Diante dos protestos tanto de xiitas como de sunitas, o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, suspendeu a construção de um muro para isolar uma comunidade sunita ameaçadas num dos distritos mais violentos de Bagdá.
"Sou contra o muro, e a construção será suspensa", declarou Maliki. "Há outras maneiras de proteger pessoas e muros sempre trazem a lembrança de outros muros".
O projeto dos militares americanos visava a proteger comunidades ameaçadas nas dez áreas mais violentas da capital iraquiana, onde há um conflito sectário opondo insurgentes sunitas e a rede terrorista Al Caeda a milícias xiitas. As principais vítimas são civis inocentes.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Bombas matam pelo menos 90 pessoas em Bagdá
Três ataques a bomba contra feiras de rua do centro da capital do Iraque mataram pelo menos 90 pessoas hoje, quando os iraquianos lembram o primeiro aniversário de um atentado contra um sanuário xiita na cidade de Samarra que deixou o país à beira da guerra civil.
Desta vez, no pior ataque, duas bombas explodiram uma após a outra na feira atacadista de Shorja, matando mais de 60 pessoas e ferindo outras 150. O Ministério do Interior disse que as explosões foram de um carro-bomba e de uma bomba deixada ao lado da estrada.
As explosões ocorreram no momento em que o primeiro-ministro Nuri al-Maliki e outras autoridades participaram de uma solenidade em homenagem às vítimas do ataque contra a mesquita de Samarra, em 22 de fevereiro do ano passado pelo calendário gregoriano, que completou um ano pelo calendário muçulmano. O atentado foi atribuído à rede terrorista Al Caeda, que é sunita.
Desta vez, no pior ataque, duas bombas explodiram uma após a outra na feira atacadista de Shorja, matando mais de 60 pessoas e ferindo outras 150. O Ministério do Interior disse que as explosões foram de um carro-bomba e de uma bomba deixada ao lado da estrada.
As explosões ocorreram no momento em que o primeiro-ministro Nuri al-Maliki e outras autoridades participaram de uma solenidade em homenagem às vítimas do ataque contra a mesquita de Samarra, em 22 de fevereiro do ano passado pelo calendário gregoriano, que completou um ano pelo calendário muçulmano. O atentado foi atribuído à rede terrorista Al Caeda, que é sunita.
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