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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Só uma mulher virou diretora-geral nos EUA e Canadá em 2015

Dos 359 novos diretores-gerais (CEOs) nomeados no ano passado nas 2,5 mil maiores empresas do mundo, só dez são mulheres. Entre os novos 87 diretores-gerais de companhias dos Estados Unidos e do Canadá, só houve uma mulher, Andrea Greenberg, da MSG Networks, informa o jornal The Washington Post.

Só 4% das 500 empresas do índice amplo da Bolsa de Valores de Nova York, o S&P 500, têm diretoras-gerais mulheres. Apenas 19% têm mulheres na diretoria, aponta uma pesquisa da Strategy&, empresa de consultoria do grupo Price Waterhouse Coopers (PwC).

No momento em que as questões de gêneros ganham mais amplitude e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton é favorita para se tornar a primeira mulher a governar os EUA, há um recuo na nomeação de mulheres para comandar grandes empresas.

Foram 4% em 2014, 4,7% em 2013 e 7,3% em 2012, uma tendência declinante.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Francês Jean Tirole ganha Prêmio Nobel de Economia

O professor francês Jean Tirole, diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Toulouse, na França, ganhou hoje o Prêmio Nobel de Economia de 2014 por estudos sobre o comportamento de grandes empresas e como regulamentar sua atividade para impedir a formação de oligopólios, anunciou em Estocolmo a Academia Real de Ciências da Suécia.

Tirole, de 61 anos, doutor pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, "fez contribuições teóricas importantes em várias áreas, mas acima de tudo esclareceu como entender e regular setores com poucas empresas poderosas", justificou o Comitê do Nobel. Ele estudou empresas ineficientes que mantiveram a liderança em seus mercados aproveitando-se de monopólios e regulamentações favoráveis.

"Fiquei inacreditavelmente surpreso com a honraria", declarou o economista, terceiro francês a levar o prêmio. "Precisei de meia hora para me recuperar." Pela primeira vez desde 1999, não há americanos entre os agraciados.

Pela sua análise, incentivos e protecionismo não funcionam com essas empresas, que tendem a se tornar improdutivas, ineficientes e inadministráveis. Conclusão: "O mercado precisa de um Estado forte para funcionar normalmente."

Sem uma regulamentação eficiente, as empresas oligopolistas deixam de inovar e tendem a cobrar preços desnecessariamente altos, aproximam-se das agências reguladoras e usam as regras vigentes para afastar competidores, especialmente em setores como finanças e telecomunicações.

Hoje, Tirole examina empresas como Apple e Google para ver como usam as pesquisas e informações obtidas dos consumidores para manter suas posições dominantes no mercado.

"Depois de Patrick Modiano [Literatura], outro francês no firmamento. Cumprimentos, Jean Tirole! Um dedo no olho de quem fala mal da França", festejou o primeiro-ministro socialista Manuel Valls, que luta para fazer reformas pró-mercado no país em crise.

Para tirar a França da estagnação e do desemprego elevado, de 10% da população economicamente ativa, Tirole defende uma reforma da legislação trabalhista "para dar um futuro a nossas crianças", responsabilizando a atual regulamentação do mercado de trabalho no Sul da Europa pelo desemprego elevado.

Em 2003, ao lado do atual diretor de pesquisas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, ele propôs a criação na França de um contrato de trabalho para substituir os contratos por prazo determinado e indeterminado.

Hoje, observa o ganhador do Nobel de Economia, os jovens só conseguem contratos de prazo determinado. Assim, a lei aprovada em defesa do trabalhador protege quem está dentro do mercado de trabalho, mas exclui o resto, inclusive quem quer entrar.