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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comitê do Nobel da Paz justifica prêmio a chinês

Diante da enorme pressão da China contra a premiação do dissidente Liu Xiaobo, o Comitê Norueguês do Prêmio Nobel da Paz declarou que o prêmio se baseia em “valores universais” expressos na Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pelas Nações Unidas em 10 de dezembro.

Liu na prisão, condenado a 11 anos de cadeia por defender a democratização da China em um documento chamado de Carta 08. Sob pressão de Beijim, 19 países anunciaram que vão boicotar a cerimônia de entrega do prêmio, amanhã.

A China reagiu furiosamente à premiação, afirmando que Liu Xiabo é um criminoso. O ministério do Exterior chinês acusou o Comitê do Nobel da Paz de querer impor valores ocidentais e deter o desenvolvimento do país.

Indignada, a China criou o Prêmio Confúcio pela Paz Mundial, concedido pela primeira vez hoje. O agraciado foi o ex-vice-presidente de Taiwan, a ilha que o regime comunista chinês considera uma província rebelde e ameaça invadir se declarar a independência.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Morre presidente e Nobel da Paz sul-coreano

O ex-presidente da Coreia do Sul Kim Dae Jung, que chegou a ser condenado à morte pela ditadura militar e sobreviveu a várias tentativas de assassinato antes de chegar ao poder, morreu do coração hoje aos 85 anos.

Kim foi o principal líder da oposição à ditadura militar sul-coreana e o primeiro presidente do Sul a se encontrar com o líder da Coreia do Norte depois da Guerra da Coreia (1950-53). Isso lhe valeu o Prêmio Nobel da Paz 2000.

sábado, 22 de setembro de 2007

Monges budistas marcham contra ditadura

No quarto dia seguido de protestos de monges budistas contra a ditadura militar de Mianmar (antiga Birmânia), uma passeata de cerca de 2 mil monges foi hoje até a casa da líder da oposição, Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, que vive em prisão domiciliar. Ela saiu de casa para saudar os manifestantes. Além da capital, Yangum, houve protestos em Mandalay, segunda maior cidade do país.

Suu Kyi, de 62 anos, filha de Aung San, herói da independência do país, lidera a Liga Nacional pela Democracia, vencedora das eleições de 1990, anuladas pelo regime militar. Nos últimos 18 anos, ela passou a maior parte do tempo presa. Há quatro, está sob prisão domiciliar.

A antiga Birmânia, rica em recursos naturais, vem se subdesenvolvendo desde o golpe militar de 1962. Apesar dos protestos e das pressões internacionais, os generais se recusam a entregar o poder aos civis.