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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Banco central da China injeta US$ 100 bilhões em dois bancos

O Banco Popular da China injetou ontem US$ 100 bilhões de suas reservas internacionais, estimadas em US$ 3,6 trilhões, em dois bancos-chaves para a política econômica do país, informou a agência oficial de notícias Nova China.

A Plataforma de Investimentos Wutongshu, uma agência de investimento das reservas em moedas fortes, aplicou US$ 48 bilhões no Banco de Desenvolvimento da China e US$ 45 bilhões no Banco de Exportação e Importação da China. Ambos emprestam dinheiro sob a orientação do governo.

Com a medida, as autoridades monetárias chinesas fortalecem o capital dos dois bancos para conter a desaceleração do crescimento e manter a oferta de empregos considerada essencial para a paz social e a estabilidade política do regime comunista.

No momento, a China tenta reorientar sua economia do investimento como maior componente do produto interno bruto para o consumo interno. Ao mesmo tempo, trabalha para exportar produtos industriais com maior conteúdo tecnológico e maior valor agregado. Mas até para atenuar a transição, mantém os componentes do extraordinário desenvolvimento econômico das últimas três décadas e meia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Estatal de petróleo do México faz acordos com a China

A companhia estatal Petróleos Mexicanos revelou hoje ter feito acordos com três empresas estatais da China. Com a estatal de petróleo chinesa China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), assinou um memorando de entendimento para explorar e produzir petróleo bruto pesado e campos maduros.

Junto ao Banco Comercial e Industrial da China, a Pemex conseguiu uma linha de crédito de US$ 10 bilhões para novos projeto e compra de equipamentos para explorar petróleo no mar. Outra linha de crédito foi aberta pelo Banco de Desenvolvimento da China.

Os negócios fazem parte da abertura do setor de energia promovida pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

China entra no mercado financeiro da África

Em outro sinal da ofensiva chinesa para garantir acesso aos recursos naturais da África, o Banco de Desenvolvimento da China fez uma sociedade com o United Bank of Africa, um dos maiores bancos da Nigéria, que pretende expandir seus negócios para 12 países africanos.

A parceria selada no mês passado ainda não foi anunciada oficialmente. Aumenta a capacidade da China de financiar projetos de infra-estrutura na África Ocidental.

Na semana passada, o Banco Industrial e Comercial da China, outro banco estatal chinês, anunciou a compra de uma participação de 20% no Standard Bank, da África do Sul, por US$ 5,56 bilhões.

As exportações africanas para a China cresceram mais de 40% entre 2001 e 2006, superando as importações da China. De 2000 a 2006, China fez investimentos diretos de US$ 6,6 bilhões no continente. Isso inclui ajuda direta, empréstimos subsidiados e garantias de crédito.

Um artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a ajuda oficial ao desenvolvimento, incluindo assistência técnica, tenha sido de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão por ano em 2004 e 2005.

Além disso, instituições financeiras estatais chinesas oferecem crédito preferencial. A África é responsável por um terço dos negócios de médio e longo prazos da Corporação de Exportação e Garantia de Crédito da China.

Um fator central é a sede da China por petróleo. Hoje, grupos chineses têm menos de 2% das reservas comprovadas de gás e petróleo da África. O acesso das empresas chinesas a financiamento barato vai aumentar seu sucesso em leilões.

A questão, comenta a coluna Lex, do FT, é se as relações serão baseadas no "benefício mútuo" proposto por Chu Enlai há quatro décadas na política externa da República Popular da China. Pesquisas do Banco Mundial indicam que o investimento chinês é mais frugal do que o indiano. As companhias chinesas costumam empregar locais mas compram máquinas na China.

Leia mais no Financial Times.