Quarenta e sete anos depois da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, a ditadura teocrática do Irã enfrenta seu maior desafio, uma revolta popular sem precedentes, com mais de 2,5 mil mortes.
O presidente Donald Trump ameaçou bombardear alvos do regime fundamentalista xiita se manifestantes fossem mortos. O ataque, ilegal à luz do direito internacional, pode acontecer neste fim de semana e iniciar uma nova guerra no Oriente Médio.
A atual onda de manifestações começou em 28 de dezembro no Grande Bazar, o mercado central de Teerã, em protesto contra a desvalorização da moeda e a inflação. Espalhou-se pelas 31 províncias do país. Em 8 de janeiro, o governo iraniano bloqueou a Internet e os telefonemas internacionais. No domingo passado, o massacre se tornou evidente nas imagens que conseguiram ser divulgadas no exterior. Não há garantia de que uma intervenção militar seja capaz de derrubar a ditadura. Bombardeios aéreos não têm como impedir as forças de segurança de continuar matando manifestantes. Mas regime dos aiatolás e da Guarda Revolucionária perdeu toda e qualquer legitimidade. Está condenado.
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