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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Morre o porta-voz internacional da ditadura de Saddam Hussein

O ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro do Exterior do Iraque Tarek Aziz, o porta-voz internacional da ditadura de Saddam Hussein, morreu do coração aos 79 anos no hospital universitário de Hussein, na cidade de Nassíria, no Sul do Iraque, para onde tinha sido levado quando sua saúde se deteriorou.

Aziz havia sido condenado à morte em 2010 por crimes contra a humanidade e perseguição religiosa. Antes, em 2008, havia pegado 15 anos de prisão pela execução de 42 comerciantes acusados de manipular preços quando o Iraque estava submetido a sanções internacionais. Ele foi condenado a mais sete anos de prisão num julgamento sobre discriminação da minoria curda.

Embora fosse considerado a "face civilizada" da brutal ditadura de Saddam Hussein, Aziz começou a se destacar depois da invasão do Kuwait pelo Iraque, em agosto de 1990, o que levou à Guerra do Golfo (1991), quando os Estados Unidos lideraram uma aliança de 30 países contra Saddam Hussein. Caldeu e cristão, o ex-chanceler nunca fez parte do círculo íntimo do regime. Em 2011, ele fez um apelo ao então primeiro-ministro Nuri al-Maliki para não ser executado.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Presidente do Iraque rejeita execução de Aziz

O presidente do Iraque, o curdo Jalal Talabani, se negou a assinar a ordem de execução do ex-vice-primeiro-ministro Tarek Aziz, considerado a face civilizada da ditadura de Saddam Hussein (1979-2003).

Talabani alegou que a era das execuções acabou.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ex-chanceler de Saddam é condenado à forca

O ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro do Exterior do Iraque Tarek Aziz, considerado a face civilizada da ditadura de Saddam Hussein, foi condenado à morte na forca por perseguição aos xiitas.

Aziz ganhou notoriedade depois da invasão do Kuwait pelo Iraque, em agosto de 1990. Durante meses, ele tentou, sem sucesso, evitar a primeira Guerra do Golfo.

Em 2003, quando ficou evidente que os Estados Unidos invadiriam o Iraque, o então chanceler recorreu até ao papa João Paulo II, sem dissuadir o presidente George W. Bush de ir à guerra. Ele se entregou às autoridades militares americanas pouco depois da queda de Bagdá.

No tribunal, chegou a ser testemunha de defesa de Saddam, enforcado em 30 de dezembro de 2006 por crimes contra a humanidade.

Tarek Aziz já tinha sido condenado a 15 anos de prisão pela morte de 42 comerciantes acusados de manipular preços em 1992, quando o Iraque enfrentava um embargo internacional. Também foi sentenciado a sete anos de cadeia pela campanha contra os curdos, no Norte do país.

Agora, foi condenado a morte por assassinatos, tortura e desaparecimento de pessoas para tentar acabar com partidos religiosos xiitas, inclusive o Dawa, do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.

domingo, 8 de agosto de 2010

Tarek Aziz: "Retirada dos EUA deixa Iraque aos lobos"

Em sua primeira entrevista na prisão, o ex-primeiro-ministro e ex-ministro do Exterior do Iraque Tarek Aziz, considerado a face civilizada da ditadura de Saddam Hussein, afirmou que a retirada das tropas de combate dos Estados Unidos no fim deste mês vai destruir o Iraque.

"Somos todos vítimas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha", declarou Aziz em sua cela em Bagdá ao jornal inglês The Guardian. "Eles mataram nosso país de várias maneiras. Quando você comete um erro, deve corrigir este erro e não deixar o Iraque à morte."

Apesar das acusações de genocídio de curdos e xiitas, Tarek Aziz defendeu a ditadura derrubada pela invasão americana de março de 2003: "Por 30 anos, Saddam construiu o Iraque. Agora, ele está sendo destruído. Há mais pessoas doentes, mais gente com fome. Os serviços públicos não funcionam. As pessoas morrem todos os dias às dezenas, quando não às centenas."

O chanceler de Saddam disse que teve esperança "quando Obama foi eleito presidente dos EUA. Pensei que ele corrigiria alguns erros de Bush. Mas Obama é um hipócrita. Está entregando o Iraque aos lobos."

Aziz foi condenado a 15 anos de prisão por crimes contra a humanidade pela execução sumária de 42 comerciantes acusados de manipular preços quando o Iraque estava submetido a sanções econômicas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ainda enfrenta outros processos.

Ele se negou a criticar Saddam, alegando que seu ex-chefe cometeu erros, assim como Winston Churchill, e prometeu contar a sua versão da história em livro quando sair da prisão.