A companhia estatal Petróleos Mexicanos revelou hoje ter feito acordos com três empresas estatais da China. Com a estatal de petróleo chinesa China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), assinou um memorando de entendimento para explorar e produzir petróleo bruto pesado e campos maduros.
Junto ao Banco Comercial e Industrial da China, a Pemex conseguiu uma linha de crédito de US$ 10 bilhões para novos projeto e compra de equipamentos para explorar petróleo no mar. Outra linha de crédito foi aberta pelo Banco de Desenvolvimento da China.
Os negócios fazem parte da abertura do setor de energia promovida pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
China entra no mercado financeiro da África
Em outro sinal da ofensiva chinesa para garantir acesso aos recursos naturais da África, o Banco de Desenvolvimento da China fez uma sociedade com o United Bank of Africa, um dos maiores bancos da Nigéria, que pretende expandir seus negócios para 12 países africanos.
A parceria selada no mês passado ainda não foi anunciada oficialmente. Aumenta a capacidade da China de financiar projetos de infra-estrutura na África Ocidental.
Na semana passada, o Banco Industrial e Comercial da China, outro banco estatal chinês, anunciou a compra de uma participação de 20% no Standard Bank, da África do Sul, por US$ 5,56 bilhões.
As exportações africanas para a China cresceram mais de 40% entre 2001 e 2006, superando as importações da China. De 2000 a 2006, China fez investimentos diretos de US$ 6,6 bilhões no continente. Isso inclui ajuda direta, empréstimos subsidiados e garantias de crédito.
Um artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a ajuda oficial ao desenvolvimento, incluindo assistência técnica, tenha sido de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão por ano em 2004 e 2005.
Além disso, instituições financeiras estatais chinesas oferecem crédito preferencial. A África é responsável por um terço dos negócios de médio e longo prazos da Corporação de Exportação e Garantia de Crédito da China.
Um fator central é a sede da China por petróleo. Hoje, grupos chineses têm menos de 2% das reservas comprovadas de gás e petróleo da África. O acesso das empresas chinesas a financiamento barato vai aumentar seu sucesso em leilões.
A questão, comenta a coluna Lex, do FT, é se as relações serão baseadas no "benefício mútuo" proposto por Chu Enlai há quatro décadas na política externa da República Popular da China. Pesquisas do Banco Mundial indicam que o investimento chinês é mais frugal do que o indiano. As companhias chinesas costumam empregar locais mas compram máquinas na China.
Leia mais no Financial Times.
A parceria selada no mês passado ainda não foi anunciada oficialmente. Aumenta a capacidade da China de financiar projetos de infra-estrutura na África Ocidental.
Na semana passada, o Banco Industrial e Comercial da China, outro banco estatal chinês, anunciou a compra de uma participação de 20% no Standard Bank, da África do Sul, por US$ 5,56 bilhões.
As exportações africanas para a China cresceram mais de 40% entre 2001 e 2006, superando as importações da China. De 2000 a 2006, China fez investimentos diretos de US$ 6,6 bilhões no continente. Isso inclui ajuda direta, empréstimos subsidiados e garantias de crédito.
Um artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a ajuda oficial ao desenvolvimento, incluindo assistência técnica, tenha sido de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão por ano em 2004 e 2005.
Além disso, instituições financeiras estatais chinesas oferecem crédito preferencial. A África é responsável por um terço dos negócios de médio e longo prazos da Corporação de Exportação e Garantia de Crédito da China.
Um fator central é a sede da China por petróleo. Hoje, grupos chineses têm menos de 2% das reservas comprovadas de gás e petróleo da África. O acesso das empresas chinesas a financiamento barato vai aumentar seu sucesso em leilões.
A questão, comenta a coluna Lex, do FT, é se as relações serão baseadas no "benefício mútuo" proposto por Chu Enlai há quatro décadas na política externa da República Popular da China. Pesquisas do Banco Mundial indicam que o investimento chinês é mais frugal do que o indiano. As companhias chinesas costumam empregar locais mas compram máquinas na China.
Leia mais no Financial Times.
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