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sábado, 18 de março de 2023

Ucrânia é o início de uma grande guerra

Nesta guerra, todos os analistas erraram. Ninguém imaginou que a Ucrânia pudesse resistir, muito menos durante um ano. E a situação está piorando porque os dois lados acham que podem vencer. A guerra é antes de tudo imprevisível. Mas dá para pensar em como vai acabar, provavelmente sem uma vitória total de nenhum lado. O jornal francês Le Monde ouviu especialistas para dar uma perspectiva sobre o conflito.

GUERRA DE POSIÇÕES E ARTILHARIA 
O ex-comandante militar da França na Guerra do Kosovo (1979), Jean-Claude Allard, não vê condições para a Rússia fazer nova tentativa de tomar Kiev: “Se houver uma nova ofensiva, será para tomar Bakhmut e depois dois polos urbanos de resistência, Kromatorsk e Sloviansk, para garantir a conquista da região de Donbass”, no Leste da Ucrânia, e manter suas posições numa linha que vai de Zaporíjia a Lugansk para manter um corredor de acesso à Crimeia. 

“Os ucranianos não têm interesse em defender cada metro quadrado de território custe o que custar”, raciocina Allard, “mas em retomar a iniciativa graças aos tanques e blindados de transporte de tropas que o Ocidente lhes prometeu."

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segunda-feira, 13 de junho de 2022

Putin admite que a invasão da Ucrânia é guerra imperial

A Guerra da Ucrânia completa 110 dias com a Rússia prestes a tomar toda a província de Lugansk e o Exército ucraniano à beira do colapso por falta de munição. 

Num delírio de grandeza, ditador Vladimir Putin se comparou ao czar Pedro, o Grande, fundador do império russo e da cidade de São Petersburgo, onde Putin. O ditador afirma que, como Pedro I, está apenas recuperando territórios que pertencem à Rússia. 

A diferença é que Pedro, o Grande, era um europeísta. Queria integrar a Rússia à Europa. Putin faz o contrário. Nesta semana, a União Europeia deve autorizar o início do processo de adesão da Ucrânia. 

Para o ditador, a Rússia, mais do que um país, é uma civilização que deve estar no topo do mundo, não importa qual o preço a pagar em vidas. Mas a Rússia sempre foi inferior econômica e tecnologicamente. Este complexo de inferioridade alimenta o revanchismo de Putin. 

Com a Batalha de Sievierodonetsk perto fim e as tropas ucranianas cercadas, um oficial norte-americano prevê que Rússia tome toda Lugansk em semanas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky pede mais armas e munição, especialmente artilharia pesada, enquanto o presidente Joe Biden se exime de responsabilidade dizendo que Zelensky ignorou alertas dos EUA sobre a invasão.