A dependência cada vez maior dos Estados Unidos de sistemas de computação torna o país mais vulnerável a ataques cibernéticos, inclusive de agentes não governamentais, adverte o cientista político Joseph Nye Jr., professor da Universidade de Harvard e criador do conceito de poder suave ou branco, o poder de comunicação e persuasão.
Há dois anos, um vírus infectou o programa nuclear do Irã, paralisando e destruindo centrífugas usadas para enriquecimento de urânio. As acusações imediatamente recaíram sobre Israel e os EUA, que estariam usando uma nova forma de guerra.
Depois, o secretário da Defesa americano, Leon Panetta, advertiu que os EUA poderiam ser alvo de um "Pearl Harbor cibernético", numa referência ao bombardeio aéreo do Japão à base americana no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que levou os americanos a entrar na Segunda Guerra Mundial.
É muito mais barato a mais seguro movimentar elétrons do que mísseis, navios e aviões. No seu livro, O Futuro do Poder, Nye argumenta que um dos grandes fenômenos políticos do século 21 é a difusão do poder para além dos governos. Em artigo publicado no sítio da TV árabe especializada em notícias Al Jazira, ele aponta o ciberespaço como o exemplo perfeito.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
China sofreu 493 mil ataques cibernéticos
Os computadores da China sofreram no ano passado 493 mil ataques, a metade originada do exterior, principalmente dos Estados Unidos e da Índia, revela um relatório sobre segurança cibernética lançado ontem na cidade de Daliã.
A maioria dos ataques usou vírus do tipo cavalo-de-troia, que invadem as máquinas para roubar dados, afirma o Centro de Coordenação de Respostas de Emergência da Rede Nacional de Computadores da China, citado pelo jornal Diário da China.
Com base no protocolo de Internet, os investigadores chineses concluíram que 14,7% dos ataques partiram dos EUA e 8% da China.
No ano passado, os hackers alteraram o conteúdo de quase 35 mil páginas, sendo 4.635 de sítios governamentais, 67,6% a mais do que no ano passado.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Obama cria comando para guerra cibernética
O presidente Barack Obama criou um comando dentro do Departamento da Defesa dos Estados Unidos para se dedicar à guerra cibernética. Um czar de cibersegurança será nomeado para cuidar da proteção dos sistemas de computadores americanos.
Ao fazer o anúncio, Obama disse que durante a campanha eleitoral os computadores da sua candidatura foram invadidos por hackers, os piratas do ciberespaço. Ele afirmou que as ameaças virtuais estão entre os maiores desafios enfrentados pelos EUA.
Obama ainda não indicou o responsável pela política de segurança cibernética da Casa Branca. O presidente declarou que não pretende interferir em redes privadas nem monitorar o tráfego da Internet. Quer evitar o roubo de dados do governo americano.
Vale lembrar que a Internet foi criada nos anos 60 para permitir que o comando das Forças Armadas dos EUA continuasse funcionando em caso de uma guerra nuclear. É uma rede que interliga computadores independentes. Assim, se alguns servidores forem destruídas, a rede continua funcionando.
Ao fazer o anúncio, Obama disse que durante a campanha eleitoral os computadores da sua candidatura foram invadidos por hackers, os piratas do ciberespaço. Ele afirmou que as ameaças virtuais estão entre os maiores desafios enfrentados pelos EUA.
Obama ainda não indicou o responsável pela política de segurança cibernética da Casa Branca. O presidente declarou que não pretende interferir em redes privadas nem monitorar o tráfego da Internet. Quer evitar o roubo de dados do governo americano.
Vale lembrar que a Internet foi criada nos anos 60 para permitir que o comando das Forças Armadas dos EUA continuasse funcionando em caso de uma guerra nuclear. É uma rede que interliga computadores independentes. Assim, se alguns servidores forem destruídas, a rede continua funcionando.
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