A Força de Ação Especial (Faes) e a Guarda Nacional Bolivarista (GNB) cercaram na madrugada de ontem o local ontem estava o piloto rebelde, ator e ex-investigador do Corpo de Investigações Científicas, Penas e Criminais (CICPC) Óscar Pérez, que se declarou líder de uma aliança cívica, policial e militar contra a ditadura chavista. Sua morte foi confirmada no fim da tarde, informou o boletim Noticias de Venezuela.
Em 27 de junho de 2017, Pérez, conhecido como Rambo venezuelano, pegou um helicóptero e atacou com granadas o Tribunal Supremo de Justiça e o Ministério do Interior, em Caracas, em meio a uma onda de protestos da oposição em que 125 pessoas morreram. O ditador Nicolás Maduro descreveu a ação como um "ataque terrorista".
Durante o cerco de ontem, Pérez divulgou nas redes sociais um vídeo dramático dizendo que haviam se rendido e estavam prontos a se entregar, mas a ditadura chavista continuava atirando, com a nítida intenção de matá-lo.
"Querem nos matar. Não aceitam a rendição e continuam atirado", apelou o ex-policial. Sete rebeldes morreram. Cinco sobreviveram e foram presos.
O cadáver de Pérez chegou ao necrotério de Monte Bello às 18h30 pela hora local (20h30 em Brasília). Horas antes, a mãe dele acusou o governo nas redes sociais acusando a ditadura chavista de não aceitar a rendição dos rebeldes: "Vocês são responsáveis por qualquer coisa que aconteça", noticiou o jornal venezuelano El Nacional.
No Twitter, o segundo homem-forte da ditadura, Diosdado Cabello, acusou a oposição e a mídia de defender um terrorista, ignorando que existe um direito de sedição contra ditaduras. Quando o coronel Hugo Chávez liderou um golpe contra o presidente Carlos Andrés Pérez, em 4 de fevereiro de 1992, foi preso, depois anistiado. Eleito presidente em 1998, criou o regime que se tornou uma ditadura escancarada depois de sua morte.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Rambo venezuelano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rambo venezuelano. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Assinar:
Postagens (Atom)