O ministro do Exterior do Peru, Rafael Roncagliolo, caiu ontem, dias depois de pedir mais "tolerância" na Venezuela e a mediação da União das Nações da América do Sul (Unasul) na crise causada pela suspeita de fraude na eleição do presidente Nicolás Maduro, em 14 de abril de 2013. Oficialmente, o chanceler peruano pediu demissão "por motivo de saúde".
A ministra da Justiça, Eda Rivas, foi para o Ministério do Exterior e será substituída pelo secretário de Direitos Humanos, Daniel Figallo, informa a agência de notícias Reuters.
Maduro, que luta para se legitimar como sucessor do falecido Hugo Chávez em meio a denúncias de fraude da oposição, reclamou da interferência do ministro peruano nos problemas internos do país.
A Venezuela enfrenta problemas de inflação, desabastecimento, inclusive de energia, apesar de rica em petróleo, e violência. O índice de homicídios triplicou sob Chávez. Até papel higiênio o país é obrigado a importar.
O novo presidente teria prometido aos sócios da Unasul realizar a recontagem total dos votos exigida pelo candidato oposicionista Henrique Capriles, derrotado por uma vantagem de 1,5% dos votos válidos, para que os líderes do subcontinente prestigiassem sua posse. Desde então, afirma que houve uma auditoria em todas as urnas eletrônicas, o que dispensaria a recontagem.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
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