Subiu para 760 ontem o total oficial de mortos no terremoto que abalou há dois dias a província de Qinghai, na China.
Em visita à região mais atingida, o primeiro-ministro Wen Jiabao declarou que a prioridade agora é salvar vidas. Ele ordenou uma busca sem trégua por sobreviventes soterrados pelos escombros.
Mais mil sobreviventes foram resgatados pela polícia, a defesa civil e o Exército Popular de Libertação.
O terremoto de 6,9 graus na escala Richter sacudiu uma região pobre e remota do Centro-Oeste da China, na borda do planalto tibetano . Fica a 1,9 mil quiômetros da capital, Beijim, e 800 km da capital provincial, Xining.
Depois de três horas de voo, o primeiro-ministro Wen Jiabao desembarcou no aeroporto de Yuchu e inspecionou a cidade, onde mais de 80% das construções desabaram.
Pelo menos 15 mil moradias ruíram. deixando cem mil pessoas sem teto numa região onde a temperatura cai abaixo de zero à noite. Na praça central de Yuchu, algumas famílias estão alojadas provisoriamente em barracas.
A área mais abalada, o condado de Yuchu, tem uma renda per capita de US$ 350 por ano, menos da média nacional para as zonas rurais da China, que é de US$ 760 por ano, enquanto nas cidades chega a US$ 2.550.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Mais de 900 soterrados são salvos na China
Chegou a 617 o total oficial de mortos no terremoto que abalou a província de Qinghai, no centro-oeste da China, uma região remota do planalto tibetano junto à divisa do Tibete, em 14 de abril de 2010.
Mais de 900 pessoas que estavam sob os escombros foram retiradas com vida, informou a polícia chinesa.
O tremor aconteceu a 10 quilômetros de profundidade, com epicentro no condado de Yuchu, às 7h49 da manhã pelo horário local, quando as crianças estavam em aula, início da noite de ontem pelo horário de Brasília.
Para o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo foi de 6,9 graus na escala aberta de Richter. Os chineses avaliaram a magnitude do sismo em 7,1 graus. Há dois anos, um terremoto na vizinha província de Sichuã matou 87 mil chineses.
Agora, a destruição foi grande porque as construções eram precárias. Várias casas são de barro e madeira. Desabaram. É uma zona rural pobre onde vivem 100 mil pessoas, com uma renda média de US$ 350 por ano, a metade da renda média das zonas rurais da China.
Sem equipamentos especiais, os bombeiros lutaram para apagar incêndios. As equipes de resgate e os voluntários, entre eles vários monges budistas tibetanos, começaram a cavar com suas próprias mãos.
O vice-primeiro-ministro chinês, Hui Liangyu, visitou o condado de Yuchu, a região mais abalada. Pequim prometeu uma ajuda equivalente a R$ 50 milhões.
Cinco mil soldados e agentes da Defesa Civil seguiram para trabalhar no resgate. Eles levam 5 mil barracas e 50 mil casacos. Uma das maiores preocupações agora é o frio.
À noite, a temperatura caiu para -4ºC e as pessoas não puderam se abrigar nos prédios que sobraram por medo de tremores secundários.
Mais de 900 pessoas que estavam sob os escombros foram retiradas com vida, informou a polícia chinesa.
O tremor aconteceu a 10 quilômetros de profundidade, com epicentro no condado de Yuchu, às 7h49 da manhã pelo horário local, quando as crianças estavam em aula, início da noite de ontem pelo horário de Brasília.
Para o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo foi de 6,9 graus na escala aberta de Richter. Os chineses avaliaram a magnitude do sismo em 7,1 graus. Há dois anos, um terremoto na vizinha província de Sichuã matou 87 mil chineses.
Agora, a destruição foi grande porque as construções eram precárias. Várias casas são de barro e madeira. Desabaram. É uma zona rural pobre onde vivem 100 mil pessoas, com uma renda média de US$ 350 por ano, a metade da renda média das zonas rurais da China.
Sem equipamentos especiais, os bombeiros lutaram para apagar incêndios. As equipes de resgate e os voluntários, entre eles vários monges budistas tibetanos, começaram a cavar com suas próprias mãos.
O vice-primeiro-ministro chinês, Hui Liangyu, visitou o condado de Yuchu, a região mais abalada. Pequim prometeu uma ajuda equivalente a R$ 50 milhões.
Cinco mil soldados e agentes da Defesa Civil seguiram para trabalhar no resgate. Eles levam 5 mil barracas e 50 mil casacos. Uma das maiores preocupações agora é o frio.
À noite, a temperatura caiu para -4ºC e as pessoas não puderam se abrigar nos prédios que sobraram por medo de tremores secundários.
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