Cerca de mil palestinos enfrentaram hoje as forças de segurança de Israel em Hebron, na Cisjordânia ocupada, depois que um jovem palestino foi baleado no pé por policiais e soldados israelenses que patrulhavam uma festa organizada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) numa escola local para festejar seu 27º aniversário.
Israel montou vários postos de controle militar na área e disparou bombas de gás lacrimogênio contra centenas de palestinos reunidos numa mesquita próxima à escola, num momento de aumento das tensões na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor árabe de Jerusalém.
A violência e a tensão crescem na Cisjordânia ocupada na medida em que o governo linha-dura israelenses abandona as negociações de paz e vozes importantes da ultradireita repudiam a criação de um Estado Nacional palestino e declaram Israel como um "Estado Judaico".
As implicações são que haverá apenas um país na Palestina, Israel, e que os árabes serão cidadãos de segunda classe. É uma solução inaceitável. Só vai prolongar a guerra, num momento em que Israel enfrenta outros desafios existenciais, da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante à bomba nuclear do Irã.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Acordo tenta reduzir tensão na Ucrânia
No fim de uma reunião em Genebra, na Suíça, os Estados Unidos, a Rússia, a Ucrânia e a União Europeia pediram a "todas as partes que evitem ações violentas, atos de intimidação e provocações". na Ucrânia.
"Todos os grupos armados ilegais devem ser desarmados, todos os prédios ocupados ilegalmente devem ser restituídos a seus proprietários legítimos", diz o comunicado final do encontro. A Ucrânia prometeu discutir uma reforma constitucional para dar mais autonomia às regiões.
É pouco provável que o protoditador russo, Vladimir Putin, cumpra o acordo. Ele insiste em que a Ucrânia está à beira da guerra civil e se reserva o direito de intervir a pretexto de proteger os russos moradores no país vizinho.
Durante programa de televisão em que respondeu a perguntas feitas pelos telespectadores por telefone, Putin acusou o governo provisório da Ucrânia, que não reconhece, de cometer "sérios crimes" ao usar a força contra manifestantes que lutam por autonomia. Ele alegou que a Rússia está agora, depois de anexar a Crimeia, num nível mais próximo do Ocidente.
"O fator força sempre existiu nas relações internacionais e sempre vai existir", declarou o homem-forte do Kremlin. "Por causa do uso da força temos de desenvolver uma série de regras que deem aos países uma oportunidade justa. Vamos lembrar o que aconteceu no Iraque quando alguém quis criar um mundo unipolar", acrescentou, alfinetando os EUA.
Putin negou que a Rússia esteja se isolando: "Os EUA definitivamente são líderes e por um momento pareciam os únicos, mas agora parece diferente." Ele afirmou que a Rússia e a China são "aliados naturais" que atingiram "níveis sem precedentes" de confiança e cooperação.
Mesmo dizendo não ter a intenção de fazer um acordo militar co a China, deixou claro que considera o eixo Moscou-Beijim um fator importante para equilibrar a influência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
"Todos os grupos armados ilegais devem ser desarmados, todos os prédios ocupados ilegalmente devem ser restituídos a seus proprietários legítimos", diz o comunicado final do encontro. A Ucrânia prometeu discutir uma reforma constitucional para dar mais autonomia às regiões.
É pouco provável que o protoditador russo, Vladimir Putin, cumpra o acordo. Ele insiste em que a Ucrânia está à beira da guerra civil e se reserva o direito de intervir a pretexto de proteger os russos moradores no país vizinho.
Durante programa de televisão em que respondeu a perguntas feitas pelos telespectadores por telefone, Putin acusou o governo provisório da Ucrânia, que não reconhece, de cometer "sérios crimes" ao usar a força contra manifestantes que lutam por autonomia. Ele alegou que a Rússia está agora, depois de anexar a Crimeia, num nível mais próximo do Ocidente.
"O fator força sempre existiu nas relações internacionais e sempre vai existir", declarou o homem-forte do Kremlin. "Por causa do uso da força temos de desenvolver uma série de regras que deem aos países uma oportunidade justa. Vamos lembrar o que aconteceu no Iraque quando alguém quis criar um mundo unipolar", acrescentou, alfinetando os EUA.
Putin negou que a Rússia esteja se isolando: "Os EUA definitivamente são líderes e por um momento pareciam os únicos, mas agora parece diferente." Ele afirmou que a Rússia e a China são "aliados naturais" que atingiram "níveis sem precedentes" de confiança e cooperação.
Mesmo dizendo não ter a intenção de fazer um acordo militar co a China, deixou claro que considera o eixo Moscou-Beijim um fator importante para equilibrar a influência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
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