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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Prefeitura do Rio de Janeiro declara que pandemia está sob controle

 Com queda consistente nos indicadores de contágios, hospitalizações e mortes há sete semanas, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que, "pela primeira vez em toda a pandemia, podemos dizer que a situação está controlada. Os casos e as internações estão caindo cada vez mais." Menos do que isso, "só no fim da pandemia", acrescentou o prefeito Eduardo Paes. Mas a Prefeitura do Rio suspendeu a aplicação da terceira dose por falta de vacinas.

Mas a pandemia ainda não acabou. O Brasil notificou mais 526 mortes e 14.476 diagnósticos positivos nesta sexta-feira. Soma 21.626.028 casos confirmados e 602.727 vidas perdidas. A média diária de mortos nos últimos sete dias caiu 36% em duas semanas para 319. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 34% em duas semanas para 10.861.

No mundo, já são 240.299.019 e 4.893.136 mortes. Cerca de 218 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de um terço com sintomas de longo prazo, pouco menos de 17,1 milhões enfrentam casos ativos leves ou médios e 79.383 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 100.220 casos e 2.054 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 23% em duas semanas para 84.245. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou 16% para 1.587. O país tem os maiores números de casos confirmados (44.903.846) de mortes (724.105) na pandemia.

A Índia relatou mais 15.981 casos e 166 mortes nesta sexta-feira. Tem o segundo maior número de casos confirmados  e o terceiro de mortes (451.980).

Mais de 6,64 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 48% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 2,7% nos países pobres. Um terço da humanidade completou a vacinação.

A China lidera com mais de 2,23 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (972,37 milhões) e a União Europeia (576,3 milhões). Depois vem os EUA, onde 218,3 milhões tomaram a primeira dose, 188,7 milhões (56,9% da população norte-americana) completaram a vacinação e 10,9 milhões receberam a dose de reforço, um total de 417,9 milhões de doses.

O Brasil aplicou a primeira dose em quase 151 milhões de pessoas, pouco menos de 102,8 milhões (48,19% da população brasileira) completaram a vacinação e 3.616.636 tomaram a dose de reforço, num total de 257,35 milhões de doses aplicadas. Meu balanço semanal da pandemia:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Paes promete fechar lixões antes da Rio+20

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, renovou hoje a promessa de fechar os lixões, especialmente o Aterro de Gramacho, que considerou uma vergonha para a cidade, antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Como a sustentabilidade das cidades é um dos temas centrais do encontro, Paes pretende realizar aqui uma reunião de prefeitos de grandes cidades paralelamente à conferência da ONU: "Temos de ter a ousadia de chamar os outros para a luta".

Entre os avanços desde a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), o prefeito citou a redução da pobreza, o reflorestamento, a implantação de corredores de ônibus e a ampliação da malha de ciclovias.

"Não dou mais alvará para nenhuma CSA se instalar nesta cidade", afirmou, acrescentando que a Companhia Siderúrgica do Atlântico, que não foi autorizada a funcionar aqui em seu governo, "começa a demonstrar preocupação com seu entorno".

Paes disse que o Rio deve apresentar em abril de 2012 seu primeiro relatório de sustentabilidade com base nos parâmetros da Iniciativa Global de Relatórios (GRI, do inglês).

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sete razões para não votar em Eduardo Paes

1- Ele vai aplicar uma política de segregação social nas áreas valorizadas.
Como subprefeito da Barra e Jacarepaguá e como Secretário de Meio Ambiente promoveu a perseguição e a remoção de pomunidades pobres para abrir caminho para a especulação imobiliária.
Exemplo Prático: Barra da Tijuca, orla da lagoa da Barra. Removeu a comunidade de pescadores (ele mesmo dirigiu um trator) para fazer uma área de preservação ambiental. Resultado: retirou os pobres e no local surgiram o Shopping Barra Point e a sede da Unimed. Seu lema deveria ser: 'Preservar para as Elites'.

2- Ele vai mudar o discurso quando alcançar o poder. Vai trair o eleitor.
Mudou de partido seis vezes. A última, às vésperas da eleição. Traiu os amigos.
Em 14 anos de vida política, é a sexta troca de partido. Em 1993, ainda subprefeito da Barra da Tijuca, era filiado ao PV. Em 1996, foi para o PFL, onde se elegeu vereador e deputado federal. Em 1999, se filiou ao PTB. Em 2001, volta ao PFL. Em 2003, vai para o PSDB, por onde se candidata a governador e faz jogo sujo para o Cabralzinho ao atacar sua ex-companheira de partido Denise Frossard, com quem deveria ter afinidade ideológica. Em 2007, vai para o PMDB, vira secretário de Esportes, Lazer e Turismo, e entrega em tempo recorde as obras feitas para os Jogos Pan-Americanos, que mereciam uma CPI.

3- Ele é o candidato da especulação imobiliária.
Quem sabe por isso sua campanha já tem cinco vezes o custo de todas as demais campanhas?
Exemplo prático: no PMDB, queria vender o quartel da PM do Leblon. Queria vender o parquinho da Cedae do Posto 6. Queria vender a delegacia do Leblon. E outras mais. A Prefeitura bloqueou tudo. Agora o que ele quer é acabar com as APACs e escancarar as portas à especulação imobiliária em toda a Zona Sul. Mas ele tem antecedentes. Aplicou o 'cone de sombras sobre as praias' e gerou uma estranha troca em São Conrado.

4- Ele apóia e é apoiado pelas milícias.
A identificação com os políticos ligados às milícias é flagrante.
Exemplo prático: declarou no RJTV que as milícias levaram paz e segurança às comunidades de Jacarepaguá. É só checar no YouTube.
Por coincidência, todas as áreas de milicianos estão fechadas com ele.
Na Favela do Gouveia, em Paciência, o centro social do vereador Jerônimo Guimarães Filho (Jerominho) montou tendas para oferecer serviços gratuitos como escovação de dentes e aplicação de flúor, verificação de pressão arterial, manicure e até emissão de carteira de identidade com funcionários cedidos pelo Detran.
Segundo moradores, junto com as tendas para a prestação dos serviços, chegaram à favela cerca de cinqüenta homens em um caminhão. Eles colocavam placas de CARMINHA Jerominho e do candidato a prefeito EDUARDO PAES nas casas.

5- Ele discrimina e desdenha as minorias e os movimentos sociais.
Está sendo processado pelos índios por ofensa moral. Não compareceu a nenhuma convocação para debate com os movimentos sociais.
Exemplo prático: Quando secretário de Esportes do Rio, Eduardo Paes, desdenhou das aspirações indígenas, quanto ao prédio do antigo Museu do Índio, ocupado pelos tamoios, que querem ali estabelecer um Centro de Referência da Cultura Indígena. Prevendo ali um estacionamento, disse: "Gostaríamos muito de ter a área para que o terreno fosse agregado à área do Maracanã. O Instituto Tamoio está na Justiça contra uma declaração ofensiva do secretário desqualificando o movimento. Veja no site do tamoio.

6- É oportunista. Posiciona-se sempre ao lado dos que, momentaneamente, estão em vantagem. Não respeita princípios éticos, acordos, nem linha de conduta. Não tem ideologia, nem coerência política.
Exemplo: perseguiu incansavelmente o presidente Lula, o chamou de ladrão e chefe de quadrilha na CPI dos Correios em rede nacional de TV e nos jornais. Agora, tenta pegar carona na popularidade do presidente.

7- Ele usa a Máquina Pública para benefício eleitoreiro.
Ele é acusado de Improbidade Administrativa, compra de votos e obras públicas em praça fantasma. Além de gravar programa eleitoral dentro de uma UPA, o que é proibido por lei.
Exemplo: a juíza da 8ª Vara de Fazenda Pública, Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto, mandou notificar Eduardo Paes. O MP descobriu que a licitação da Fundação Parques e Jardins, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, dizia que seriam realizadas "obras de melhorias e tratamento paisagístico na praça situada na Avenida Marechal Rondon com Rua Nazário", na Zona Norte.
Ao visitar o local, a perícia do MP constatou que não existe qualquer praça. As melhorias foram feitas, na verdade, dentro do Conjunto Bairro Novo, que tem uma das entradas pela Rua Nazário. A área é propriedade privada e tem guaritas para o controle de entrada e saída de pessoas e veículos.
Para o MP, o trabalho visou a benefício eleitoral. Depoimento de uma testemunha e panfletos apreendidos pelos promotores indicam que Eduardo Paes e o servidor público Nelson Curvelano estiveram no condomínio e prometeram aos moradores que fariam melhorias na praça. Naquele ano, Paes foi candidato a deputado federal. Curvelano concorreu para deputado estadual, mas não foi eleito. O panfleto, com fotos e o número de campanha de Paes e Curvelano, dizia que "as obras da quadra e da área de lazer estão sendo realizadas (...). Vamos juntos, agora no dia 6, eleger quem realmente se comprometeu e faz". Segundo os promotores, "eles (Paes e Curvelano) induziram os agentes públicos competentes para a prática de ato de improbidade e dele se beneficiaram indiretamente, com nítido propósito eleitoreiro".

É esse o Prefeito de que o Rio precisa?