A milícia Bassij, que faz o jogo sujo para a Guarda Revolucionária do Irã em trajes civis, impediu a entrada do aiatolá Mehdi Karrubi, um dos candidatos derrotados na reeleição fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad.
Confira os métodos fascistas da república islâmica.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Karrubi acusa regime do Irã de traição
No primeiro aniversário da reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, um dos oposicionistas derrotados, o ex-presidente do Parlamento Mehdi Karrubi, acusou hoje "o poder de trair o povo e a revolução".
"Antes da eleição presidencial de 2009, havia um clima verdadeiramente excepcional no Irã", descreveu Karrubi, em entrevista ao jornal francês Le Monde publicada neste sábado. "Havia debates abertos entre os candidatos, inclusive na televisão estatal. Os iranianos estavam motivados porque, pela primeira vez, pensaram que haveria uma eleição sem manipulação.
"Depois, o poder correu esse risco enorme de organizar uma fraude numa escala sem precedentes. Foi diante disso que surgiu um movimento de contestação tão grande.
"Em seguida, o poder cometeu o segundo erro. Em vez de escutar a voz do povo, utilizou os meios mais repressivos e mais sangrentos contra ele. Tanto o Irã quanto os iranianos pagam por esses erros: houve muitas vítimas, feridos e prejuízos.
"Antes da eleição presidencial de 2009, havia um clima verdadeiramente excepcional no Irã", descreveu Karrubi, em entrevista ao jornal francês Le Monde publicada neste sábado. "Havia debates abertos entre os candidatos, inclusive na televisão estatal. Os iranianos estavam motivados porque, pela primeira vez, pensaram que haveria uma eleição sem manipulação.
"Depois, o poder correu esse risco enorme de organizar uma fraude numa escala sem precedentes. Foi diante disso que surgiu um movimento de contestação tão grande.
"Em seguida, o poder cometeu o segundo erro. Em vez de escutar a voz do povo, utilizou os meios mais repressivos e mais sangrentos contra ele. Tanto o Irã quanto os iranianos pagam por esses erros: houve muitas vítimas, feridos e prejuízos.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Ahmadinejad declara que Irã é potência nuclear
No 31º aniversário da revolução islâmica no Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou hoje que o país já é uma potência nuclear e vai triplicar a produção de urânio enriquecido, mas não vai fazer a bomba “porque não precisa”. Ele criticou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que acusou de fazer o jogo de Israel.
Ahmadinejad declarou que o país já conseguiu enriquecer urânio a um teor de 20% e já teria capacidade para chegar a 80%. Para fazer uma bomba atômica, é necessário enriquecer urânio a 90%. Mas especialistas acreditam que o programa nuclear iraniano ainda tem muitos problemas técnicos.
Enquanto milhões de pessoas mobilizadas pelo governo realizavam uma grande manifestação a favor do governo, a oposição protestou como pôde aos gritos de “Morte do Ditador!”, e enfrentou a polícia. As forças de segurança teriam atirado contra os manifestantes.
O regime fundamentalista iraniano bloqueou o Google Mail e outros sítios da internet, tentando impedir a comunicação entre os oposicionistas e o vazamento de imagens para o exterior.
Houve notícias de que o ex-candidato à presidência Mehdi Karroubi teria sido atacado com bombas de gás lacrimogênio e estaria em tratamento. Depois, foi dito que os seguranças particulares dele teriam impedido sua participação nas manifestações para protegê-lo.
Milhares de oposicionistas foram presos desde a reeleição fraudulenta do presidente Ahmadinejad, em 12 de junho de 2009. Dois foram executados e dez aguardam no corredor da morte.
• Em diálogo com o presidente da Síria, Ahmadinejad disse que, se Israel atacar de novo no Oriente Médio, será a hora de acabar com o Estado judaico de uma vez por todas.
Ahmadinejad declarou que o país já conseguiu enriquecer urânio a um teor de 20% e já teria capacidade para chegar a 80%. Para fazer uma bomba atômica, é necessário enriquecer urânio a 90%. Mas especialistas acreditam que o programa nuclear iraniano ainda tem muitos problemas técnicos.
Enquanto milhões de pessoas mobilizadas pelo governo realizavam uma grande manifestação a favor do governo, a oposição protestou como pôde aos gritos de “Morte do Ditador!”, e enfrentou a polícia. As forças de segurança teriam atirado contra os manifestantes.
O regime fundamentalista iraniano bloqueou o Google Mail e outros sítios da internet, tentando impedir a comunicação entre os oposicionistas e o vazamento de imagens para o exterior.
Houve notícias de que o ex-candidato à presidência Mehdi Karroubi teria sido atacado com bombas de gás lacrimogênio e estaria em tratamento. Depois, foi dito que os seguranças particulares dele teriam impedido sua participação nas manifestações para protegê-lo.
Milhares de oposicionistas foram presos desde a reeleição fraudulenta do presidente Ahmadinejad, em 12 de junho de 2009. Dois foram executados e dez aguardam no corredor da morte.
• Em diálogo com o presidente da Síria, Ahmadinejad disse que, se Israel atacar de novo no Oriente Médio, será a hora de acabar com o Estado judaico de uma vez por todas.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Guarda Revolucionária do Irã ataca Khatami
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Mohamed Ali Jafari, atacou ontem os reformistas que apoiaram as manifestações de rua contra a reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 12 de junho, especialmente o ex-presidente Mohamed Khatami, que acusou de querer derrubar o Supremo Líder Político e Espiritual, aiatolá Ali Khamenei.
Jafari alegou que Khatami teria dito em fevereiro: "Se Ahmadinejad perder, o Supremo Líder estará praticamente liquidado", como se o ex-presidente fizesse parte de uma conspiração.
Khatami apoiou a oposição, condenou o resultado oficial, pediu a anulação da eleição e a realização de outra. Ficou ao lado do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi e do clérigo Mehdi Karrubi, dois candidatos derrotados que denunciaram uma fraude em grande escala para reeleger Ahmadinejad.
Khamenei apoiou Ahmadinejad, desmentiu as acusações de fraude, acusou a oposição de ser manipulada por potências estrangeiras e seus líderes pela onda de violência, promovida sobretudo pelos guardas revolucionários e sua milícia Bassij, responsável direta pelas maiores atrocidades.
Ahmainejad era um guarda. Sua ascensão ajudou a fortalecer a Guarda Revolucionária, principal sustentáculo do regime, que disputa o poder com os clérigos, sobretudo os reformistas, alvos de sua pregação para supostamente purificar a república islâmica.
Karrubi acusou a polícia de violar sexualmente jovens dos dois sexos detidos durante as manifestações. Um jovem que teria sido violentado desapareceu.
Os bassijis fizeram o trabalho duro e o jogo sujo de reprimir as manifestações pela democracia. A Guarda defende o expurgo dos reformistas.
Ao mesmo tempo, mais de 40 embaixadores foram afastados, supostamente por apoiar a oposição durante o tumultuado processo eleitoral iraniano. O Ministério do Exterior declarou serem mudanças de rotina para um país com representações diplomáticas em 130 países.
Jafari alegou que Khatami teria dito em fevereiro: "Se Ahmadinejad perder, o Supremo Líder estará praticamente liquidado", como se o ex-presidente fizesse parte de uma conspiração.
Khatami apoiou a oposição, condenou o resultado oficial, pediu a anulação da eleição e a realização de outra. Ficou ao lado do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi e do clérigo Mehdi Karrubi, dois candidatos derrotados que denunciaram uma fraude em grande escala para reeleger Ahmadinejad.
Khamenei apoiou Ahmadinejad, desmentiu as acusações de fraude, acusou a oposição de ser manipulada por potências estrangeiras e seus líderes pela onda de violência, promovida sobretudo pelos guardas revolucionários e sua milícia Bassij, responsável direta pelas maiores atrocidades.
Ahmainejad era um guarda. Sua ascensão ajudou a fortalecer a Guarda Revolucionária, principal sustentáculo do regime, que disputa o poder com os clérigos, sobretudo os reformistas, alvos de sua pregação para supostamente purificar a república islâmica.
Karrubi acusou a polícia de violar sexualmente jovens dos dois sexos detidos durante as manifestações. Um jovem que teria sido violentado desapareceu.
Os bassijis fizeram o trabalho duro e o jogo sujo de reprimir as manifestações pela democracia. A Guarda defende o expurgo dos reformistas.
Ao mesmo tempo, mais de 40 embaixadores foram afastados, supostamente por apoiar a oposição durante o tumultuado processo eleitoral iraniano. O Ministério do Exterior declarou serem mudanças de rotina para um país com representações diplomáticas em 130 países.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Mussavi nega legitimidade a Ahmadinejad
Em nova mensagem no seu site, o ex-primeiro-ministro do Irã Mir Hussein Mussavi declara que o futuro governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad será ilegítimo, como já fizera outro candidato derrotado em 12 de junho, Mehdi Karrubi.
A milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, pediu uma investigação das atividades de Mussavi.
Por causa da crise do regime fundamentalista iraniano, Ahmadinejad cancelou a participação na reunião de cúpula da União Africana.
A milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, pediu uma investigação das atividades de Mussavi.
Por causa da crise do regime fundamentalista iraniano, Ahmadinejad cancelou a participação na reunião de cúpula da União Africana.
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