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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Moyano renuncia à presidência do partido peronista

O principal líder sindical da Argentina, Hugo Moyano, secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), pediu demissão do cargo de presidente interino do Partido Justicialista (peronista) na província de Buenos Aires, informa o jornal Clarín.

Moyano era um dos principais aliados do casal Kirchner e um dos homens-fortes do kirchnerismo. Chegou a liderar o bloqueio às gráficas dos mais tradicionais jornais argentinos, o Clarín e La Nación, acusados pelo oficialismo de serem contra o governo. Perdeu força com a morte do ex-presidente Néstor Kirchner em outubro de 2010. Chegou a reivindicar a candidatura a vice-presidente na chapa da presidente Cristina Kirchner, que preferiu seu ministro da Economia, Amado Boudou.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cristina Kirchner se aproxima do empresariado

Num gesto de conciliação com o empresariado da Argentina, a presidente Cristina Kirchner repudiou o projeto de lei de divisão dos lucros defendido pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), negou que vá proibir o investimento de lucros no exterior e pediu moderação aos sindicatos.

No encerramento da 17ª Conferência da União Industrial Argentina, no Hotel Hilton, em Buenos Aires, em 22 de novembro de 2011, Cristina defendeu seu modelo econômico desenvolvimento e admitiu estar disposta a aceitar alguma inflação em troca de um crescimento maior.

Depois de uma hora e meia de discurso, a presidente argentina perguntou por Moyano. Provavelmente sabia que o sindicalista havia ido embora, sabendo que seu projeto de divisão do lucro seria rejeitado: "Isso deve ser resolvido entre empresários e trabalhadores, e não ser imposto à força pelo Estado através do Parlamento".

Neste momento, foi interrompida por aplausos puxados por José Ignacio de Mendiguren, presidente da UIA, reporta o jornal argentino La Nación.

Pela primeira vez desde que o kirchnerismo foi acusado de manipular os índices de inflação para garantir a primeira eleição de Cristina, em 2007, ela falou sobre o que o ministro da Economia e vice-presidente eleito, Amado Boudou, chama de "reacomodação de preços".

"Se vocês observam a orientação política argentina, nunca vão ver a revalorização da moeda, sempre vão ver uma política de desvalorização, talvez não com a intensidade que gostariam os exportadores", afirmou a presidente, "mas então não me venham depois falar de inflação se não tenho controle sobre a variável do dólar. Vamos, senhores, dois e dois são quatro! Todos sabemos que o dólar é a referência de preço para todos os bens e serviços".

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Argentina vai cortar subsídios

Depois de uma retumbante vitória na eleição de 23 de outubro de 2011, impulsionada por grandes gastos públicos, a presidente Cristina Kirchner começa a desmontar os subsídios que garantiram à Argentina um crescimento médio de 6,1% ao ano em seu primeiro governo.

Os dois primeiros setores afetados serão o financeiro, com seus bancos, financeiras e seguradoras, e o de jogos de azar, inclusive cassinos, bingos e hipódromos. Com os cortes nesta etapa inicial, o governo espera economizar 600 milhões de pesos, cerca de US$ 141 milhões, declarou o ministro do Planejamento, Julio De Vido.

A seguir, serão cortadas as subvenções para os aeroportos internacionais, os terminais de passageiros nos portos, as empresas nacionais de telefonia celular e o setor de gás, petróleo e carvão. Mas as tarifas de água, energia elétrica e gás não serão afetadas, garantiu De Vido.

"Os subsídios serviram para industrializar o país, criar 5 milhões de postos de trabalho, incluir setores da população que estavam fora do mercado de trabalho e melhorar o serviço de transportes", declarou o ministro da Economia e vice-presidente eleito, Amado Boudou, citado pela revista América Economia.