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segunda-feira, 11 de março de 2019

Bouteflika retira candidatura e adia eleição presidencial na Argélia

Depois de semanas de protestos, em carta à população da Argélia, o presidente Abdelaziz Bouteflika desistiu de concorrer a um quinto mandato e adiou a eleição presidencial marcada para 18 de abril, informou há pouco o jornal francês Le Monde.

A eleição presidencial será realizada depois de uma conferência nacional para reformar o sistema político e apresentar um novo projeto de Constituição, anunciou Bouteflika, que sofreu um acidente vascular cerebral em 2013 e desde então não aparece em público. Durante a campanha para a eleição de 2014, não fez nenhum ato público.

Desde 22 de fevereiro, a Argélia enfrenta a maior onda de protestos desde o fim da brutal Guerra Civil Argelina (1991-2002), em que 100 a 150 mil pessoas foram mortas. Bouteflika está no poder desde 1999. Presidiu ao fim da guerra civil.

A Argélia é governada pela Frente de Libertação Nacional (FLN) desde a independência da França, em 1962. Em 1991, o regime anulou as eleições parlamentares que seriam vencidas pela Frente Islâmica de Salvação (FIS), deflagrando o início da guerra civil.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Bouteflika promete convocar nova eleição daqui a um ano

Diante de uma onda de protestos contra o anúncio de que será candidato a um quinto mandato na eleição de 18 de abril de 2019, o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, anunciou que, se for reeleito, vai convocar nova eleição daqui a um ano, informou a televisão árabe Al Jazira. A oposição afirma que ele fez a mesma proposta no passado e não cumpriu.

Este prazo de um ano daria tempo para o regime escolher um sucessor para Bouteflika com alguma viabilidade eleitoral. Mas a cólera das ruas pressiona para que o presidente não conquista um quinto mandato.

Bouteflika, de 82 anos, está no poder desde 1999. Presidiu assim ao fim da sangrenta Guerra Civil Argelina (1991-2002), iniciada quando o regime da Frente de Libertação Nacional (FLN) anulou as eleições parlamentares que seriam vencidas pela Frente Islâmica de Salvação (FIS).

O próprio Bouteflika estimou o total de mortos em 100 mil no ano 2000 e em 150 mil em 2005. A FLN governa o país desde a independência deste país do Norte da África da França, em 1962.