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sexta-feira, 27 de março de 2009

Total de famintos no mundo passa de um bilhão

Com a crise econômica global, que veio logo depois da crise mundial de alimentos, o total de famintos no mundo passou de um bilhão, alertou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), Jacques Diouff, em entrevista ao Financial Times.

O diretor da FAO advertiu que a fome pode causar instabilidade e conflito em países pobres: "A segurança alimentar no mundo é uma questão de paz e segurança nacional".

No ano passado - por causa da crise mundial de alimentos causada pelo aumento do consumo e do preços dos produtos primários, inclusive o petróleo, e das secas e quebras de safra provocadas pelo aquecimento global -, houve distúrbios sociais por falta de comida em pelo menos 30 países.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

ONU pede US$ 20 bilhões para ajuda alimentar

A Conferência de Cúpula das Nações Unidas sobre Segurança alimentar pede pelo menos US$ 20 bilhões por ano aos países ricos e ajuda para promover uma "revolução verde" na África, com investimento para aumentar a produtividade e a sustentabilidade dos pequenos agricultores dos países pobres para salvar 1 bilhão de pessoas da fome.

"Esta crise global de alimentos é um alerta para a África lançar uma 'revolução verde' que já está muito atrasada", declarou o ministro da Agricultura da Nigéria, Sayyadi Abba Ruma, no segundo de três dias da conferência organizada pela Organização da ONU para Alimentos e Agricultura (FAO), na sua sede, em Roma, na Itália.

Para o secretário-geral da ONU, o ex-chanceler sul-coreano Ban Ki Moon, "os 151 países participantes uma clara disposição, uma responsabilidade conjunta e um compromisso político" de enfrentar o problema. Ban afirmou que o mundo precisa aumentar a produção de comida em 50% até 2030, quando o mundo terá 9 bilhões de habitantes.

Mas até o segundo dia, só US$ 2,7 bilhões a mais tinham sido oferecidos pelos países doadores. Muito menos do que os US$ 20 bilhões anuais de ajuda alimentar pedidos pelo secretário-geral ou os US$ 30 bilhões, quantia mencionada pelo diretor-geral da FAO, Jacques Diouff.