O custo de manutenção e modernização aparato nuclear militar do Reino Unido será de 51 bilhões de libras (R$ 250 bilhões) nos próximos dez anos, alertou hoje o Escritório Nacional de Auditagem.
A previsão é de um rombo de 2,9 bilhões de libras (R$ 14,2 bilhões) neste orçamento, levando em conta as promessas de cortes de gastos feitas pelo Ministério da Defesa, noticiou o jornal Financial Times.
Além de concluir a produção dos submarinos Astutes, o relatório examina os custos de fabricação de uma nova classe de submarinos com capacidade nuclear para substituir os Vanguards. O governo criou a Organização de Defesa Nuclear para supervisionar os negócios do setor.
Quatro empresas - Rolls-Royce, BAE Systems, Babcock International e AWE Management - detêm 97% dos contratos do setor de defesa nuclear.
A AWE Management, formada pela Lockheed Martin, a Jacobs Engineering e a Serco, é responsável pelas armas nucleares. Tem um contrato de 25 milhões de libras em vigor até 2024.
Com 27% dos contratos do setor, a BAE Systems projeta e fabrica os submarinos. Seus contratos, no valor de 12,9 bilhões de libras, vão até 2025.
A Rolls-Royce fornece sistema de propulsão para submarinos nucleares. Seus contratos, de 4,7 bilhões de libras, vão até 2023.
A Babcock International faz serviços de manutenção, revisão e apoio no valor de 4,2 bilhões.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 22 de maio de 2018
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Rússia cresce como exportadora mundial de armas
Os fabricantes dos Estados Unidos ainda têm mais da metade do mercado mundial de armas e junto com a Europa mais de 80%, mas suas vendas estão em queda, enquanto seus concorrentes da Rússia avançam, anunciou hoje na Suécia o Instituto de Pesquisas sobre a Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI).
Pelo quarto ano consecutivo, o faturamento dos cem maiores fabricantes de armas do mundo recuou. De 2013 para 2014, a queda foi de 1,5%. O total de negócios dessas empresas somou US$ 401 bilhões, mais de cem vezes o orçamento anual das missões de paz das Nações Unidas.
As indústrias dos EUA e da Europa, que dominam 80% do mercado viram suas vendas caírem 3,2%, enquanto fábricas de armas de outras regiões cresceram.
Os EUA lideram a lista das cem maiores fábricas de armas, com 54,4% do total. Suas vendas baixaram 4,1% em 2014, quase o mesmo ritmo de queda de 2013.
Contrariando a tendência, a maior empresa do setor bélico no mundo inteiro, a Lockheed Martin, faturou 3,9% mais no ano passado, num total de US$ 37,5 bilhões. A Boeing ficou em segundo, com vendas de US$ 28,3 bilhões e crescimento de US$ 4,4 bilhões em 2014.
"Com a compra da fábrica de helicópteros Sikorsky Aircraft em 2015, a distância entre a Lockheed Martin e as outras vai aumentar ainda mais", prevê a diretora do Programa de Despesas Militares e Armas do SIPRI, Aude Fleurent.
Na Europa Ocidental, as vendas do setor de defesa caíram 7,4% em 2014. Só houve crescimento na Alemanha (9,4%), graças principalmente ao estaleiro ThyssenKrupp (29,5%), e na Suíça (11,2%).
As 36 empresas do resto do mundo registraram alta de 25%, com um salto de 50% nas vendas da indústria russa.
Apesar da recessão econômica agravada pela forte baixa nos preços do petróleo, a indústria bélica da Rússia manteve um forte crescimento em 2014. O número de empresas russas entre as 100 maiores do setor de defesa subiu de 9 para 11, com uma fatia de 10,2% do mercado.
As duas novas empresas russas se chamam Sistemas de Alta Precisão e RTI.
O Brasil, a Índia, a Coreia do Sul e a Turquia foram agrupados como "produtores emergentes", com 3,7% do total e crescimento de 5,1% no ano passado.
Pelo quarto ano consecutivo, o faturamento dos cem maiores fabricantes de armas do mundo recuou. De 2013 para 2014, a queda foi de 1,5%. O total de negócios dessas empresas somou US$ 401 bilhões, mais de cem vezes o orçamento anual das missões de paz das Nações Unidas.
As indústrias dos EUA e da Europa, que dominam 80% do mercado viram suas vendas caírem 3,2%, enquanto fábricas de armas de outras regiões cresceram.
Os EUA lideram a lista das cem maiores fábricas de armas, com 54,4% do total. Suas vendas baixaram 4,1% em 2014, quase o mesmo ritmo de queda de 2013.
Contrariando a tendência, a maior empresa do setor bélico no mundo inteiro, a Lockheed Martin, faturou 3,9% mais no ano passado, num total de US$ 37,5 bilhões. A Boeing ficou em segundo, com vendas de US$ 28,3 bilhões e crescimento de US$ 4,4 bilhões em 2014.
"Com a compra da fábrica de helicópteros Sikorsky Aircraft em 2015, a distância entre a Lockheed Martin e as outras vai aumentar ainda mais", prevê a diretora do Programa de Despesas Militares e Armas do SIPRI, Aude Fleurent.
Na Europa Ocidental, as vendas do setor de defesa caíram 7,4% em 2014. Só houve crescimento na Alemanha (9,4%), graças principalmente ao estaleiro ThyssenKrupp (29,5%), e na Suíça (11,2%).
As 36 empresas do resto do mundo registraram alta de 25%, com um salto de 50% nas vendas da indústria russa.
Apesar da recessão econômica agravada pela forte baixa nos preços do petróleo, a indústria bélica da Rússia manteve um forte crescimento em 2014. O número de empresas russas entre as 100 maiores do setor de defesa subiu de 9 para 11, com uma fatia de 10,2% do mercado.
As duas novas empresas russas se chamam Sistemas de Alta Precisão e RTI.
O Brasil, a Índia, a Coreia do Sul e a Turquia foram agrupados como "produtores emergentes", com 3,7% do total e crescimento de 5,1% no ano passado.
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