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domingo, 18 de maio de 2014

China retira 3 mil cidadãos do Vietnã

Diante de uma onda de protestos e ataques contra alvos chineses, a China enviou cinco navios para retirar 3 mil cidadãos do Vietnã, informou hoje a agência estatal de notícias Nova China. Há uma revolta popular contra a China no Vietnã porque o regime comunista de Beijim instalou uma sonda para procurar petróleo nas Ilhas Paracel, disputadas entre os dois países.

Os dois países travaram uma guerra em 1979, depois que uma invasão vietnamita invadiu o Camboja e derrotou a ditadura genocida do Khmer Vermelho, apoiada pela China. Desde a abertura econômica do Vietnã, a Doi Moi (Renovação), iniciada em 1986, os chineses se tornaram os maiores investidores no país.

Agora que a China virou uma superpotência e usa seu crescente poderio militar para pressionar os vizinhos com que tem disputas territoriais, no caso do Vietnã em torno das Ilhas Paracel, que ficam no Mar da China Meridional. Como se chama historicamente de Mar da China, Beijim afirma que as ilhas são chinesas.

Recentemente a China começou a instalar sondas para procurar petróleo, afastando agressivamente um navio vietnamita que tenta impedir a operação. Foi o que deflagrou a revolta popular.

O primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Tan Dung, apelou à população para "não participar de protestos ilegais que causem desordem e ameaçam a segurança social", noticiou a rede de televisão americana CNN.

A China impôs uma zona de exclusão de 5 quilômetros de raio ao redor da plataforma de petroleo da estatal chinesa CNOOC e não está disposta a ceder: "Não criamos problemas, mas também não temos medo de problemas", declarou o comandante do Exército Popular de Libertação (EPL), general Fang Fenghui, durante visita aos Estados Unidos.

"Em questões territoriais, nossa atitude é firme", advertiu. "Não cedemos um centímetro."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Apple volta a ser maior empresa privada do mundo

Com uma alta de 8% nos preços das ações hoje, 25 de janeiro de 2012, depois de bater ontem o recorde de vendas trimestral do setor de alta tecnologia, a Apple superou mais uma vez a companhia de petróleo Exxon em valor de mercado e se tornou a maior empresa de capital aberto do mundo. Vale US$ 418 bilhões contra US$ 414 bilhões da Exxon.

Em agosto de 2011, a Apple superou brevemente a Exxon, mas a alta nos preços do petróleo reverteu rapidamente a vantagem da empresa que representa a nova economia da Internet móvel sobre a companhia petrolífera, que representa a velha economia do ferro, aço, carvão e petróleo. Ambas são americanas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje que o preço do petróleo pode subir até 20% por causa do boicote dos Estados Unidos e da União Europeia ao Irã. Se isso acontecer, as ações da Exxon devem subir. A Exxon voltaria a ser a maior.

A Apple, por sua vez, enfrenta o maior desafio de sua história, se manter no topo depois da morte de seu genial criador, Steve Jobs. Num setor volátil como alta tecnologia, uma inovação importante muda completamente o cenário, como mostra a própria Apple, que renasceu com o iPod, o iPhone e o iPad.

Esse duelo pela liderança marca a transição para a nova economia baseada no conhecimento, que não se mostra menos exploradora dos trabalhadores, como mostra reportagem do New York Times sobre as condições de trabalho nas fábricas chinesas do iPad.

A empresa responsável, Foxconn Technology, com sede em Taiwan, acaba de receber generosos incentivos para fabricar iPads no Brasil e honrar sua promessa de investimento de US$ 12 bilhões, feita a visita da presidente Dilma Rousseff à China.

Os produtos da Apple são projetados em Cupertino, na Califórnia, nos EUA, e fabricados na China. É uma ilusão pensar que a maior parte do dinheiro fica na China. A maior pare fica nos EUA mesmo, onde os produtos são criados.

Em seguida, vem empresas da Coreia do Sul e de Taiwan que fornecem telas e microchips. Se até as fábricas chinesas são de uma empresa taiwanesa, a China entra mesmo é com a mão de obra barata.