Mostrando postagens com marcador Amy Coney Barrett. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amy Coney Barrett. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Trump rompe negociação de plano de estímulo

O presidente Donald Trump manda o Partido Republicano suspender as negociações no Congresso sobre um novo plano de estímulo para a economia dos Estados Unidos. A prioridade do presidente é aprovar a nomeação da desembargadora federal Amy Coney Barrett para a Suprema Corte. Enquanto isso, 140 mil pequenas empresas americanas faliram durante a pandemia e não abre mais.

A maioria do Partido Democrata na Câmara dos Representantes aprovou um pacote econômico de US$ 2,4 trilhões, quase R$ 13,42 trilhões, com ajuda a pessoas, pequenas empresas, o setor aéreo, estados e municípios. A maioria republicana no Senado apresentou uma proposta de US$ 1,6 trilhão, cerca de R$ 8,945 trilhões.

Trump alegou que a Câmara quer dar dinheiro para governos democratas incompetentes que já tinham problemas financeiros antes da pandemia e prometeu um grande plano de estímulo se ganhar a eleição presidencial de 3 de novembro. As bolsas de valores caíram no mundo inteiro. 

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, defensora dos programas de incentivo, advertiu que a covid-19 é uma "calamidade que está longe do fim". E o presidente do banco central dos EUA, Jay Powell, observou que "um estímulo pequeno é pior do que um grande demais".

O total de casos nos EUA está em quase 7,5 milhões de casos confirmados e 211 mil mortes. No mundo inteiro, já são 35,731 milhõescasos confirmados e 1,048 milhão de mortes.

Com 798 mortes e 30.454 casos novos, o Brasil chegou a 147.494 mortes e 4.970.953 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 652. Meu comentário:

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Trump nomeia católica ultraconservadora para a Suprema Corte

Como anunciado um dia antes, o presidente Donald Trump nomeou sábado a juíza federal Amy Coney Barrett para a vaga aberta na Suprema Corte dos Estados Unidos pela morte da ministra liberal Ruth Bader Ginsburg, defensora dos direitos das mulheres, das minorias, dos homossexuais e dos trabalhadores.

A nomeada deve ser sabatinada pelo Senado, dominado pelo Partido Republicano, que pretende acelerar o processo para votar a indicação em plenário em 26 de outubro, antes das eleições de 3 de novembro. É muita hipocrisia.

Em 2016, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se negou a realizar as audiências de confirmação de Merrick Garland, nomeado pelo então presidente Barack Obama, sob o argumento de que não se devem aprovar indicações para a Suprema Corte em ano eleitoral.

Se Trump perder a eleição e os republicanos ficarem com maioria no Senado, a indicação de Barrett perde a legitimidade. Isso pouco importa para os conservadores. Eles veem na indicação de uma católica ultraconservadora uma chance de revogar a decisão de 1973 que legalizou o abordo nos EUA, considerando-o uma questão de privacidade das mulheres.

Amy Coney Barrett, que havia sido nomeada por Trump para um tribunal federal de recursos, faz parte de um grupo católico conservadora chamado de People of Praise (Povo da Louvação), que entende que a mulher deve ser submissa ao marido.

Se ela for aprovada, como tudo indica, a composição do supremo tribunal americano vai passar para seis ministros conservadores e três liberais. 

Leia mais nos jornais The New York Times e The Washington Post.