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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mil palestinos enfrentam forças israelenses em Hebron

Cerca de mil palestinos enfrentaram hoje as forças de segurança de Israel em Hebron, na Cisjordânia ocupada, depois que um jovem palestino foi baleado no pé por policiais e soldados israelenses que patrulhavam uma festa organizada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) numa escola local para festejar seu 27º aniversário.

Israel montou vários postos de controle militar na área e disparou bombas de gás lacrimogênio contra centenas de palestinos reunidos numa mesquita próxima à escola, num momento de aumento das tensões na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor árabe de Jerusalém.

A violência e a tensão crescem na Cisjordânia ocupada na medida em que o governo linha-dura israelenses abandona as negociações de paz e vozes importantes da ultradireita repudiam a criação de um Estado Nacional palestino e declaram Israel como um "Estado Judaico".

As implicações são que haverá apenas um país na Palestina, Israel, e que os árabes serão cidadãos de segunda classe. É uma solução inaceitável. Só vai prolongar a guerra, num momento em que Israel enfrenta outros desafios existenciais, da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante à bomba nuclear do Irã.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Acordo tenta reduzir tensão na Ucrânia

No fim de uma reunião em Genebra, na Suíça, os Estados Unidos, a Rússia, a Ucrânia e a União Europeia pediram a "todas as partes que evitem ações violentas, atos de intimidação e provocações". na Ucrânia.

"Todos os grupos armados ilegais devem ser desarmados, todos os prédios ocupados ilegalmente devem ser restituídos a seus proprietários legítimos", diz o comunicado final do encontro. A Ucrânia prometeu discutir uma reforma constitucional para dar mais autonomia às regiões.

É pouco provável que o protoditador russo, Vladimir Putin, cumpra o acordo. Ele insiste em que a Ucrânia está à beira da guerra civil e se reserva o direito de intervir a pretexto de proteger os russos moradores no país vizinho.

Durante programa de televisão em que respondeu a perguntas feitas pelos telespectadores por telefone, Putin acusou o governo provisório da Ucrânia, que não reconhece, de cometer "sérios crimes" ao usar a força contra manifestantes que lutam por autonomia. Ele alegou que a Rússia está agora, depois de anexar a Crimeia, num nível mais próximo do Ocidente.

"O fator força sempre existiu nas relações internacionais e sempre vai existir", declarou o homem-forte do Kremlin. "Por causa do uso da força temos de desenvolver uma série de regras que deem aos países uma oportunidade justa. Vamos lembrar o que aconteceu no Iraque quando alguém quis criar um mundo unipolar", acrescentou, alfinetando os EUA.

Putin negou que a Rússia esteja se isolando: "Os EUA definitivamente são líderes e por um momento pareciam os únicos, mas agora parece diferente." Ele afirmou que a Rússia e a China são "aliados naturais" que atingiram "níveis sem precedentes" de confiança e cooperação.

Mesmo dizendo não ter a intenção de fazer um acordo militar co a China, deixou claro que considera o eixo Moscou-Beijim um fator importante para equilibrar a influência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).