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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Jornalista desmente versão oficial sobre morte de Ben Laden

O líder terrorista Ossama ben Laden estava preso e não escondido na mansão onde morreu, em Abotabade, no Paquistão, em 2 de maio de 2011, e a operação que o executou foi uma encenação, afirma o jornalista americano Seymour Hersh em reportagem publicada no jornal britânico London Review of Books.

A Casa Branca repudiou a versão como "fantasiosa" e "totalmente sem sentido", informa o jornal The Washington Post.

Hersh alega que não houve resistência nem tiroteio na mansão de Ben Laden: ele teria sido executado sumariamente. O complexo foi destruído, mas repórteres que visitaram o local antes disso viram marcas de sangue e tiros como se houvesse acontecido um confronto.

"Por que Ben Laden iria se esconder a 70 quilômetros de Islamabade, do lado da principal academia militar do Paquistão?", questionou o jornalista em entrevista hoje para defender sua versão. Hersh também considera "brincadeira" a hipótese de que o comando de elite Seals, da Marinha dos EUA, pudesse invadir o Paquistão, matar Ben Laden e fugir sem ser notado pelos militares paquistaneses.

Para o jornalista, o comandante do Exército do Paquistão, general Ashfaq Pervez Kayani, e o chefe do serviço secreto militar paquistanês, general Ahmed Shuja Pasha, sabiam de tudo. É possível que soubessem tenham assumido um compromisso mútuo com o governo Obama de negar eternamente.

Outro ponto da verão oficial negado por Hersh é que agentes americanos teriam rastreado o mensageiro de Ben Laden. Os EUA teriam descoberto a mansão através de um ex-agente secreto paquistanês renegado com interesse na recompensa de US$ 25 milhões.

Famoso jornalista investigativo, Hersh revelou o massacre da aldeia de Mi Lai, cometido em 16 de março de 1968, durante a Guerra do Vietnã, o que lhe valeu o Prêmio Pulitzer de 1970. Também foi o primeiro a denunciar, em maio de 2004 a tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.

Mas ele fez reportagens desmentidas, como uma sobre o treinamento de iranianos no interior dos EUA e a alegação de que a Turquia foi responsável pelo bombardeio com armas químicas na guerra civil da Síria, em setembro de 2013, que quase levou os EUA a atacar a ditadura de Bachar Assad. Também publicou um livro escandaloso, O Lado Negro de Camelot, em que pinta o governo John Kennedy como uma orgia de sexo, corrupção e espionagem.

Para o analista Peter Bergen, da televisão americana CNN, "o que a matéria tem de verdade não é novo e o que tem de novo não é verdade".

sexta-feira, 4 de maio de 2012

EUA divulgam parte da correspondência de Ben Laden

O Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar dos Estados Unidos divulgou uma seleção da correspondência encontrada na casa de Abotabade, no Paquistão, onde o terrorista saudita Ossama ben Laden foi morto um ano atrás.

Hoje o jornal The New York Times apresenta o arquivo das Cartas de Abotabade.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mensageiro de Ben Laden é identificado

O mensageiro que, perseguido, levou ao esconderijo do líder terrorista Ossama ben Laden foi identificado como Abu Ahmed al-Kuwaiti. Inicialmente apontado como kuwaitiano, na verdade ele é paquistanês.

Seu nome teria sido revelado durante interrogatório no centro de detenção da base naval de Guantânamo, um enclave dos Estados Unidos em Cuba, provavelmente numa sessão de tortura.

Ele foi identificado há quatro anos e seguido durante anos até a casa onde estava Ben Laden ser identificada como possível refúgio de um "alvo de grande valor". Era demais para um simples mensageiro.