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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 12 de Fevereiro

 EXECUÇÃO DE LADY JANE

    Em 1554, Lady Jane, rainha da Inglaterra por nove dias, é executada em Londres aos 16 anos a mando da rainha Maria I.

Lady Jane nasce em outubro de 1537 em Bradgate, no Condado de Leicester, na Inglaterra. É bisneta do rei Henrique VII e neta da irmã mais moça de Henrique VIII, pai de Maria I.

Linda e inteligente, tem excelentes tutores. Além de inglês, estuda e fala grego, latim, francês, italiano e hebreu. Seu protestantismo a torna a candidata ideal para assumir o trono com a morte aos 15 anos de Eduardo VI, o filho que Henrique VIII tanto lutou para ter, inclusive fazendo a Reforma Protestante na Inglaterra para poder se divorciar de sua primeira mulher, Catarina de Aragão.

John Dudley, Duque de Northumberland, casa seu filho, Lorde Guilford Dudley, com Lady Jane e convence Eduardo VI no leito de morte de afastar suas irmãs Maria e Elizabeth da linha sucessória.

Eduardo VI morre em 6 de julho de 1553. Lady Jane reluta em ser elevada ao trono num jogo político inescrupuloso. Mesmo assim, é proclamada rainha em 10 de julho. Mas Maria Tudor é a herdeira do trono com base numa lei aprovada pelo Parlamento em 1544. 

Lady Jane cai em 19 de julho. Ela e o pai são presos na Torre de Londres. Ele é perdoado, mas Lady Jane e o marido são acusados de alta traição em 14 de novembro de 1553. Ela confessa a culpa e é decapitada junto com o marido.

Sua execução por Maria, a Sanguinária, lhe angaria uma simpatia pelo resto do mundo. 

INDEPENDÊNCIA DO CHILE

    Em 1818, no primeiro aniversário da vitória na Batalha de Chacabuco, Bernardo O'Higgins proclama, jura e assina em Santiago a ata de independência do Chile do Império Espanhol, antes da vitória decisiva na Batalha de Maipú.

A conquista do Chile pela Espanha começa em 1536-37 com Diego de Almagro, associado e depois rival de Francisco Pizarro, o conquistador do Peru. Almagro vai em busca de "outro Peru", mas os espanhóis não encontram ouro nem uma grande civilização e voltam para o Peru.

A segunda tentativa de colonizar o Chile acontece em 1540-41, quando Pizarro autoriza Pedro de Valdivia a instalar um assentamento na área. Sem grandes riquezas, o Chile é uma província menor da do Império Espanhol.

Com a invasão de Napoleão Bonaparte à Península Ibérica, a Portugal em 1807 e à Espanha em 1808, as colônias da América Latina aproveitam a dissolução do poder central para proclamar a independência. A Argentina faz isso em 25 de maio de 1810. O México dá o Grito de Dolores em 16 de setembro do mesmo ano.

Dois dias depois, o Chile realiza um cabildo aberto, uma assembleia popular que aceita a renúncia do governador colonial e elege uma junta formada por líderes locais. De 1810 a 1813, eles mantêm autonomia em relação ao Vice-Reino do Peru.

Quando a Espanha e Portugal derrotam a França napoleônica com a ajuda do Reino Unido, em 1814, os governos da Península Ibérica são restaurados e a Espanha tenta reassumir o controle sobre suas colônias. No Chile, faz isso ao vencer a Batalha de Rancágua, em 1º e 2 de outubro de 1814.

Diante da derrota, os nacionalistas chilenos como O'Higgins, José Miguel Carranza e irmãos fogem para a Argentina, onde recebem o apoio do general José de San Martín, herói da independência da Argentina e um dos libertadores da América ao lado do venezuelano Simón Bolívar. 

San Martín apoia o governo revolucionário de Buenos Aires, que proclamara a independência das Províncias Unidas do Rio da Praia, e forma um exército para libertar o Chile e atacar o Peru pelo mar.

O exército de San Martín, tendo O'Higgins como um de seus comandantes, começa a atravessar a Cordilheira dos Andes em janeiro de 1817. Em 12 de fevereiro, derrota as forças imperiais e abre o caminho para Santiago. A independência é proclamada um ano depois.

ÚLTIMO IMPERADOR DA CHINA

    Em 1912, Puyi, o último imperador da China, abdica no fim da Revolução Chinesa, liderada por Sun Yat-sen. É o fim um império de mais de 2 mil anos e o início da República da China.

Puyi nasce em Beijim em 7 de fevereiro de 1906. É o último imperador da Dinastia Ching (1644-1912), que é manchu. Com a morte do tio, o imperador Guangxi, em 14 de novembro de 1908, ele ascende ao trono e reina três anos sob uma regência.

Quando o Império do Japão invade a Manchúria, em 1931, instala Puyi como um imperador-fantoche do reino de Manchukuo de 1934 a 1945, ampliado com a invasão do resto da China a partir de 1937, A invasão japonesa vai até a derrota para os Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

INDEPENDÊNCIA DO SUDÃO

    Em 1953, o Egito faz um acordo com o Império Britânico para dar autonomia administrativa ao Sudão e, dentro de três anos, autodeterminação.

De 1955 a 1972, o Sudão vive sob guerra civil entre o Norte, muçulmano, e o Sul, cristão e animista. A guerra civil recomeça em 1983, vai até 2005 e as negociações de paz terminam com a independência, em 9 de julho de 2011, do Sudão do Sul, que fica anos sob guerra civil.

Durante uma onda de protestos, em abril de 2019, um golpe depõe o ditador Omar Bachir, mas um golpe contra a democratização em outubro de 2021 aborta o processo e leva a nova guerra civil entre o comandante do Exército, general Abdel Fattah al-Burhan, e o general Mohamed Dagalo, líder das Forças de Apoio Rápido, uma milícia acusada pelo genocídio de Darfur.

É uma das piores guerras em andamento hoje no mundo, com total de mortes estimado em até 150 mil pessoas e 25 milhões ameaçadas pela fome.

SLOBO EM JULGAMENTO

    Em 2002, o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia começa a julgar em Haia, na Holanda, por 65 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, o principal responsável pela sangrenta divisão do país, o ditador sérvio Slobodan Milosevic, o Carniceiro dos Bálcãs, como o chamou em 1992 o jornal The New York Times.

Antes do veredito, em 11 de março de 2006, o réu é encontrado morto em sua cela aos 64 anos, supostamente por causa de um ataque cardíaco.

A Iugoslávia nasce em 1º de dezembro de 1918, logo depois do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), como o Reino dos Croatas, Sérvios e Eslovenos, rebatizado em 1929 como Reino da Iugoslávia.. 

Ocupada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando é governada por um regime colaboracionista croata, a Iugoslávia renasce sob a liderança do líder da resistência, o croata Josip Broz Tito, como uma federação formada por Bósnia-Herzegovina, Croácia, Eslovênia, Macedônia, Montenegro e Sérvia. Como é comunista, Tito sufoca os nacionalismos para manter a unidade nacional.

Com a morte de Tito, em 1980, e o declínio do comunismo como ideologia, Milosevic, um líder comunista, apela para o nacionalismo sérvio para consolidar o poder. Em 1991, a Croácia e a Eslovênia declaram a independência. O governo central, dominado pelos sérvios, não aceita. Começa a guerra civil.

Em 6 de abril de 1992, a guerra civil chega à Bósnia-Herzegovina, uma república etnicamente dividida entre bósnios (44%), sérvios (31%) e croatas (16%), onde a guerra é mais sangrenta, com mais de 100 mil mortes. Estas guerras terminam em 1995 com o Acordo de Paz de Dayton, negociado pelos Estados Unidos.

Depois da perseguição e de massacres contra albaneses da província sérvia do Kossovo, em 24 de março de 1999, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental liderada pelos EUA, intervém militarmente e bombardeia a Sérvia, Montenegro e as forças sérvias no Kossovo.

Os sérvios se revoltam contra Milosevic, que rejeita a vitória de Vojislav Kostunica na eleição presidencial de 24 de setembro de 2000. Uma grande manifestação de massa em Belgrado sela seu destino em 5 de outubro. No dia seguinte, ele reconhece a derrota e deixa o poder em 7 de outubro.

Milosevic é preso em 1º de abril de 2001, sob acusações de abuso de poder e de corrupção. Em 28 de junho, é entregue a forças dos EUA em Tuzla, na Bósnia-Herzegovina, e de lá enviado para o tribunal de Haia.

MACEDÔNIA DO NORTE

    Em 2019, no Acordo de Prespa, a ex-república iugoslava da Macedônia muda de nome para República da Macedônia do Norte.

A mudança de nome é uma exigência da Grécia, que bloqueia o acesso da Macedônia à União Europeia e a outras organizações internacionais porque tem uma região chamada Macedônia e teme que o novo país reivindicasse soberania sobre a parte grega.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 12 de Fevereiro

EXECUÇÃO DE LADY JANE

    Em 1554, rainha da Inglaterra por nove dias, é executada em Londres aos 16 anos a mando da rainha Maria I.

Lady Jane nasce em outubro de 1537 em Bradgate, no Condado de Leicester, na Inglaterra. É bisneta do rei Henrique VII e neta da irmã mais moça de Henrique VIII, pai de Maria I.

Linda e inteligente, tem excelentes tutores. Além de inglês, estuda e fala grego, latim, francês, italiano e hebreu. Seu protestantismo a torna a candidata ideal para assumir o trono com a morte aos 15 anos de Eduardo VI, o filho que Henrique VIII tanto lutou para ter, inclusive fazendo a Reforma Protestante na Inglaterra para poder se divorciar de sua primeira mulher, Catarina de Aragão.

John Dudley, Duque de Northumberland, casa seu filho, Lorde Guilford Dudley, com Lady Jane e convence Eduardo VI no leito de morte de afastar suas irmãs Maria e Elizabeth da linha sucessória.

Eduardo VI morre em 6 de julho de 1553. Lady Jane reluta em ser elevada ao trono num jogo político inescrupuloso. Mesmo assim, é proclamada rainha em 10 de julho. Mas Maria Tudor é a herdeira do trono com base numa lei aprovada pelo Parlamento em 1544. 

Lady Jane cai em 19 de julho. Ela e o pai são presos na Torre de Londres. Ele é perdoado, mas Lady Jane e o marido são acusados de alta traição em 14 de novembro de 1553. Ela confessa a culpa e é decapitada junto com o marido.

Sua execução por Maria, a Sanguinária, lhe angaria uma simpatia pelo resto do mundo. 

INDEPENDÊNCIA DO CHILE

    Em 1818, no primeiro aniversário da vitória na Batalha de Chacabuco, Bernardo O'Higgins proclama, jura e assina em Santiago a ata de independência do Chile do Império Espanhol, antes da vitória decisiva na Batalha de Maipú.

A conquista do Chile pela Espanha começa em 1536-37 com Diego de Almagro, associado e depois rival de Francisco Pizarro, o conquistador do Peru. Almagro vai em busca de "outro Peru", mas os espanhóis não encontram ouro nem uma grande civilização e voltam para o Peru.

A segunda tentativa de colonizar o Chile acontece em 1540-41, quando Pizarro autoriza Pedro de Valdivia a instalar um assentamento na área. Sem grandes riquezas, o Chile é uma província menor da do Império Espanhol.

Com a invasão de Napoleão Bonaparte à Península Ibérica, a Portugal em 1807 e à Espanha em 1808, as colônias da América Latina aproveitam a dissolução do poder central para proclamar a independência. A Argentina faz isso em 25 de maio de 1810. O México dá o Grito de Dolores em 16 de setembro do mesmo ano.

Dois dias depois, o Chile realiza um cabildo aberto, uma assembleia popular que aceita a renúncia do governador colonial e elege uma junta formada por líderes locais. De 1810 a 1813, eles mantêm autonomia em relação ao Vice-Reino do Peru.

Quando a Espanha e Portugal derrotam a França napoleônica com a ajuda do Reino Unido, em 1814, os governos da Península Ibérica são restaurados e a Espanha tenta reassumir o controle sobre suas colônias. No Chile, faz isso ao vencer a Batalha de Rancágua, em 1º e 2 de outubro de 1814.

Diante da derrota, os nacionalistas chilenos como O'Higgins, José Miguel Carranza e irmãos fogem para a Argentina, onde recebem o apoio do general José de San Martín, herói da independência da Argentina e um dos libertadores da América ao lado do venezuelano Simón Bolívar. 

San Martín apoia o governo revolucionário de Buenos Aires, que proclamara a independência das Províncias Unidas do Rio da Praia, e forma um exército para libertar o Chile e atacar o Peru pelo mar.

O exército de San Martín, tendo O'Higgins como um de seus comandantes, começa a atravessar a Cordilheira dos Andes em janeiro de 1817. Em 12 de fevereiro, derrota as forças imperiais e abre o caminho para Santiago. A independência é proclamada um ano depois.

ÚLTIMO IMPERADOR DA CHINA

    Em 1912, Puyi, o último imperador da China, abdica no fim da Revolução Chinesa, liderada por Sun Yat-sen. É o fim um império de mais de 2 mil anos e o início da República da China.

Puyi nasce em Beijim em 7 de fevereiro de 1906. É o último imperador da Dinastia Ching (1644-1912), que é manchu. Com a morte do tio, o imperador Guangxi, em 14 de novembro de 1908, ele ascende ao trono e reina três anos sob uma regência.

Quando o Império do Japão invade a Manchúria, em 1931, instala Puyi como um imperador-fantoche do reino de Manchukuo de 1934 a 1945.

INDEPENDÊNCIA DO SUDÃO

    Em 1953, o Egito faz um acordo com o Império Britânico para dar autonomia administrativa ao Sudão e, dentro de três anos, autodeterminação.

De 1955 a 1972, o Sudão vive sob guerra civil entre o Norte, muçulmano, e o Sul, cristão e animista. A guerra civil recomeça em 1983, vai até 2005 e as negociações de paz terminam com a independência, em 9 de julho de 2011, do Sudão do Sul, que fica anos sob guerra civil.

Durante uma onda de protestos, em abril de 2019, um golpe depõe o ditador Omar Bachir, mas um golpe contra a democratização em outubro de 2021 aborta o processo e leva a nova guerra civil entre o comandante do Exército, general Abdel Fattah al-Burhan, e o general Mohamed Dagalo, líder das Forças de Apoio Rápido, uma milícia acusada pelo genocídio de Darfur.

SLOBO EM JULGAMENTO

    Em 2002, o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia começa a julgar em Haia, na Holanda, por 65 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, o principal responsável pela sangrenta divisão do país, o ditador sérvio Slobodan Milosevic, o Carniceiro dos Bálcãs, como o chamou em 1992 o jornal The New York Times.

Antes do veredito, em 11 de março de 2006, o réu é encontrado morto em sua cela aos 64 anos, supostamente por causa de um ataque cardíaco.

A Iugoslávia nasce em 1º de dezembro de 1918, logo depois do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), como o Reino dos Croatas, Sérvios e Eslovenos, rebatizado em 1929 como Reino da Iugoslávia.. 

Ocupada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando é governada por um regime colaboracionista croata, a Iugoslávia renasce sob a liderança do líder da resistência, o croata Josip Broz Tito, como uma federação formada por Bósnia-Herzegovina, Croácia, Eslovênia, Macedônia, Montenegro e Sérvia.

Com a morte de Tito, em 1980, e o declínio do comunismo como ideologia, Milosevic, um líder comunista, apela para o nacionalismo sérvio para consolidar o poder. Em 1991, a Croácia e a Eslovênia declaram a independência. O governo central, dominado pelos sérvios, não aceita. Começa a guerra civil.

Em 6 de abril de 1992, a guerra civil chega à Bósnia-Herzegovina, uma república etnicamente dividida entre bósnios (44%), sérvios (31%) e croatas (16%), onde a guerra é mais sangrenta, com mais de 100 mil mortes. Estas guerras terminam em 1995 com o Acordo de Paz de Dayton, negociado pelos Estados Unidos.

Depois da perseguição e de massacres contra albaneses da província sérvia do Kossovo, em 24 de março de 1999, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental liderada pelos EUA, intervém militarmente e bombardeia a Sérvia, Montenegro e as forças sérvias no Kossovo.

Os sérvios se revoltam contra Milosevic, que rejeita a vitória de Vojislav Kostunica na eleição presidencial de 24 de setembro de 2000. Uma grande manifestação de massa em Belgrado sela seu destino em 5 de outubro. No dia seguinte, ele reconhece a derrota e deixa o poder em 7 de outubro.

Milosevic é preso em 1º de abril de 2001, sob acusações de abuso de poder e de corrupção. Em 28 de junho, é entregue a forças dos EUA em Tuzla, na Bósnia-Herzegovina, e de lá enviado para o tribunal de Haia.

MACEDÔNIA DO NORTE

    Em 2019, no Acordo de Prespa, a ex-república iugoslava da Macedônia muda de nome para República da Macedônia do Norte.

A mudança de nome é uma exigência da Grécia, que bloqueia o acesso da Macedônia à União Europeia e outras organizações internacionais porque tem uma região chamada Macedônia e teme que o novo país reivindicasse soberania sobre a parte grega.

terça-feira, 19 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 19 de Julho

QUEDA DE LADY JANE

    Em 1553, nove dias depois de se tornar rainha da Inglaterra, Lady Jane Grey é deposta para dar o trono a sua prima Maria TudorAos 15 anos, bonita e inteligente, Lady Jane hesita antes de aceitar a coroa que lhe custaria a vida.

Lady Jane era bisneta de Henrique VII, que fundou a Dinastia Tudor ao ascender ao trono depois de vencer Ricardo III na Batalha de Bosworth, em 22 agosto de 1485, pondo fim à Guerra das Duas Rosas (1455-85), e prima do rei Eduardo VI, o herdeiro homem com que Henrique VIII tanto sonhava.

Eduardo VI era fraco. Reinou apenas seis anos. Quando pega tuberculose e está mal, o sogro de Lady Jane convence o rei a indicá-la como sucessora por ser protestante, ao contrário de Maria Tudor, filha de Catarina de Aragão, da dinastia real da Espanha.

Quando Eduardo VI morre, em 6 de julho de 1553, quatro dias depois Lady Jane é proclamada rainha da Inglaterra. Dois dias depois, o sogro John Dudley parte para enfrentar o exército de Maria Tudor. Durante sua ausência, o Conselho Real destitui Lady Jane e declara Maria I como rainha da Inglaterra.

O sogro foi executado em 23 de agosto. A rainha breve e o marido são poupados por serem jovens. No início de 1554, o pai de Lady Jane, Henry Grey, lidera uma revolta contra Maria I, que anunciara casamento com Felipe II, da Espanha.

Para esmagar a revolta, em 12 de fevereiro, Lady Gray e o marido, Guilford Dudley, foram executados na Torre de Londres, onde havia sido executada Ana Bolena, segunda mulher de Henrique VIII e mãe de Elizabeth I, a rainha protestante que destronaria a meia-irmã católica Maria I.

DESCOBERTA PEDRA DA ROSETA

     Em 1799, durante a campanha de Napoleão Bonaparte no Egito, um soldado do Exército da França descobre a 50 quilômetros a leste de Alexandria a Pedra da Roseta, que permitiu decifrar a escrita hieroglífica do Egito Antigo. A pedra, encontrada perto da cidade de Roseta, tinha inscrições em três línguas: grego, egípcio hieroglífico e egípcio comum.

Os gregos dizem que a Pedra da Roseta foi gravada em homenagem ao rei Ptolomeu V no século 2 antes de Cristo. O texto em grego informava que os outros são exatamente iguais. Assim, seria possível decifrar os hieróglifos, um segredo de 2 mil anos.

Quando Napoleão invadiu o Egito, em 1798, levou consigo uma equipe de historiadores e acadêmicos para levar tesouros culturais para a França. Ao derrotar os franceses, em 1801, os britânicos tomaram a Pedra da Roseta, que está hoje no Museu Britânico, em Londres.

A escrita do Egito Antigo é decifrada pelo egiptólogo francês Jean-François Champollion.

FAMA DE GRANDE ATIRADOR

    Em 1879, Doc Holliday mata pela primeira vez durante um tiroteio no Novo México. Apesar de sua tremenda fama como grande atirador, Holliday se envolve ao todo em apenas mais um tiroteio e só mata dois homens comprovadamente.

VITÓRIA DA REVOLUÇÃO SANDINISTA 

    Em 1979, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) toma o poder em Manágua, acabando com décadas de ditadura da família Somoza na Nicarágua. A vitória é resultado de uma luta guerrilheira iniciada com o assassinato do ditador Anastasio Somoza García, em 1956, sucedido pelo filho mais velho, Luis Somoza Debayle, que morreria em 1967.

O poder passou então outro filho de Anastasio Somoza García, Anastasio Somoza Debayle. A Frente Sandinista de Libertação Nacional nasce no início dos anos 1960, sob a inspiração da Guerra Civil Espanhola e da Revolução Cubana.

Quando toma o poder, o comandante Daniel Ortega se torna presidente e governo a Nicarágua com a Junta dos Nove Comandantes até perder a eleição de 1990 para Violeta Chamorro, viúva do jornalista Pedro Joaquín Chamorro, cujo assassinato em 1978 aumentara a revolta contra a ditadura somozista.

Ortega voltou à Presidência em 2007 e não largou mais. É o novo Somoza. Com uma Corte Suprema submissa, conquistou o direito de se candidatar quantas vezes quiser. Em 2018, esmagou uma revolta popular com mais de 320 mortes. Em 2021 mandou prender seis candidatos em potencial da oposição na eleição presidencial de 7 de novembro do ano passado. Outro fugiu do país.