O presidente Barack Obama destituiu hoje o general Stanley McChrystal do comando militar das forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratato do Atlântico Norte (OTAN) no Afeganistão por causa de comentários depreciativos sobre o governo feitos em entrevista à revista Rolling Stone.
McChrystal foi convocado hoje para um encontro na Casa Branca que durou apenas 20 minutos. Ele será substituído por seu chefe imediato, o general David Petraeus, líder do Comando Central dos EUA, com jurisdição sobre o Oriente Médio, o Afeganistão e o Paquistão.
Em entrevista na Casa Branca, ao lado do vice-presidente Joe Biden, do comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, e do general Petraeus, Obama declarou que a guerra não depende de um homem só.
O presidente americano reafirmou que a estratégia para vencer a Guerra no Afeganistão será mantida.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
McChrystal deve pedir demissão
Depois de dar uma entrevista desastrada à revista americana Rolling Stone, o comandante militar dos Estados Unidos no Afeganistão, general Stanley McChrystal, deve apresentar demissão amanhã ao presidente Barack Obama, que o chamou para dar explicações na Casa Branca.
Ele já está sendo comparado ao general Arthur McArthur, afastado pelo presidente Harry Truman durante a Guerra da Coreia (1950-53).
Obama comentou que a entrevista revela "baixa capacidade de julgamento". Mas analistas militares acreditam que o plano de guerra seria atrasado com o afastamento de McChrystal.
O problema é que o general desautorizou seus superiores. Obama pode parecer fraco a poucos meses das eleições parlamentares de novembro.
Ele já está sendo comparado ao general Arthur McArthur, afastado pelo presidente Harry Truman durante a Guerra da Coreia (1950-53).
Obama comentou que a entrevista revela "baixa capacidade de julgamento". Mas analistas militares acreditam que o plano de guerra seria atrasado com o afastamento de McChrystal.
O problema é que o general desautorizou seus superiores. Obama pode parecer fraco a poucos meses das eleições parlamentares de novembro.
Casa Branca pede explicações a general
O comandante militar dos EUA no Afeganistão e Paquistão, general Stanley McChrystal, foi convocado para dar explicações à Casa Branca sobre um perfil a ser publicado na revista Rolling Stone com críticas e desprezo pelo governo Obama.
Na reportagem O General Descontrolado, McChrystal e seus assessores criticaram vários altos funcionários dos EUA, como o vice-presidente Joe Biden, que era contra aumentar o contingente americano no Afeganistão.
A revista revela a tensão entre o governo e o general e seus assessores quando discutiam a estratégia para vencer a guerra no Afeganistão.
Obama não escapou. Na opinião do general, o primeiro encontro com o presidente na Casa Branca foi apenas uma sessão de fotos, curto e sem uma discussão produtiva da situação da guerra.
O assessor de Segurança Nacional, James Jones, foi chamado de "palhaço"e o enviado especial de Obama para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, de "animal ferido".
Antes da Rolling Stone começar a circular na sexta-feira, a entrevista e o perfil do general rebelde já abalaram uma das políticas mais difíceis de Obama porque tem oposição dentro de seu próprio partido.
Na reportagem O General Descontrolado, McChrystal e seus assessores criticaram vários altos funcionários dos EUA, como o vice-presidente Joe Biden, que era contra aumentar o contingente americano no Afeganistão.
A revista revela a tensão entre o governo e o general e seus assessores quando discutiam a estratégia para vencer a guerra no Afeganistão.
Obama não escapou. Na opinião do general, o primeiro encontro com o presidente na Casa Branca foi apenas uma sessão de fotos, curto e sem uma discussão produtiva da situação da guerra.
O assessor de Segurança Nacional, James Jones, foi chamado de "palhaço"e o enviado especial de Obama para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, de "animal ferido".
Antes da Rolling Stone começar a circular na sexta-feira, a entrevista e o perfil do general rebelde já abalaram uma das políticas mais difíceis de Obama porque tem oposição dentro de seu próprio partido.
O general pediu desculpas, mas pode ser afastado. Seu chefe, o secretário da Defesa, Robert Gates, considerou a entrevista uma "falta de julgamento" do general, e o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, disse ter ficado "muito desapontado" com o que leu.
McChrystal é a peça-chave para a estratégia de Obama no Afeganistão, no momento em que está sendo preparada uma grande ofensiva na região de Kandahar, origem e principal reduto da milícia fundamentalista dos Talebã.
Obama quer ouvir as explicações do general pessoalmente. É quase certo que ele seja afastado, mas talvez não agora para não atrapalhar o plano de guerra. A guerra é maior do que um simples homem, defende-se o governo americano.
McChrystal é a peça-chave para a estratégia de Obama no Afeganistão, no momento em que está sendo preparada uma grande ofensiva na região de Kandahar, origem e principal reduto da milícia fundamentalista dos Talebã.
Obama quer ouvir as explicações do general pessoalmente. É quase certo que ele seja afastado, mas talvez não agora para não atrapalhar o plano de guerra. A guerra é maior do que um simples homem, defende-se o governo americano.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Total de americanos mortos no Afeganistão chega a mil
Nesta terça-feira, o total de soldados americanos mortos em pouco mais de oito anos de invasão do Afeganistão chegou a mil.
O chefe do Comando Central dos EUA, general Stanley McChrystal, advertiu para o risco de "pesadas baixas" na ofensiva em andamento contra a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes).
Mais sete civis morreram hoje com a explosão de uma bomba colocada numa bicicleta. Em 2009, morreram 2.412 civis no afeganistão. Cerca de 25% foram mortos pelas forças estrangeiras.
O chefe do Comando Central dos EUA, general Stanley McChrystal, advertiu para o risco de "pesadas baixas" na ofensiva em andamento contra a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes).
Mais sete civis morreram hoje com a explosão de uma bomba colocada numa bicicleta. Em 2009, morreram 2.412 civis no afeganistão. Cerca de 25% foram mortos pelas forças estrangeiras.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Gen. McChrystal quer Ben Laden preso ou morto
Ao depor no Senado, o comandante militar dos Estados Unidos no Afeganistão, general Stanley McChrystal, declarou ontem que não acredita que seja possível "derrotar Al Caeda totalmente enquanto Ossama ben Laden não for preso ou morto".
O general McChrystal acredita que o próximo ano e meio será vital para a vitória. Seu objetivo imediato é derrotar a insurgência da milícia fundamentalista dos Talebã, que governou o país de 1996 a 2001, quando foi derrubada pela invasão americana de outubro de 2001.
Como o presidente George W. Bush desviou a atenção para invadir o Iraque, em 2003, a liderança da rede terrorista Al Caeda foi colocada em fuga mas nem Ben Laden nem seu subcomandante, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, foi preso.
O general McChrystal acredita que o próximo ano e meio será vital para a vitória. Seu objetivo imediato é derrotar a insurgência da milícia fundamentalista dos Talebã, que governou o país de 1996 a 2001, quando foi derrubada pela invasão americana de outubro de 2001.
Como o presidente George W. Bush desviou a atenção para invadir o Iraque, em 2003, a liderança da rede terrorista Al Caeda foi colocada em fuga mas nem Ben Laden nem seu subcomandante, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, foi preso.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Comandante pede mais tropas no Afeganistão
Em um relatório sombrio de 66 páginas enviado ao Departamento da Defesa, o novo comandante militar dos Estados Unidos no Afeganistão, general Stanley McChrystal, adverte que, sem um aumento no número de soldados americanos, “o resultado mais provável é o fracasso”.
Para o general, os próximos 12 meses serão decisivos.
A estratégia do presidente Barack Obama de concentrar a luta contra o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão já sofreu um duro golpe por causa da fraude na reeleição do presidente Hamid Karzai. Sem um governo legítimo e que funcione, será difícil derrotar os fundamentalistas muçulmanos da milícia dos Talebã (Estudantes).
Para o general, os próximos 12 meses serão decisivos.
A estratégia do presidente Barack Obama de concentrar a luta contra o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão já sofreu um duro golpe por causa da fraude na reeleição do presidente Hamid Karzai. Sem um governo legítimo e que funcione, será difícil derrotar os fundamentalistas muçulmanos da milícia dos Talebã (Estudantes).
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