Numa das maiores multas impostas a um país soberano, a Rússia foi condenada pela Corte Internacional de Arbitragem, com sede em Haia, na Holanda, a pagar US$ 50 bilhões aos acionistas da companhia de petróleo Yukos, que pediam US$ 100 bilhões.
O painel de arbitragem concluiu que a falência, venda de ativos e desapropriação da empresa na década passada foram ilegais, informa o jornal inglês Financial Times. A Rússia pretende recorrer a todas as instâncias possíveis.
O presidente Vladimir Putin começou a perseguir o empresário Mikhail Khodorkovsky, na época o maior acionista da empresa e homem mais rico da Rússia, quando ele financiou partidos de oposição, insatisfeito com o autoritarismo do homem-forte do Kremlin.
Khodorkovsky era o 16º homem mais rico do mundo na lista da revista americana Forbes quando foi preso, em 25 de outubro de 2003. Ficou dez anos na cadeia por sonegação de impostos e fraude fiscal. Sempre afirmou que o processo foi político.
"Do início ao fim, o caso Yukos foi exemplo de um saque descarado de uma empresa de sucesso por uma máfia ligada ao Estado", disse ele hoje, admitindo ter recebido a decisão "com um sentimento de satisfação".
Com a estatização da Yukos, seus ativos hoje formam a maior parte do patrimônio da empresa de economia mista Rosneft, a maior companhia petrolífera do mundo cotada em bolsa de valores, que está sob sanções dos Estados Unidos por causa da intervenção militar russa na Ucrânia. O caso revelou os métodos autocráticos de Putin para restabelecer o controle estatal sobre os setores de gás e petróleo, os mais importantes da economia russa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 28 de julho de 2014
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