Desde ontem, o jornalista e psicólogo dissidente cubano Guillhermo Coco Fariñas, ganhador no ano passado do Prêmio Andrei Sakharov pela Liberdade de Expressão, o mais importante prêmio de direitos humanos da União Europeia, não come.
Fariñas iniciou uma nova greve de fome para exigir que o regime comunista de Cuba investigue a morte de Juan Wilfredo Soto García, em 5 de maio de 2011, depois de ser espancado pela polícia.
Hoje, uma delegação de dissidentes foi até a casa de Fariñas tentar dissuadi-lo. No ano passado, ele ficou 134 dias sem comer, em protesto pela morte de Orlando Zapata Tamayo, em 23 de fevereiro de 2010, que estava em greve de fome havia 85 dias.
A greve de fome de Fariñas foi decisiva para a ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro negociar com a Igreja Católica e a Espanha a libertação de 52 presos políticos. A maioria foi obrigada a seguir para o exílio na Espanha.
Agora, os restos mortais de Zapata serão exumados. Sua mãe e a família devem ir para o exílio nos Estados Unidos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 4 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Europa premia cadeira vazia de dissidente cubano
Mais uma cadeira vazia na premiação de um dissidente político de regimes comunistas. Na semana passada, foi o dissidente chinês Liu Xiaobo, que está preso e não recebeu autorização da China para receber o prêmio na Noruega.
Desta vez, foi o cubano Guillhermo Coco Fariñas que não recebeu autorização para receber o Prêmio Andrei Sákharov, o maior prêmio de direitos humanos da UE, dado pelo Parlamento Europeu.
Em discurso gravado, ele acusou a ditadura dos irmãos Castro de escravizar o povo cubano.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dissidente cubano solto vai lutar pela democracia
O regime comunista cubano soltou no fim de semana mais um 52 presos que ha três meses prometeu libertar à Igreja Católica. Arnaldo Ramos foi o primeiro libertado que se recusou a ir para o exílio na Espanha. Ele disse que quer ficar em Cuba para "lutar pela democracia".
Solto no sábado, Ramos foi à missa no domingo na Igreja de Santa Rita, em Havana, acompanhado do grupo de mulheres conhecidas como Damas de Branco, que lutam pela libertação de maridos, pais e filhos presos pela ditadura dos irmãos Castro.
Outros 12 presos do grupo dos 52 se negam a ir para a Espanha. Os 39 libertados antes de Ramos foram para Madri.
Todos faziam parte de um grupo de 75 presos políticos detidos na Primavera Negra, em março de 2003, sob a acusação de estar a serviço dos Estados Unidos.
Depois de morte de Orlando Zapata, em 23 de fevereiro, durante greve de fome, e da greve de fome de Guillermo Coco Fariñas, em julho, o presidente Raúl Castro concordou com um apelo do arcebispo de Havana para libertar os presos políticos.
Além dos 52, a Igreja Católica informou hoje que o governo cubano deve soltar logo mais 14 presos e anunciou que pretende libertar todos os presos políticos do país.
Solto no sábado, Ramos foi à missa no domingo na Igreja de Santa Rita, em Havana, acompanhado do grupo de mulheres conhecidas como Damas de Branco, que lutam pela libertação de maridos, pais e filhos presos pela ditadura dos irmãos Castro.
Outros 12 presos do grupo dos 52 se negam a ir para a Espanha. Os 39 libertados antes de Ramos foram para Madri.
Todos faziam parte de um grupo de 75 presos políticos detidos na Primavera Negra, em março de 2003, sob a acusação de estar a serviço dos Estados Unidos.
Depois de morte de Orlando Zapata, em 23 de fevereiro, durante greve de fome, e da greve de fome de Guillermo Coco Fariñas, em julho, o presidente Raúl Castro concordou com um apelo do arcebispo de Havana para libertar os presos políticos.
Além dos 52, a Igreja Católica informou hoje que o governo cubano deve soltar logo mais 14 presos e anunciou que pretende libertar todos os presos políticos do país.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Cuba vai libertar 52 presos políticos
Cuba soltou e expulsou do país cinco presos políticos e suas famílias, e deve libertar outros 47 nos próximos quatro meses, anunciou hoje a Igreja Católica, depois de uma reunião do arcebispo de Havana e do ministro do Exterior da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, com o presidente Raúl Castro.
Com a maior libertação de presos em Cuba desde 1998, saem da cadeia todos os presos do Grupo dos 75, que promoveram uma onda de protestos contra o regime comunista cubano em 2003. Um terço dos 167 presos políticos cubanos será solto.
O dissidente Guillermo Coco Fariñas prometeu encerrar a greve de fome iniciada em 24 de fevereiro, um dia após a morte de Orlando Zapata Tamayo, que fazia greve de fome.
Para a líder do grupo das Damas de Branco, mulheres e parentes dos presos do Grupo dos 75, foi uma surpresa agradável. Ela disse que só espera que eles não sejam soltos para que outros cubanos sejam presos. Quer "mudança real" e "democracia" em Cuba.
Já o presidente da Comissão Independente de Direito Humanos de Cuba, o dissidente Elizardo Sánchez, observou que o regime dos irmãos Castro está expulsando do país os prisioneiros políticos libertados e mandando-os para a Espanha: "Eles saem da prisão para o exílio."
Sánchez também se pergunta por que um regime tão poderoso como o cubano precisa de quatro meses para libertar os outros presos políticos.
A blogueira Yoani Sánchez comentou no Twitter: "Bem-vindas as libertações. Falta agora desmontar o aparelho repressivo contra a opinião".
Com a maior libertação de presos em Cuba desde 1998, saem da cadeia todos os presos do Grupo dos 75, que promoveram uma onda de protestos contra o regime comunista cubano em 2003. Um terço dos 167 presos políticos cubanos será solto.
O dissidente Guillermo Coco Fariñas prometeu encerrar a greve de fome iniciada em 24 de fevereiro, um dia após a morte de Orlando Zapata Tamayo, que fazia greve de fome.
Para a líder do grupo das Damas de Branco, mulheres e parentes dos presos do Grupo dos 75, foi uma surpresa agradável. Ela disse que só espera que eles não sejam soltos para que outros cubanos sejam presos. Quer "mudança real" e "democracia" em Cuba.
Já o presidente da Comissão Independente de Direito Humanos de Cuba, o dissidente Elizardo Sánchez, observou que o regime dos irmãos Castro está expulsando do país os prisioneiros políticos libertados e mandando-os para a Espanha: "Eles saem da prisão para o exílio."
Sánchez também se pergunta por que um regime tão poderoso como o cubano precisa de quatro meses para libertar os outros presos políticos.
A blogueira Yoani Sánchez comentou no Twitter: "Bem-vindas as libertações. Falta agora desmontar o aparelho repressivo contra a opinião".
quinta-feira, 11 de março de 2010
Dissidentes cubanos pedem fim de greve de fome
Dissidentes cubanos foram hoje à casa do jornalista e psicólogo Guillermo Coco Fariñas pedir que acabe com a greve de fome. Ele se recusa a ser hospitalizado enquanto estiver consciente.
Fariñas entrou em greve em 24 de fevereiro, no segundo aniversário da posse de Raúl Castro, e exige a libertação de 26 presos políticos doentes.
Depois de desmaiar, ele foi hospitalizado num centro de terapia intensiva e recobrou a consciência. Pelo Twitter, declarou: "Não tenho medo de morrer, mas sim de fraudar a esperança de meus amigos nas ruas, no exílio e nos cárceres.
Depois de desmaiar, ele foi hospitalizado num centro de terapia intensiva e recobrou a consciência. Pelo Twitter, declarou: "Não tenho medo de morrer, mas sim de fraudar a esperança de meus amigos nas ruas, no exílio e nos cárceres.
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