O ex-diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) Mohmaed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005, foi anunciado hoje como primeiro-ministro interino do Egito. Horas mais tarde, um porta-voz da Presidência desmentiu a notícia, dizendo que é um dos nomes considerados, mas ainda não houve uma decisão final.
Três dias do golpe contra o primeiro presidente eleito democraticamente da história do país, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, a indicação é vista como uma tentativa de dar uma face civil e liberal ao governo imposto pelas Forças Armadas em resposta a uma ampla mobilização popular.
Fortemente secularista, contrário à mistura de política com religião, ElBaradei sofre forte oposição dos partidos islâmicos. A Irmandade Muçulmana incluiu o repúdio ao ex-diretor de AIEA entre os palavras de ordem gritadas em suas manifestações.
O partido salafista (mais radical do que a Irmandade), que apoiou a convocação das Forças Armadas para participar das futuras eleições, também o rejeita. Ameaçou deixar o processo se ElBaradei fosse confirmado no cargo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 6 de julho de 2013
sábado, 21 de janeiro de 2012
Islamitas confirmam vitória no Egito
Os partidos religiosos conquistaram uma maioria de dois terços dos deputados eleitos pelo sistema de voto em lista partidárias nas primeiras eleições democráticas da História do Egito, informou agora há pouco a agência de notícias Reuters.
Pelos resultados oficiais divulgados hoje, a Irmandade Muçulmana, mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundada em 1929 e hoje considerada moderada, elegeu 38% dos deputados, seguidas pelo partido salafistas Nour com 29%.
Em terceiro, ficou o partido secularista Nova Wafd (Delegação) e, em quarto lugar, a coalizão Bloco Egípcio.
Num sistema eleitoral complexo, dois terços das 498 cadeiras da Câmara do parlamento egípcio são eleitos por listas partidárias. O eleitor vota num partido ou coalizão. O outro terço é preenchido por candidatos que se apresentam individualmente.
Pelos resultados oficiais divulgados hoje, a Irmandade Muçulmana, mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundada em 1929 e hoje considerada moderada, elegeu 38% dos deputados, seguidas pelo partido salafistas Nour com 29%.
Em terceiro, ficou o partido secularista Nova Wafd (Delegação) e, em quarto lugar, a coalizão Bloco Egípcio.
Num sistema eleitoral complexo, dois terços das 498 cadeiras da Câmara do parlamento egípcio são eleitos por listas partidárias. O eleitor vota num partido ou coalizão. O outro terço é preenchido por candidatos que se apresentam individualmente.
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