O único candidato oposicionista na eleição presidencial do Egito, Hamdin Sabahi, protestou ontem contra a prorrogação do prazo de votação até, por um terceiro, aparentemente porque o elevado índice de abstenção minaria a legitimidade do marechal Abdel Fattah al-Sissi, responsável pelo golpe de Estado de 3 de julho de 2013, que derrubou o único líder eleito democraticamente da história egípcia, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana.
Sabahi exigiu a contagem imediata dos votos depositados nas urnas na segunda e na terça-feira. Alega que a mudança no calendário eleitoral levanta "muitas dúvidas sobre a integridade do processo".
A Irmandade, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundado em 1928, denunciou a eleição como "uma farsa sangrenta".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Hamdin Sabahi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hamdin Sabahi. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 28 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Egito vota para eleger marechal golpista
Dezenas de milhões de egípcios votam hoje e amanhã para escolher um novo presidente. O franco favorito é o marechal Abdel Fattah al-Sissi, ex-comandante do Exército, responsável pelo golpe que derrubou, em 3 de julho de 2013, o único presidente eleito democraticamente na história do país, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, hoje declarada terrorista e ilegal.
Seu único adversário é o esquerdista Hamdin Sabahi.
Na prática, a volta de um general ao poder pouco mais de três anos depois da queda do ditador Hosni Mubarak é um retorno à ditadura militar que governou o Egito desde que a Revolução dos Coronéis derrubou o rei Faruk e proclamou a república, em 1952.
Além da Irmandade Muçulmana, o Movimento 6 de Abril, que liderou a revolta popular dos jovens na Primavera Árabe, também foi banida.
Seu único adversário é o esquerdista Hamdin Sabahi.
Na prática, a volta de um general ao poder pouco mais de três anos depois da queda do ditador Hosni Mubarak é um retorno à ditadura militar que governou o Egito desde que a Revolução dos Coronéis derrubou o rei Faruk e proclamou a república, em 1952.
Além da Irmandade Muçulmana, o Movimento 6 de Abril, que liderou a revolta popular dos jovens na Primavera Árabe, também foi banida.
Assinar:
Postagens (Atom)