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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Oposição protesta contra extensão da votação no Egito

O único candidato oposicionista na eleição presidencial do Egito, Hamdin Sabahi, protestou ontem contra a prorrogação do prazo de votação até, por um terceiro, aparentemente porque o elevado índice de abstenção minaria a legitimidade do marechal Abdel Fattah al-Sissi, responsável pelo golpe de Estado de 3 de julho de 2013, que derrubou o único líder eleito democraticamente da história egípcia, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana.

Sabahi exigiu a contagem imediata dos votos depositados nas urnas na segunda e na terça-feira. Alega que a mudança no calendário eleitoral levanta "muitas dúvidas sobre a integridade do processo".

A Irmandade, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundado em 1928, denunciou a eleição como "uma farsa sangrenta".

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Egito vota para eleger marechal golpista

Dezenas de milhões de egípcios votam hoje e amanhã para escolher um novo presidente. O franco favorito é o marechal Abdel Fattah al-Sissi, ex-comandante do Exército, responsável pelo golpe que derrubou, em 3 de julho de 2013, o único presidente eleito democraticamente na história do país, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, hoje declarada terrorista e ilegal.

Seu único adversário é o esquerdista Hamdin Sabahi.

Na prática, a volta de um general ao poder pouco mais de três anos depois da queda do ditador Hosni Mubarak é um retorno à ditadura militar que governou o Egito desde que a Revolução dos Coronéis derrubou o rei Faruk e proclamou a república, em 1952.

Além da Irmandade Muçulmana, o Movimento 6 de Abril, que liderou a revolta popular dos jovens na Primavera Árabe, também foi banida.