O vice-líder republicado no Senado, Jon Kyl, declarou neste domingo que o partido vai tentar bloquear a aprovação do Plano de Recuperação e Reinvestimento do governo Barack Obama, de US$ 819 bilhões, aprovado pela Câmara na quarta-feita passada sem nenhum voto favorável da bancada republicana.
"Serão necessários 60 votos para aprovar a matéria", disse Kyl em entrevista ao canal de notícias conservador Fox News. Isso significa que os republicanos vão usar todas as manobras regimentais para adiar a votação, por exemplo, fazendo discursos intermináveis.
Pelo regimento interno do Senado americano, neste caso, a maioria precisa reunir 60 votos para interromper o debate e dar início à votação.
O Partido Democrata não tem 60 votos no Senado. Obama precisará do apoio de alguns de seus ex-colegas republicanos. A votação do pacote marca o fim de lua-de-mel de Washington com o novo presidente. Apesar das promessas de campanha, o bipartidarismo está de volta à capital dos Estados Unidos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Senador cobra reação de Bush a míssil chinês
Um senador do Partido Republicano critica o presidente George Walker Bush por não adotar uma atitude mais agressiva diante do teste de míssil realizado pela China em 11 de janeiro.
Os chineses destruíram um satélite meteorológico chinês desativado. Mas o recado foi claro: se a China atacar Taiwan, que considera uma província rebelde, e os Estados Unidos intervierem em defesa de Taiwan, a China tem condições de destruir todos os satélites-espiões americanos.
Para o senador Jon Kyl, foi uma provocação e uma militarização do espaço. Na verdade, a China está rejeitando o monopólio americano de militarização do espaço, entrando numa possível corrida armamentista espacial que vai depender da reação e da agressividade dos EUA. Ele entende que o governo americano precisa do apoio chinês no Conselho de Segurança das Nações Unidas para conter o desenvolvimento de bombas atômicas pela Coréia do Norte e pelo Irã, então evita outras questões delicadas.
Os chineses destruíram um satélite meteorológico chinês desativado. Mas o recado foi claro: se a China atacar Taiwan, que considera uma província rebelde, e os Estados Unidos intervierem em defesa de Taiwan, a China tem condições de destruir todos os satélites-espiões americanos.
Para o senador Jon Kyl, foi uma provocação e uma militarização do espaço. Na verdade, a China está rejeitando o monopólio americano de militarização do espaço, entrando numa possível corrida armamentista espacial que vai depender da reação e da agressividade dos EUA. Ele entende que o governo americano precisa do apoio chinês no Conselho de Segurança das Nações Unidas para conter o desenvolvimento de bombas atômicas pela Coréia do Norte e pelo Irã, então evita outras questões delicadas.
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