O casal Kirchner perdeu as eleições de meio de mandato para metade da Câmara Federal e um terço do Senado da Argentina neste domingo em todos os lugares importantes. Ficou em minoria nas duas casas do Congresso.
A política argentina mudou. Cristina Kirchner tem mais dois anos para governar em minoria. A era do casal Kirchner chegou ao fim.
Ao reconhecer a derrota, o ex-presidente Néstor Kirchner, que liderava a lista da Frente pela Vitória na província de Buenos Aires, lamentou: "Perdemos por pouco". Por 34,5% a 32,1%, venceu a União Pro, liderada pelo empresário Francisco De Narváez, aliado do prefeito conservador de Buenos Aires, Mauricio Macri.
Despontam como candidatos à presidência em 2011:
• o vice-presidente Julio Cobos, que rompeu com os Kirchner ao votar contra o aumento do imposto sobre exportações de grãos que está no centro do conflito entre o governo e o campo;
• o prefeito Mauricio Macri, um empresário de sucesso que foi presidente do Boca Juniors;
• e o ex-corredor de Fórmula 1 Carlos Reutemann, que foi levado para a política pelo ex-presidente Carlos Menem e agora pode ser a salvação do oficialismo, apesar de Menem e Kirchner serem inimigos mortais.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
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