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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sueco, americano e turco ganham Prêmio Nobel de Química 2015

O cientista sueco Tomas Lindhal, o americano Paul Modrich e o turco Aziz Sancar ganharam hoje com o Prêmio Nobel de Química de 2015. Eles descobriram os mecanismos da célula para reparar o ácido desoxirribonucleico (DNA, em inglês), que contém as informações genéticas necessárias à reprodução. Seus estudos independentes ajudam a entender as mutações causadoras de doenças como o câncer.

"As informações genéticas que governam como os seres humanos são formados fluem através de nossos corpos há centenas de milhares de anos", declarou em nota o comitê do Nobel da Academia de Ciências da Suécia. "Estão sob ataque constante do meio ambiente, mas permanecem surpreendentemente intactas. Tomas Lindahl, Paul Modrich e Aziz Sancar foram agraciados por mapear e explicar como a célula repara o DNA e salvaguarda a informação genética."

Quando o espermatozoide do pai fecunda o óvulo da mãe, forma-se um ovo ou zigoto que se divide e se reproduz até formar os trilhões de células de um ser humano. Cada uma traz no núcleo as informações genéticas codificadas no DNA. Se as moléculas de DNA de um adulto fossem estendidam cobririam a distância de ida e volta entre a Terra e o Sol 250 vezes.

A molécula do DNA foi descoberta em 1953 pelo americano James Watson e o britânico Francis Crick. Até os anos 1960s, acreditava-se que ela era resistente. Lindahl, pesquisador do Instituto Francis Crick e do Instituto de Pesquisas do Câncer do Laboratório Clare Hall, em Londres, no Reino Unido, provou que mudanças potencialmente devastadoras acontecem.

Várias rupturas do genoma ocorrem todos os dias, o que poderia impedir o desenvolvimento de formas de vida complexas. Lindahl descobriu o reparo pela excisão de bases defeituosas. Quando as enzimas descobrem um erro na reprodução das bases hidrogenadas que foram o DNA, removem a base com problema.

Sancar, um turco naturalizado americano, professor da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, estudou como as proteínas reparam danos causados por agentes externos como raios ultravioleta e fumaça, a chamada excisão de nucleotídeo. Um nucleotídeo é um conjunto formado por uma base nitrogenada, um fosfato e um glicídio do grupo das pentoses.

Coube a Modrich, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes e da Faculdade de Medicina da Universidade Duke, em Durham, nos EUA, descobrir como as células corrigem defeitos na divisão celular, o reparo de pareamentos errados. Ainda não se sabe como a célula identifica o DNA defeituoso.

Se os mecanismos de reparo falham, aumenta o risco de que mutações desaforáveis degenerem em cânceres. As células cancerígenas são muito estáveis e sujeitas a mutações que as tornam resistentes ao tratamento. Inibir sua reprodução é fundamental para combater a doença.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Estado Islâmico ordena excisão de todas mulheres

Os extremistas do Estado Islâmico baixaram um decreto religioso (fatwa) no Iraque obrigando todas as mulheres de 11 a 46 anos a se submeterem à excisão ou mutilação genital feminina.

As Nações Unidas foram surpreendidas, admitiu a subchefe da missão da ONU no país, Jacqueline Badcock. Ela estimou que 4 milhões de mulheres podem ser alvo dos jihadistas.

A excisão é uma prática adotada em alguns países muçulmanos, extirpando o clitóris e parte dos lábios vaginais para impedir a mulher de ter prazer sexual e assim evitar que traia o marido em sociedades patriarcais machistas nas quais o sexo feminino supostamente tem poderes demoníacos.