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segunda-feira, 5 de março de 2018

Músicos têm mais facilidade para tomar decisões

Os músicos desenvolvem conexões neurais que os não músicos não têm. Isso facilita a tomada de decisões e a solução de problemas cotidianos. A conclusão é de investigadores da Universidade de Granada, na Espanha.

Os cientistas do Centro de Pesquisas sobre Mente, Cérebro e Comportamento e do Departamento de História e Ciências da Música decidiram investigar as mudança na conectividade cerebral dos músicos.

A pesquisa examinou 142 músicos do Real Conservatório Superior de Música Victoria Eugenia, de Granada, do Real Conservatório Superior de Música, de Málaga, da graduação em História e Ciências da Música da Universidade de Granada e de outros setores da universidade.

Todos os músicos tinham pelo menos dez anos de formação musical e tocavam instrumentos. Eles e os não músicos foram submetidos a exames de ressonância magnética e a uma série de testes neuropsicológicos.

A conclusão é que os músicos desenvolvem conexões neurais que facilitam a solução de problemas difíceis: "Tratam-se das tarefas mais complexas que um sujeito pode realizar a nível cerebral, resultados de múltiplas interrelações cerebrais", declarou a principal autora do relatório, Miriam Albusac Jorge, da Universidade de Granada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Efeito Pinóquio esquenta nariz ao mentir

Quando uma pessoa mente, a temperatura do rosto aumenta ao redor do nariz e nos músculos orbitais do canto interno dos olhos. É o Efeito Pinóquio. Quando faz um grande esforço mental, a cara esfria. A ansiedade também esquenta. As conclusões são de um trabalho pioneiro da Universidade de Granada, na Espanha, que usou termografia, uma técnica baseada na temperatura do corpo.

A termografia foi desenvolvida pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial para produção de equipamentos para visão noturna. Os pesquisadores Emilio Gómez Milán e Elvira Salazar López, da Universidade de Granada, são pioneiros na aplicação da termografia na psicologia.

O desejo sexual também pode ser detectado pelo calor. A excitação aumenta a temperatura no peito e nos órgãos genitais. O estudo mostra que homem e mulher ficam excitados ao mesmo tempo.

Cada tipo de expressão corporal diferente deixa sua marca distinta na análise termográfica. Quando um bailarino dança o flamengo, a temperatura das nádegas cai e a do antebraço sobe. Várias alterações estão relacionadas a estados físicos, mentais e emocionais.

domingo, 4 de novembro de 2007

Chefes incompetentes preferem incompententes

Os diretores e chefes que acreditam não estar qualificados para os cargos que ocupam cercam-se de subordinados incompententes, talvez como uma forma de se justificar, concluiu um estudo da Universidade de Granada, na Espanha.

A pesquisa, realizada pelos professores Rosa Rodríguez Bailón e Miguel Moya Morales, do Departamento de Psicologia Social e de Metodologia das Ciências do Comportamento da UGR, e Vincent Yzerbyt, da Universidade de Louvain, na Bélgica, revela que as pessoas qualificadas para exercer uma função de maior responsabilidade preferem trabalhar com pessoas competentes e sociáveis, enquanto quem se considera incapaz opta por gente menos competente e menos sociável, que não ameace sua posição.

Para os autores, "o poder pode ser definido como o controle que uma pessoa tem sobre as outras e sobre si mesmo" e "aqueles que se regojizam no poder não o utilizam corretamente".

O estudo foi feito com 73 estudantes voluntários da Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação e da Escola Universitária de Ação Social da Universidade de Granada; 85,7% são mulheres de 18 a 25 anos.

A cada participante, foi dito que seria representante oficial num congresso de estudantes. Deveria escolher um assessor para trabalhar sob sua responsabilidade direta.

Na grande maioria dos casos, os "chefes ilegítimos", ao contrário dos "chefes legítimos", escolheram candidatos menos competentes e menos sociáveis, mas pediram muitas informações sobre os melhores candidatos, numa atitude defensiva.

Tanto "chefes legítimitos" quanto "chefes ilegítimos" têm a mesma impressão sobre as qualidades dos subordinados em potencial. A tendência dos "ilegítimos" de escolher assessores menos competentes, argumentam os pesquisadores, "pode ser explicada como uma tentativa de evitar a competição" e uma comparação com assessores mais qualificados do que eles próprios.

As conclusões da pesquisa foram publicadas na revista científica espanhola Psichotema.