Uma análise preliminar do resultado da eleição presidencial de 12 de junho feita pelo Royal Institute of International Affairs (RIIA), de Londres, a Chatham House, desmonta a fraude armada pelo regime fundamentalista do Irã.
Os autores alegam que a única maneira de apurar 46 milhões de votos em poucas horas seria fazer a contagem inicial nas seções de votação, deixando para a Comissão Eleitoral do Ministério do Interior apenas o trabalho de conferir as cédulas e fazer a totalização.
Pela primeira vez, a apuração foi totalmente centralizada. Além disso, a porcentagem de votos dos candidatos praticamente não variou durante a apuração.
Duas províncias registraram número de votantes superior ao total de eleitores inscritos. Em outras quatro províncias, o comparecimento teria sido superior a 90%.
O estudo tenta identificar de onde teriam vindo os votos para dar ao presidente fraudulentamente reeleito uma votação 13 milhões de votos superior à que obteve no segundo turno da eleição de 2005. Conclui que ele precisaria ter recebido votos de quem não votou em 2005, dos eleitores de seu arqui-inimigo político Ali Akbar Hachemi Rafsanjani e 44% dos votos dos reformistas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Embaixador dos EUA na ONU cai
Na segunda baixa do governo George Walker Bush em conseqüência da derrota do Partido Republicano nas eleições de 7 de novembro, a Casa Branca anunciou hoje que o embaixador dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, o linha-dura John Bolton, não ficará no cargo.
Dificilmente o Senado, agora dominado pelos democratas, concordaria com sua recondução. Diversos senadores da oposição tentaram bloquear sua nomeação.
Grande crítico da ONU, antes de assumir o cargo, Bolton comentou certa vez que o edifício-sede da organização perder 10 andares sem maior impacto sobre as relações internacionais. Ele foi indicado para ser a voz dos EUA na reforma da ONU, que os americanos acusam de burocratizada, corrupta e ineficiente.
Estive duas vezes com John Bolton no Royal Institute of International Affairs, em Londres, em debates sobre as relações EUA-Europa. É inimigo radical da Iniciativa Européia de Defesa Estratégica, que vê como uma tentativa da França de criar na Europa um pólo de poder alternativo capaz de contrabalançar o poderio americano.
A França bem que gostaria mas qualquer integração das Forças Armadas européias têm de começar pelas duas maiores forças da União Européia, o Reino Unido e a França. O Reino Unido quer apenas criar uma força de reação rápida à sombra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para intervir em situações de emergência sem depender dos EUA. Mas Bolton vê ameaças e desafios aos EUA por toda parte.
Dificilmente o Senado, agora dominado pelos democratas, concordaria com sua recondução. Diversos senadores da oposição tentaram bloquear sua nomeação.
Grande crítico da ONU, antes de assumir o cargo, Bolton comentou certa vez que o edifício-sede da organização perder 10 andares sem maior impacto sobre as relações internacionais. Ele foi indicado para ser a voz dos EUA na reforma da ONU, que os americanos acusam de burocratizada, corrupta e ineficiente.
Estive duas vezes com John Bolton no Royal Institute of International Affairs, em Londres, em debates sobre as relações EUA-Europa. É inimigo radical da Iniciativa Européia de Defesa Estratégica, que vê como uma tentativa da França de criar na Europa um pólo de poder alternativo capaz de contrabalançar o poderio americano.
A França bem que gostaria mas qualquer integração das Forças Armadas européias têm de começar pelas duas maiores forças da União Européia, o Reino Unido e a França. O Reino Unido quer apenas criar uma força de reação rápida à sombra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para intervir em situações de emergência sem depender dos EUA. Mas Bolton vê ameaças e desafios aos EUA por toda parte.
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