A polícia do México prendeu o inimigo público número um do país. Servando La Tuta Gómez era o chefão do poderoso cartel dos Cavaleiros Templários e o traficante mais caçado pelas autoridades, noticiou hoje a agência Reuters.
Gómez foi preso em casa na cidade de Morélia, no estado de Michoacán, sem que nenhum tiro tenha sido disparado, contou a televisão americana CNN en Español. Ele era o principal alvo do governo mexicano na luta para retomar o controle sobre Michocán, cenário de uma verdadeira guerra entre os templários, as autoridades e várias milícias armadas formadas para defender populações locais dos traficantes.
O presidente Enrique Peña Nieto tentou desescalar a guerra contra as drogas lançada por seu antecessor, Felipe Calderón, que já causou mais de 60 mil mortes, tratando o problema como policial.
Essa política sofreu um duro golpe em 26 de setembro de 2014 com o desaparecimento de 43 estudantes de uma escola para professores. Eles foram sequestrados e mortos pelas gangues do tráfico por ordem de um político aliado, o prefeito de Iguala, no estado de Guerrero, onde fica a famosa praia de Acapulco.
Quatro estados pobres da "periferia sudoeste" - Chiapas, Guerrero, Michoacán e Oaxaca - desafiam historicamente o controle do governo central. A maior ameaça hoje é o tráfico.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 31 de julho de 2013
México intervém para conter violência em Michoacán
Depois do assassinato de um almirante em 27 de julho e do chefe de polícia da cidade de Lázaro Cárdenas no dia 29, o governo do México lançou uma intervenção militar no estado de Michoacán para conter a violência associada ao tráfico de drogas.
Nos próximos dias e semanas, a violência deve aumentar na medida em que grupos locais de vigilantes busquem proteção, as máfias do crime organizado reforçam suas posições e o governo federal tenta restaurar a ordem num estado sem lei há muito tempo.
A violência aumentou no México com a guerra contra as drogas deflagrada em 2006, quando tomou posse o presidente Felipe Calderón. Desde então, mais de 60 mil pessoas foram mortas em conflitos com e entre as gangues que traficam drogas para os Estados Unidos e compram armas de guerra com facilidade no mercado americano.
O novo presidente, Enrique Peña Nieto, tomou posse prometendo reduzir a luta contra as drogas para a escala policial, tirando as Forças Armadas dessa guerra.
Nos próximos dias e semanas, a violência deve aumentar na medida em que grupos locais de vigilantes busquem proteção, as máfias do crime organizado reforçam suas posições e o governo federal tenta restaurar a ordem num estado sem lei há muito tempo.
A violência aumentou no México com a guerra contra as drogas deflagrada em 2006, quando tomou posse o presidente Felipe Calderón. Desde então, mais de 60 mil pessoas foram mortas em conflitos com e entre as gangues que traficam drogas para os Estados Unidos e compram armas de guerra com facilidade no mercado americano.
O novo presidente, Enrique Peña Nieto, tomou posse prometendo reduzir a luta contra as drogas para a escala policial, tirando as Forças Armadas dessa guerra.
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