Depois de 20 dias e mais de 15 mil ataques, a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã sofre uma nova escalada com bombardeios a instalações de petróleo e gás capazes de causar impacto sobre a economia mundial muito além do fim das hostilidades. A Agência Internacional de Energia declarou que é a pior crise energética da história.
Os EUA e Israel vencem militarmente, mas estão longe de atingir o principal objetivo político, derrubar a ditadura dos aiatolás e da Guarda Revolucionária. Se o regime sobreviver, ganhou politicamente.
Nos últimos dias, o presidente Donald Trump insultou aliados da Europa e o Japão por se negarem a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo consumido no mundo. Eles não foram consultados nem avisados. Não querem ser alvos fáceis em uma guerra que não apoiam.
Se o estreito ficar fechado por mais um mês, os preços do petróleo, que subiram mais de 80% neste ano, podem chegar a US$ 150 por barril ou até mais se o bloqueio iraniano se prolongar.
Uma derrota no Oriente Médio fatalmente levaria Trump a perder a maioria no Congresso nas eleições de 3 de novembro. Mau perdedor e enfraquecido, o presidente norte-americano pode abandonar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), retomar sua guerra comercial e até mesmo iniciar novas guerras ou aventuras militares.

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