A cidade de Hatra resistiu ao Império Romano, mas suas ruínas do primeiro século antes de Cristo soçobraram diante da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A destruição foi confirmada ontem, dois dias depois do anúncio da destruição de Nimrod, uma cidade de mais de 3 mil anos que foi capital do Império Assírio.
"Estamos desesperados com o governo", resumiu o historiador Ali al-Nashmi, professor da Universidade Mustansiriya, em Bagdá, entrevistado pelo jornal The New York Times. "Estamos perdendo o país."
Centenas de sítios arqueológicos da província de Nínive, tomada em junho de 2014 pelo Estado Islâmico, foram destruídos ou estão ameaçados.
Os terroristas alegam estar combatendo a idolatria com base no princípio de que o islamismo proíbe a representação de seres humanos e animais. Eles destroem os grandes monumentos e prédios, mas roubam objetos menores que possam ser vendidos no mercado negro.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 8 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
Estado Islâmico ataca outro patrimônio cultural da humanidade
Em mais um crime contra o patrimônio histórico e cultural da humanidade, depois do Museu de Mossul e da cidade histórica de Nínive, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante bombardeou e destruiu com veículos pesados as ruínas de Nimrod, segunda capital do Império Assírio, construída por volta de 1250 antes de Cristo e destruída no ano 612 da era cristã, noticiou a agência Reuters.
As ruínas de Nimrod, à margem do Rio Tigre, estão entre as descobertas arqueológicas mais importantes do século 20. São consideradas patrimônio histórico e cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura). Em nota, o Ministério do Turismo e das Antiguidades do Iraque acusou o Estado Islâmico de "desafiar a vontade do mundo e os sentimentos da humanidade".
A Assíria floresceu na Mesopotâmia, o território entre os rios Tigre e Eufrates, hoje parte do Iraque. Foi uma das grandes civilizações da Antiguidade. Suas imagens de homens e animais foram destruídas pelos extremistas muçulmanos sob o argumento de serem objetos de idolatria.
As ruínas de Nimrod, à margem do Rio Tigre, estão entre as descobertas arqueológicas mais importantes do século 20. São consideradas patrimônio histórico e cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura). Em nota, o Ministério do Turismo e das Antiguidades do Iraque acusou o Estado Islâmico de "desafiar a vontade do mundo e os sentimentos da humanidade".
A Assíria floresceu na Mesopotâmia, o território entre os rios Tigre e Eufrates, hoje parte do Iraque. Foi uma das grandes civilizações da Antiguidade. Suas imagens de homens e animais foram destruídas pelos extremistas muçulmanos sob o argumento de serem objetos de idolatria.
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