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domingo, 16 de agosto de 2009

Rodada Doha elevaria comércio em US$ 300 bi

Uma conclusão bem-sucedida da Rodada Doha de negociações de liberalização comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC) aumentaria o comércio internacional US$ 300 bilhões a US$ 700 bilhões por ano, estima um estudo do Instituto Peterson de Economia Internacional, de Washington.

A Rodada Doha foi lançada como a Rodada do Milênio e a Rodada do Desenvolvimento, com a promessa de aumentar as oportunidades do mercado internacional para os países em desenvolvimento.

Um dos temas centrais é a liberalização do comércio agrícola, uma das principais reivindicações do Brasil. A tentativa de manter os subsídios agrícolas e tarifas proibitivas dos países ricos levou ao fracasso da reunião interministerial da OMC em Cancún, no México, em setembro de 2003, paralisando a Rodada Doha.

Diversas tentativas de retomar as negociações foram feitas nos últimos anos. Há pouco mais de um ano, os países ricos e os grandes emergentes estiveram perto de um acordo, mas a Índia acabou rejeitando uma proposta de corte de subsídios agrícolas feita pelos EUA alegando que precisa proteger seus agricultores mais pobres por uma questão não econômica, de sobrevivência.

O atraso na conclusão das negociações lançadas em Doha, no Catar, em Novembro de 2001, dois meses depois dos atentados terroristas de 11 de setembro, levou dois economistas do instituto especializados em comércio - Gary Clyde Hufbauer e Jeff Schott –, a calcular os ganhos potenciais do sucesso da rodada.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dólar está sobrevalorizado ante moedas da Ásia

A maioria dos países do mundo se preocupa com a forte queda da moeda americana nos últimos anos. Mas um novo estudo concluiu que ela continua sobrevalorizada em relação às moedas das grandes economias asiáticas movidas principalmente pelas exportações.

De acordo com o Instituto Peterson de Economia Internacional, o iuã chinês precisaria subir 30% e o iene japonês, 20% em relação ao dólar para haver um equilíbrio nas relações econômicas dos Estados Unidos com a China e o Japão.

Se for para equilibrar a balança comercial americana, o dólar terá de cair muito mais. Isto teria um impacto enorme sobre os EUA e a economia mundial como um todo.