Guerra Mundial. A desmoralização do Exército czarista e as privações domésticas armaram o cenário para a revolução. Entram em cena as superpotências que dominaram a História na segunda metade do século 20.

O Brasil entrou na guerra, em 1917, ao lado dos EUA.

Por fim, “a guerra para acabar com todas as guerras”, como dizia a propaganda do governo Woodrow Wilson para justificar a intervenção americana, terminou com a paz para acabar com todas as pazes. A Paz de Verselhas (1919) impôs humilhações à Alemanha que fomentaram a ascensão do nazismo.

Os canhões foram silenciados às 11h de 11 de novembro de 1918. Era o fim da primeira parte da grande guerra civil européia, que continuaria de 1939 a 1945. O continente que era o centro da cultura e da civilização se autodestruiu em duas guerras mundiais e se reinventou como Comunidade Européia para acabar com a guerra entre a França e a Alemanha, e resolver pacificamente os conflitos entre seus países-membros.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Comunistas executavam czar russo há 90 anos

Em 16 de julho de 1918, há exatamente 90 anos, a revolução comunista matou o czar Nicolau II, da Rússia, a czarina Alexandra e os cinco filhos do casal, acabando com a dinastia dos Romanov.

O governo bolchevista aprovou o ato do Soviete de Ekaterimburgo, na região dos Montes Urais, que dividem a Europa e a Ásia, alegando ameaças contra-revolucionárias.