Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quarta-feira, 6 de março de 2024
Negociações para trégua em Gaza entram num impasse
segunda-feira, 4 de março de 2024
Israel concorda com trégua mas não vai à negociação
Israel concordou em princípio com um cessar-fogo de seis semanas, anunciaram os Estados Unidos de semana, mas o governo Benjamin Netanyahu não enviou uma delegação para as negociações realizadas no Cairo porque o grupo terrorista Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) não entregou uma lista com os nomes dos reféns vivos.
O Hamas quer um cessar-fogo permanente e o fim da guerra, mas estaria disposto a aceitar uma trégua temporária. Israel quer continuar a guerra até destruir a máquina militar do Hamas. Só aceita uma trégua temporária.
Num sinal do crescente desentendimento entre os governos dos EUA e de Israel, o ex-primeiro-ministro, ex-ministro da Defesa e ex-comandante militar israelense, general Benny Gantz, visita Washington hoje e amanhã sem a autorização de Netanyahu. Isso indica que os EUA procuram outro interlocutor em Israel. Gantz fazia oposição e aderiu ao gabinete de guerra para formar um governo de união nacional.
Os EUA querem uma trégua antes do início do Ramadã, o mês sagrado do calendário muçulmano, que neste ano começa na noite de 10 de março. Um cessar-fogo é fundamental para levar ajuda em grande escala para combater a tragédia humanitária na Faixa de Gaza.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
Guerra entre Israel e o Hesbolá se intensifica
Pelo menos 10 libaneses foram mortos em bombardeios de Israel em resposta a um ataque a um quartel que matou uma militar israelense, aumentando a intensidade do conflito naquela que é a segunda frente de combate desta guerra, no Norte de Israel e no Sul do Líbano.
Israel pressiona o governo libanês a retirar da fronteira a milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus) e afirma que fará isso à força se a exigência não for atendida. O comandante militar de Israel, general Herzi Halevi, declarou que as Forças Armadas precisam estar prontas para agir na fronteira norte. O ex-comandante general Benny Gantz, membro do gabinete de guerra ameaçou atacar o Exército do Líbano.
A África do Sul alertou a Corte Internacional de Justiça de que a invasão da cidade de Rafá pelo Exército de Israel levará a novas violações dos direitos do povo palestino.