O primeiro-ministro Fouad Siniora desabafa: "O Líbano não quer ser um campo de batalha onde lutem os outros", declarou, em entrevista ao jornal espanhol publicada neste sábado no jornal espanhol El País.
Desde 20 de maio, o Exército do Líbano combate um grupo fundamentalista muçulmano, Fatah al-Islam, entrincheirado num campo de refugiados palestinos em Trípoli, a segunda maior cidade do país. O assassinato de um deputado que combatia a influência política síria no Líbano agravou ainda mais a situação.
Agora, como não existem suplentes na legislação libanesa, o governo pró-ocidental tem uma maioria de apenas quatro deputados, em meio a uma campanha da oposição liderada pelo movimento fundamentalista xiita Hesbolá, apoiado pelo Irã e a Síria, para derrubá-lo, com apoio do presidente Emile Lahoud.
Toda uma série de assassinatos de políticos e personalidades contrárias à Síria desde a morte do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, o homem mais rico do Líbano, em 14 de fevereiro de 2004, lembra a terrível guerra civil libanesa entre cirstãos e muçulmanos de 1975-90.
Leia a entrevista de Siniora a El País.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 16 de junho de 2007
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