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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Juiz anula processo contra agentes da Blackwater

Um juiz federal dos Estados Unidos arquivou o processo contra agentes da empresa de segurança americana Blackwater, considerada o maior exército privado do mundo, pela morte de 15 civis iraquianos inocentes num tiroteio não provocado numa praça de Bagdá.

O caso levou o governo iraquiano e proibir a atividade de empresas de segurança privada no país. A Blackwater dava segurança a funcionários do governo e a empresas dos EUA com total impunidade, como ficou evidente agora.

Para o juiz Ricardo Espina, as únicas provas do processo são confissões obtidas mediante coação e ameaça de demissão. Isso violaria a Emenda nº 5 à Constituição dos EUA, que garante que ninguém produza provas contra si mesmo.

No Iraque, a reação foi de revolta. O governo iraquiano estuda a possibilidade de interpor um recurso.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CIA contratou mercenários para atacar Al Caeda

A CIA (Agência Central de Informações), o serviço de espionagem dos Estados Unidos, contratou agentes da empresa privada de segurança Blackwater USA como parte de um programa secreto para procurar e assassinar líderes da rede terrorista Al Caeda, revelaram ao jornal The New York Times funcionários do governo americano.

Executivos da Blackwater, considerada o maior exército privado do mundo, ajudaram em espionagem, planejamento e treinamento.

O governo George W. Bush gastou bilhões de dólares no programa, que não prendeu nem capturou nenhum suspeito de terrorismo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Iraque quer indenização da Blackwater

O governo do Iraque está exigindo uma indenização de US$ 8 milhões pela morte de cada um dos 17 iraquianos mortos em 16 de setembro numa praça de Bagdá pela empresa de segurança privada americana Blackwater no que chamou de "assassinato premeditado".

A Blackwater, considerada o maior exército privado do mundo, defendeu-se alegando que os mortos eram "inimigos armados" que atiraram em seus funcionários, que teriam apenas respondido ao fogo. Outros 27 civis foram feridos.

Mas o porta-voz iraquiano Ali al-Dabbagh declarou que "nem uma pedra foi jogada contra eles".

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Iraque expulsa empresa de segurança americana

Depois de um tiroteio em Bagdá em que oito civis inocentes foram mortos no domingo, o governo do Iraque decretou a expulsão, nesta segunda-feira, da empresa de segurança americana Blackwater USA, descrita por um repórter investigativo como "o mais poderoso exército mercenário do mundo". A secretária de Estado, Condoleezza Rice, concordou em abrir inquérito sobre a atuação da companhia.

Os cerca de mil agentes que a Blackwater mantém no Iraque ganharam a fama de atirar primeiro e nem sequer se preocupar em fazer perguntas depois, enquanto protegiam funcionários, instalações e equipamentos de outras companhias e até do governo dos Estados Unidos no Iraque.

A Blackwater foi criada há 10 anos no estado da Carolina do Norte por Erik Prince, filho de multimilionário e ex-comando da tropa de elite da Marinha conhecida como SEAL (foca, em inglês). Segundo o jornalista americano James Scahill, que a considera "o mais poderoso exército mercenário do mundo", a empresa tem "mais de 2,3 mil soldados privados estacionados em nove países, inclusive nos EUA".

Esse verdadeiro exército privado, a face quase sempre oculta da privatização da guerra, chegou no Iraque no rastro da invasão americana. Foi contratado pelo procônsul americano, Lewis Paul Bremer, governador militar do país até a transferência de poder a um governo de iraquianos, em junho de 2004.