Mostrando postagens com marcador Dahiya. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dahiya. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de setembro de 2024

Israel usa 83 toneladas de bombas para matar líder do Hesbolá

Um bombardeio maciço de 83 toneladas de bombas contra o quartel-general da milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus), no bairro de Dahiya, no Sul de Beirute, a capital do Líbano, matou ontem o líder da organização, xeique Hassan Nasrallah, mas a notícia só foi confirmada hoje.

Israel declarou que o chefe do Comando Sul do Hesbolá, o comandante da Força Quds, braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior, no Líbano e na Síria, e o subcomandante da guarda iraniana também foram mortos. Com medo de ser o próximo alvo, o Supremo Líder Espiritual da República Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khamenei foi levado para um lugar seguro.

O Hesbolá nasceu em 1982 como uma reação à invasão israelense ao Líbano naquele ano. Com uma onda de atentados terroristas suicidas, conseguiu forçar a retirada de Israel em 1985, menos do Sul do país, onde o Estado judeu apostou numa milícia cristã aliada, o Exército do Sul do Líbano, para controlar a região da fronteira. Este exército foi derrotado pelo Hesbolá em 2000.

Depois de uma invasão de milicianos do Hesbolá com o sequestro de dois israelenses, em 12 de julho de 2006, Israel entra em guerra com a milícia xiita. O conflito vai até 14 de agosto. Foi a sexta guerra árabe-israelense e a segunda entre Israel e o Líbano. Pelo menos 731 milicianos e 1.191 civis libaneses e 121 soldados e 44 civis israelenses morreram.

A tensão na fronteira entre o Sul do Líbano e o Norte de Israel era constante e se agravou com a guerra na Faixa de Gaza, levando a uma escalada da violência depois que uma explosão de equipamentos de comunicação sabotados por Israel matou vários membros do Hesbolá. A milícia xiita libanesa disparou um míssil contra Telavive. Isto teria levado à decisão de bombardear o QG do grupo em Beirute.

Nasrallah tinha 64 anos. Era secretário-geral do Hesbolá desde 1992, quando seu predecessor, Abbas al- Musawi, foi morto por um bombardeio israelense.