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sexta-feira, 1 de março de 2019

Paquistão liberta piloto indiano capturado

Depois de 58 horas, o Paquistão entregou à Índia o comandante Abhinandan Varthaman, capturado quando seu avião foi abatido durante uma batalha aérea na região da Caxemira, noticiou o jornal indiano Hindustan Times. A libertação aliviou a tensão entre os dois países, que são potências nucleares. 

Centenas de pessoas o esperavam do outro lado da fronteira 11 horas atrás, por volta das 21h pelo horário local. O piloto de 38 anos, comandante de um esquadrão aéreo, foi submetido a exames médicos. Ele foi obrigado a ejetar o assento quando seu caça MiG-21, de fabricação russa, foi atingido perto de "linha de controle" entre os dois países.

Ao anunciar a libertação ontem, o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, descreveu sua decisão como "um gesto de paz".

A Força Aérea da Índia invadiu o espaço aéreo do Paquistão pela primeira vez desde 1971, 48 anos atrás, em retaliação a um atentado terrorista que matou 49 policiais militares indianos na Caxemira em 14 de fevereiro. O alvo do bombardeio aéreo foi um acampamento do grupo terrorista Jaish-e-Mohamed (Exército de Maomé), que assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Desde a independência do Império Britânico e da divisão do país, a Índia e o Paquistão disputam a soberania sobre a região da Caxemira. Em 1947, o marajá que a governava, Hari Singh, decidiu aderir à Índia, apesar da maioria da população ser muçulmana.

O Paquistão nunca aceitou isso. Reivindica a realização de um plebiscito sob supervisão internacional. A Índia rejeita o pedido e trata a questão como um assunto interno. Desde 1989, uma revolta muçulmana iniciou um conflito armado contra a dominação indiana. O atentado de 14 de fevereiro foi o pior contra as forças de segurança da Índia nesses 30 anos de luta.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Paquistão liberta piloto da Força Aérea da Índia como gesto de paz

Num "gesto de paz", o primeiro-ministro Imran Khan anunciou hoje que o Paquistão vai libertar amanhã o piloto indiano Abhinandan Varthaman, de um avião abatido ontem numa batalha aérea na região da Caxemira. A Índia exige uma atitude mais firme contra os grupos terroristas muçulmanos paquistaneses.

Depois de contra-atacar ontem, o primeiro-ministro paquistanês pediu a abertura de diálogo. A Índia bombardeou no dia 26 um acampamento da milícia extremista muçulmana Jaish-e-Mohamed (Exército de Maomé), em retaliação ao atentado terrorista que matou 49 policiais militares indianos na Caxemira indiana em 14 de fevereiro.

Em discurso no Parlamento, em Islamabade, Khan pediu à Índia para "não levar adiante a crise. O que quer que façam nos forçará a retaliar", declarou, lembrando que os dois países têm armas nucleares.

O governo indiano disse estar satisfeito com a libertação do piloto, ressalvando que o Paquistão simplesmente cumpriu as determinações das Convenções de Genebra.

Desde que se tornaram independentes do Império Britânico e se dividiram, os dois países travaram quatro guerras e desenvolveram armas atômicas. A principal causa do conflito é a região da Caxemira. Apesar da maioria muçulmana, o marajá Hari Singh optou por aderir à Índia, gerando este conflito que se arrasta até hoje.