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sábado, 4 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Julho

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

      Em 1776, 442 dias depois do início da guerra contra o Império Britânico, o Congresso Continental aprova na Filadélfia a Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Assim como a Revolução Francesa de 1789, a independência dos EUA têm raízes na Guerra dos Sete Anos (1756-63), travada na América do Norte, na África, na Ásia e na Europa entre a França, a Áustria, a Rússia, a Saxônia e a Suécia, de um lado; e o Reino Unido, Portugal, a Prússia e o reino de Hanôver, do outro. 

Na França, enfraquece a monarquia. No Império Britânico, leva a aumentos de impostos nas colônias norte-americanas com a Lei do Selo de 1765. 

Os colonos norte-americanos sustentam o esforço de guerra do Império Britânico com sangue, suor, vidas e impostos. Dão sua cota de sacrifício. Protestam contra o aumento de impostos com o lema: "Não à taxação sem representação". Se não tinham voto no Parlamento Britânico, não queriam pagar mais impostos aprovados em Londres. Além de boicote a produtos britânicos, há ataques a alfândegas e coletores de impostos.

A Lei do Chá, de 1773, feita sob medida para salvar a Companhia das Índias Orientais, dá à empresa vantagens fiscais e o monopólio do comércio do chá na América. Em protesto, em 16 de dezembro de 1773, milhares de pessoas tomam o porto de Boston e cerca de 70, vestidas de índios, invadem um navio e jogam a carga de chá no mar. O episódio é conhecido como a Festa do Chá de Boston, que inspirou movimento de direita contra o governo Barack Obama (2009-17).

Em resposta, o Parlamento Britânico aprova a Lei Coercitiva e instala um governo militar britânico na colônia de Massachusetts em 1774.  Dá imunidade aos funcionários britânicos. Para dar unidade à luta contra o Império Britânico. os colonos americanos convocam então o Congresso Continental, que se reúne pela primeira vez em 5 de setembro 1774.

A Guerra da Independência (1775-83) começa em abril de 1775, quando o governador britânico de Massachusetts manda atacar um arsenal dos rebeldes americanos em Concord. Em 19 de abril, soldados britânicos se defrontam com uma milícia rebelde e os dois lados dão os primeiros tiros da guerra.

No início, o conflito é uma espécie de guerra civil dentro do Império Britânico. Para o rei George III, apenas mais uma revolta colonial. Já os colonos lutam por direitos iguais como cidadãos britânicos. Mas o Parlamento de Westminster se nega a negociar com os rebeldes e contrata mercenários alemães para lutar ao lado das forças imperiais.

Em janeiro de 1776, o grande herói revolucionário inglês Thomas Paine, que mais tarde lutaria pela Revolução Francesa e seria eleito deputado da Assembleia Nacional da França, lança o livro Senso Comum, em que defende a independência dos EUA. O livro vende 500 mil cópias em meses. Paine é o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

Na primavera daquele ano no Hemisfério Norte, a independência conquista o apoio das colônias. Começa a redação da Declaração de Independência. O texto é principalmente obra de Thomas Jefferson. Ao justificar a independência, ele recorre ao filósofo liberal inglês John Locke e suas ideias de direitos naturais e que os governos devem ter o consentimento dos governados.

Um dos trechos mais famosos diz: "Nós acreditamos que estas verdades são autoevidentes, que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade."

Em 2 de julho de 1776, o Congresso Continental aprova uma moção da Virgínia pela independência. Dois dias depois, as outras 12 colônias aderem e a independência dos EUA é proclamada.

MORTE DE PAIS DA PÁTRIA 

   Em 1826, morrem os ex-presidentes John Adams (dir.) e Thomas Jefferson, os dois últimos sobreviventes dos pais da pátria que fundaram os Estados Unidos.


De aliados na luta pela independência, eles viram inimigos políticos. Adams (1797-1801) é o segundo presidente dos EUA. Precede Jefferson (1801-9), que é seu vice-presidente e o vence, impedindo a reeleição. 

O rompimento ocorre no governo Adams, favorável a um governo central forte, enquanto Jefferson quer dar mais poder aos estados. Eles só reatam as as relações em 1812 e aí trocam correspondências até o fim da vida.

FOLHAS DE WALT WHITMAN

    Em 1855, sai a primeira edição de Folhas das Folhas da Relva, de Walt Whitman, o maior clássico de um dos maiores poetas da literatura norte-americana. Ele revisa o livro várias vezes, acrescentando algo ou reescrevendo seus poemas.

Whitman nasce em Long Island e é criado no Brooklyn, em Nova York. Aos 14 anos, deixa a escola. Para sobreviver como autor, é professor, jornalista, editor e carpinteiro. 

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), o irmão dele é ferido. Whitman vai cuidar do irmão e passa o resto da guerra confortando soldados do Norte e do Sul. Depois da guerra, trabalha em vários departamentos do governo dos EUA.

FERAS DO PUNK ROCK

    Em 1976, a banda de rock britânica The Clash, uma das melhores do punk, faz sua primeira apresentação num pub em Sheffield, na Inglaterra, ao fazer o show de abertura para os Sex Pistols.

The Clash, formado por Joe Strummer, Mike Jones, Paul Simonon, Terry Chimes e Nick Headon, é uma das muitas bandas que surgiram sob a inspiração dos Sex Pistols. Ao contrário dos Pistols, que são anarquistas e niilistas, e querem destruir o rock e tudo o mais, The Clash quer salvar o rock com letras politizadas de esquerda, inclusive com um álbum triplo chamado Sandinista, homenagem aos revolucionários que tomam o poder na Nicarágua em 1979.

Depois de alguns LPs sem muito sucesso, The Clash se dissolve em 1986. Quando uma de suas músicas, Should Stay or Should I go, chega tardiamente ao primeiro lugar nas paradas de sucesso no Reino Unido, em 1991, a banda recebe proposta para voltar a tocar junta. Ao contrário dos Sex Pistols, rejeita.

O grupo, considerado por muitos a melhor banda punk, entra para o Rock and Roll Hall of Fame em 2003.

MISSÃO DE PESQUISA EM MARTE

    Em 1997, depois de percorrer 192 milhões de quilômetros em sete meses, o Pathfinder é a primeira nave espacial americana a pousar em Marte em mais de duas décadas. A espaçonave usa um sistema de paraquedas para suavizar a descida e o pouso.

No dia seguinte, sai da nave o Soujourn, um equipamento controlado por controle remoto para passear pela superfície da marte, tirar 10 mil fotos e recolher amostras para descobrir quais os elementos químicos das rochas e do solo do Planeta Vermelho.

A missão de US$ 150 milhões é considerada um sucesso.

BÓSON DE HIGGS

    Em 2012, cientistas do Grande Colisor de Hádrons do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares anunciam haver detectado sinais do bóson de Higgs, uma partícula subatômica descrita na teoria chamada de "partícula de Deus" por ser essencial para formação de massa.

O bóson de Higgs é perseguido pela ciência desde que foi descrito na teoria pelo cientista escocês Peter Higgs, em 1964. Seu descobrimento no mundo real só é possível graças ao Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo.

O laboratório fica num túnel de 27 quilômetros de circunferência situado a 175 metros de profundidade na fronteira entre a França e a Suíça, perto da cidade suíça de Genebra.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37 

domingo, 31 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 31 de Maio

NASCE WALT WHITMAN 

    Em 1819, nasce Walt Whitman, um dos maiores poetas da literatura norte-americana, autor de Folhas das Folhas da Relva.

FIM DA GUERRA DOS BÔERES

    Em 1902, com a assinatura do Tratado de Vereeniging, termina a Segunda Guerra dos Bôeres, na África do Sul, com a vitória do Império Britânico.

A maior e mais custosa guerra do Reino Unido desde as guerras napoleônicas começa em 11 de novembro de 1899 e é travada por exércitos desiguais. Os britânicos tem 500 mil homens contra 88 mil mil bôeres, os camponeses que origem holandesa e francesa que formam o povo africâner.

A principal causa da guerra é a ambição imperial de assumir o controle sobre as minas de ouro de Witwatersrand, que ficam na República Sul-Africana, na região do Transvaal, aliada do Estado Livre de Orange. Os britânicos alegam estar exercendo sua suserania estabelecida nas convenções de Pretória (1881) e de Londres (1885).

Apesar da vantagem no número de homens, os britânicos lutam num país hostil com terreno acidentado. Em posição defensiva, os bôeres usam rifles modernos para conter o avanço inimigo. É uma prévia da guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Mais de 22 mil britânicos morrem e 934 desaparecem, e 6.189 boêres são mortos. Os britânicos chamam os boêres de "tribo branca da África" e os internam em campos de concentração, que haviam sido usados pela Espanha contra a luta contra a independência de Cuba.

BATALHA DE JUTLÂNDIA

    Em 1916, começa a maior batalha naval da Primeira Guerra Mundial, a Batalha da Jutlândia, travada no Mar do Norte, perto da Dinamarca, pela Grande Frota da Marinha Real Britânica, sob o comando do almirante John Jellicoe, e a Frota de Alto Mar do Império Alemão, sob a liderança do vice-almirante Reinhard Scheer.

As duas armadas evitam o confronto no início da guerra. O Reino Unido tem a maior marinha de guerra do mundo e quer manter o inimigo longe das Ilhas Britânicas e das rotas de navegação do Oceano Atlântico, mas a Alemanha tem submarinos, que usa para tentar reduzir o tamanho da frota britânica até ter condições de vencê-las.

Na tarde de 31 de maio, as esquadras de cruzadores do vice-almirante britânico David Beatty encontram os cinco cruzadores do grupo de reconhecimento rápido do vice-almirante Franz Hipper muito antes do que os alemães esperam. Mas os alemães conseguem atrair os britânicos para a rota da Frota de Alto Mar.

Ao avistar a esquadra alemã, que os britânicos não sabem que está em mar aberto, Beatty recua e as forças da Alemanha saem em perseguição. À noite, as duas frotas, com um total de 250 navios, se enfrentam duas vezes; 14 navios britânicos e 11 alemães vão a pique.

Durante a noite, Jellicoe tenta afastar os alemães de suas bases, mas Scheer rompe o cerco e volta para o porto. Os dois lados cantam vitória, mas o resultado é inconclusivo. Os britânicos perdem 6.094 soldados, 28 couraçados, 9 cruzadores de batalha, 8 cruzadores blindados, 26 cruzadores rápidos, 78 contratorpedeiros, 1 navio lança-minas e 1 porta-aviões. Os alemães, 22 couraçados, 5 cruzadores de batalha, 11 cruzadores rápidos e 61 contratorpedeiros. 

MASSACRE DE TULSA 

    Em 1921, começa o Massacre de Tulsa, em Oklahoma, o maior ataque isolado contra negros da história dos Estados Unidos.

Uma malta de supremacistas brancos ataca uma delegacia onde está preso Dick Rowland, acusado de agressão contra uma jovem ascensorista branca. Os negros ajudam a polícia a defender a delegacia. 

A malta branca segue então para Greenwood, o bairro negro da cidade, na época chamada de "capital mundial do petróleo", onde fica a Wall Street Negra, referência ao centro financeiro de Nova York. Durante 18 horas, os terroristas brancos arrasam o bairro negro, destruindo casas, lojas, hotéis e hospitais. Cerca de 300 negros são mortos.

EICHMANN ENFORCADO

    Em 1962, o carrasco nazista Adolf Eichmann, um dos criminosos de guerra do Holocausto, é enforcado em Telavive, depois de fugir em 1946 de um campo de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e viver clandestinamente por 14 anos até ser preso na Argentina em 11 de maio de 1960 e levado secretamente para julgamento em Israel.

Eichmann nasce em Solingen em 19 de março de 1906. Durante a Primeira Guerra Mundial, a família se muda para Linz, na Áustria. Antes de entrar para o Partido Nazista, ele leva uma vida desinteressante. Trabalha como vendedor em uma companhia de petróleo e perde o emprego na Grande Depressão (1929-39).

Ele entra para o Partido Nazista em abril de 1932 em Linz e sobe rapidamente na hierarquia. Em novembro, se torna membro da SS, a força paramilitar do partido, sob o comando de Heinrich Himmler. Em 1933, Eichmann sai de Linz para a escola de terrorismo da Legião Austríaca em Lechfeld, na Alemanha.

De janeiro a outubro de 1934, ele serve na unidade da SS no campo de concentração de Dachau. De lá vai para o escritório central da SS em Berlim, onde trabalha para o serviço secreto na seção de assuntos judaicos.

Depois da anexação da Áustria pela Alemanha Nazista, em março de 1938, Eichmann é enviado para Viena para "livrar" a cidade de judeus. Um ano depois, vai para Praga cumprir a mesma missão na Tcheco-Eslováquia. Ao criar o Escritório Central de Segurança do Reich, Himmler nomeia Eichmann para a seção sobre judeus em Berlim.

Quando os nazistas aprovam a "solução final da questão judaica", o extermínio dos judeus da Europa, na Conferência de Wannsee, in Berlim, em 20 de janeiro de 1942, Eichmann é o grande executor. Coordena a prisão e a deportação de judeus para campos de concentração e centros de extermínio.

No fim da guerra, Eichmann é capturado, mas consegue fugir de um campo de prisioneiros em 1946 e vai para a Áustria e a Espanha até se fixar na Argentina em 1958. Ele é localizado e preso perto de Buenos Aires em 11 de maio de 1960 e retirada secretamente do país e levado para Israel nove dias depois.

Seu julgamento pelo Estado de Israel, fundado em 1948, três anos depois do fim da guerra, recebe crítica de ser Justiça pós-fato, porque as leis e a Justiça de Israel não existem quando os crimes são cometidos. Há apelos para que o julgamento seja na Alemanha ou num tribunal internacional. Mas Israel insiste em julgar Eichmann. Vê uma oportunidade de educar as novas gerações sobre o Holocausto.

Eichmann alega não ser antissemita, mas apenas um burocrata que cumpriu rigorosamente as ordens. Diz que leu O Estado Judeu, de Theodor Herzl, livro que lança o moderno sionismo, o movimento nacional do povo judeu, e não Minha Luta, de Adolf Hitler. Nega até mesmo que seu escritório tivesse responsabilidade pelo extermínio dos judeus.

Seis milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população de judeus da Europa, no que é considerado o pior genocídio da história, além de 1,5 milhão e meio de ciganos, e ainda socialistas, comunistas, anarquistas, negros e oposicionistas do regime nazista.

O julgamento vai de 11 de abril a 15 de dezembro de 1961, quando Eichmann é condenado à morte na forca.

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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 4 de Julho

 INDEPENDÊNCIA DOS EUA

      Em 1776, 442 dias depois do início da guerra contra o Império Britânico, o Congresso Continental aprova na Filadélfia a Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Assim como a Revolução Francesa de 1789, a independência dos EUA têm raízes na Guerra dos Sete Anos (1756-63), travada na América do Norte, na África, na Ásia e na Europa entre a França, a Áustria, a Rússia, a Saxônia e a Suécia, de um lado; e o Reino Unido, Portugal, a Prússia e o reino de Hanôver, do outro. 

Na França, enfraquece a monarquia. No Império Britânico, leva a aumentos de impostos nas colônias norte-americanas com a Lei do Selo de 1765. 

Os colonos norte-americanos sustentam o esforço de guerra do Império Britânico com sangue, suor, vidas e impostos. Dão sua cota de sacrifício. Protestam contra o aumento de impostos com o lema: "Não à taxação sem representação". Se não tinham voto no Parlamento Britânico, não queriam pagar mais impostos aprovados em Londres. Além de boicote a produtos britânicos, há ataques a alfândegas e coletores de impostos.

A Lei do Chá, de 1773, feita sob medida para salvar a Companhia das Índias Orientais, dá à empresa vantagens fiscais e o monopólio do comércio do chá na América. Em protesto, em 16 de dezembro de 1773, milhares de pessoas tomam o porto de Boston e cerca de 70, vestidas de índios, invadem um navio e jogam a carga de chá no mar. O episódio é conhecido como a Festa do Chá de Boston, que inspirou movimento de direita contra o governo Barack Obama (2009-17).

Em resposta, o Parlamento Britânico aprova a Lei Coercitiva e instala um governo militar britânico na colônia de Massachusetts em 1774.  Dá imunidade aos funcionários britânicos. Para dar unidade à luta contra o Império Britânico. os colonos americanos convocam então o Congresso Continental, que se reúne pela primeira vez em 5 de setembro 1774.

A Guerra da Independência (1775-83) começa em abril de 1775, quando o governador britânico de Massachusetts manda atacar um arsenal dos rebeldes americanos em Concord. Em 19 de abril, soldados britânicos se defrontam com uma milícia rebelde e os dois lados dão os primeiros tiros da guerra.

No início, o conflito é uma espécie de guerra civil dentro do Império Britânico. Para o rei George III, apenas mais uma revolta colonial. Já os colonos lutam por direitos iguais como cidadãos britânicos. Mas o Parlamento de Westminster se nega a negociar com os rebeldes e contrata mercenários alemães para lutar ao lado das forças imperiais.

Em janeiro de 1776, o grande herói revolucionário inglês Thomas Paine, que mais tarde lutaria pela Revolução Francesa e seria eleito deputado da Assembleia Nacional da França, lança o livro Senso Comum, em que defende a independência dos EUA. O livro vende 500 mil cópias em meses. Paine é o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

Na primavera daquele ano no Hemisfério Norte, a independência conquista o apoio das colônias. Começa a redação da Declaração de Independência. O texto é principalmente obra de Thomas Jefferson. Ao justificar a independência, ele recorre ao filósofo liberal inglês John Locke e suas ideias de direitos naturais e que os governos devem ter o consentimento dos governados.

Um dos trechos mais famosos diz: "Nós acreditamos que estas verdades são autoevidentes, que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade."

Em 2 de julho de 1776, o Congresso Continental aprova uma moção da Virgínia pela independência. Dois dias depois, as outras 12 colônias aderem e a independência dos EUA é proclamada.

MORTE DE PAIS DA PÁTRIA 

   Em 1826, morrem os ex-presidentes John Adams (dir.) e Thomas Jefferson, os dois últimos sobreviventes dos pais da pátria que fundaram os Estados Unidos.


De aliados na luta pela independência, eles viram inimigos políticos. Adams (1797-1801) é o segundo presidente dos EUA. Precede Jefferson (1801-9), que é seu vice-presidente e o vence, impedindo a reeleição. 

O rompimento ocorre no governo Adams, favorável a um governo central forte, enquanto Jefferson quer dar mais poder aos estados. Eles só reatam as as relações em 1812 e aí trocam correspondências até o fim da vida.

FOLHAS DE WALT WHITMAN

    Em 1855, sai a primeira edição de Folhas das Folhas da Relva, de Walt Whitman, o maior clássico de um dos maiores poetas da literatura norte-americana. Ele revisa o livro várias vezes, acrescentando algo ou reescrevendo seus poemas.

Whitman nasce em Long Island e é criado no Brooklyn, em Nova York. Aos 14 anos, deixa a escola. Para sobreviver como autor, é professor, jornalista, editor e carpinteiro. 

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), o irmão dele é ferido. Whitman vai cuidar do irmão e passa o resto da guerra confortando soldados do Norte e do Sul. Depois da guerra, trabalha em vários departamentos do governo dos EUA.

FERAS DO PUNK ROCK

    Em 1976, a banda de rock britânica The Clash, uma das melhores do punk, faz sua primeira apresentação num pub em Sheffield, na Inglaterra, ao fazer o show de abertura para os Sex Pistols.

The Clash, formado por Joe Strummer, Mike Jones, Paul Simonon, Terry Chimes e Nick Headon, é uma das muitas bandas que surgiram sob a inspiração dos Sex Pistols. Ao contrário dos Pistols, que são anarquistas e niilistas, e querem destruir o rock e tudo o mais, The Clash quer salvar o rock com letras politizadas de esquerda, inclusive com um álbum triplo chamado Sandinista, homenagem aos revolucionários que tomam o poder na Nicarágua em 1979.

Depois de alguns LPs sem muito sucesso, The Clash se dissolve em 1986. Quando uma de suas músicas, Should Stay or Should I go, chega tardiamente ao primeiro lugar nas paradas de sucesso no Reino Unido, em 1991, a banda recebe proposta para voltar a tocar junta. Ao contrário dos Sex Pistols, rejeita.

O grupo, considerado por muitos a melhor banda punk, entra para o Rock and Roll Hall of Fame em 2003.

MISSÃO DE PESQUISA EM MARTE

    Em 1997, depois de percorrer 192 milhões de quilômetros em sete meses, o Pathfinder é a primeira nave espacial americana a pousar em Marte em mais de duas décadas. A espaçonave usa um sistema de paraquedas para suavizar a descida e o pouso.

No dia seguinte, sai da nave o Soujourn, um equipamento controlado por controle remoto para passear pela superfície da marte, tirar 10 mil fotos e recolher amostras para descobrir quais os elementos químicos das rochas e do solo do Planeta Vermelho.

A missão de US$ 150 milhões é considerada um sucesso.

BÓSON DE HIGGS

    Em 2012, cientistas do Grande Colisor de Hádrons do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares anunciam haver detectado sinais do bóson de Higgs, uma partícula subatômica descrita na teoria chamada de "partícula de Deus" por ser essencial para formação de massa.

O bóson de Higgs é perseguido pela ciência desde que foi descrito na teoria pelo cientista escocês Peter Higgs, em 1964. Seu descobrimento no mundo real só é possível graças ao Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo.

O laboratório fica num túnel de 27 quilômetros de circunferência situado a 175 metros de profundidade na fronteira entre a França e a Suíça, perto da cidade suíça de Genebra.

sábado, 31 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 31 de Maio

  NASCE WALT WHITMAN 

    Em 1819, nasce Walt Whitman, um dos maiores poetas da literatura americana, autor de Folhas das Folhas da Relva.

FIM DA GUERRA DOS BÔERES

    Em 1902, com a assinatura do Tratado de Vereeniging, termina a Segunda Guerra dos Bôeres, na África do Sul, com a vitória do Império Britânico.

A maior e mais custosa guerra do Reino Unido desde as guerras napoleônicas começa em 11 de novembro de 1899 e é travada por exércitos desiguais. Os britânicos tem 500 mil homens contra 88 mil mil bôeres, os camponeses que origem holandesa e francesa que formam o povo africâner.

A principal causa da guerra é a ambição imperial de assumir o controle sobre as minas de ouro de Witwatersrand, que ficam na República Sul-Africana, na região do Transvaal, aliada do Estado Livre de Orange. Os britânicos alegam estar exercendo sua suserania estabelecida nas convenções de Pretória (1881) e de Londres (1885).

Apesar da vantagem no número de homens, os britânicos lutam num país hostil com terreno acidentado. Em posição defensiva, os bôeres usam rifles modernos para conter o avanço inimigo. É uma prévia da guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Mais de 22 mil britânicos morrem e 934 desaparecem, e 6.189 boêres são mortos. Os britânicos chamam os boêres de "tribo branca da África" e os internam em campos de concentração, que haviam sido usados pela Espanha contra a luta contra a independência de Cuba.

BATALHA DE JUTLÂNDIA

    Em 1916, começa a maior batalha naval da Primeira Guerra Mundial, a Batalha da Jutlândia, travada no Mar do Norte, perto da Dinamarca, pela Grande Frota da Marinha Real Britânica, sob o comando do almirante John Jellicoe, e a Frota de Alto Mar do Império Alemão, sob a liderança do vice-almirante Reinhard Scheer.

As duas armadas evitam o confronto no início da guerra. O Reino Unido tem a maior marinha de guerra do mundo e quer manter o inimigo longe das Ilhas Britânicas e das rotas de navegação do Oceano Atlântico, mas a Alemanha tem submarinos, que usa para tentar reduzir o tamanho da frota britânica até ter condições de vencê-las.

Na tarde de 31 de maio, as esquadras de cruzadores do vice-almirante britânico David Beatty encontram os cinco cruzadores do grupo de reconhecimento rápido do vice-almirante Franz Hipper muito antes do que os alemães esperam. Mas os alemães conseguem atrair os britânicos para a rota da Frota de Alto Mar.

Ao avistar a esquadra alemã, que os britânicos não sabem que está em mar aberto, Beatty recua e as forças da Alemanha saem em perseguição. À noite, as duas frotas, com um total de 250 navios, se enfrentam duas vezes; 14 navios britânicos e 11 alemães vão a pique.

Durante a noite, Jellicoe tenta afastar os alemães de suas bases, mas Scheer rompe o cerco e volta para o porto. Os dois lados cantam vitória, mas o resultado é inconclusivo. Os britânicos perdem 6.094 soldados, 28 couraçados, 9 cruzadores de batalha, 8 cruzadores blindados, 26 cruzadores rápidos, 78 contratorpedeiros, 1 navio lança-minas e 1 porta-aviões. Os alemães, 22 couraçados, 5 cruzadores de batalha, 11 cruzadores rápidos e 61 contratorpedeiros. 

MASSACRE DE TULSA 

    Em 1921, começa o Massacre de Tulsa, em Oklahoma, o maior ataque isolado contra negros da história dos Estados Unidos.

Uma malta de supremacistas brancos ataca uma delegacia onde está preso Dick Rowland, acusado de agressão contra uma jovem ascensorista branca. Os negros ajudam a polícia a defender a delegacia. 

A malta branca segue então para Greenwood, o bairro negro da cidade, na época chamada de "capital mundial do petróleo", onde fica a Wall Street Negra, referência ao centro financeiro de Nova York. Durante 18 horas, os terroristas brancos arrasam o bairro negro, destruindo casas, lojas, hotéis e hospitais. Cerca de 300 negros são mortos.

EICHMANN ENFORCADO

    Em 1962, o carrasco nazista Adolf Eichmann, um dos criminosos de guerra do Holocausto, é enforcado em Telavive, depois de fugir em 1946 de um campo de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e viver clandestinamente por 14 anos até ser preso na Argentina em 11 de maio de 1960 e levado secretamente para julgamento em Israel.

Eichmann nasce em Solingen em 19 de março de 1906. Durante a Primeira Guerra Mundial, a família se muda para Linz, na Áustria. Antes de entrar para o Partido Nazista, ele leva uma vida desinteressante. Trabalha como vendedor em uma companhia de petróleo e perde o emprego na Grande Depressão (1929-39).

Ele entra para o Partido Nazista em abril de 1932 em Linz e sobe rapidamente na hierarquia. Em novembro, se torna membro da SS, a força paramilitar do partido, sob o comando de Heinrich Himmler. Em 1933, Eichmann sai de Linz para a escola de terrorismo da Legião Austríaca em Lechfeld, na Alemanha.

De janeiro a outubro de 1934, ele serve na unidade da SS no campo de concentração de Dachau. De lá vai para o escritório central da SS em Berlim, onde trabalha para o serviço secreto na seção de assuntos judaicos.

Depois da anexação da Áustria pela Alemanha Nazista, em março de 1938, Eichmann é enviado para Viena para "livrar" a cidade de judeus. Um ano depois, vai para Praga cumprir a mesma missão na Tcheco-Eslováquia. Ao criar o Escritório Central de Segurança do Reich, Himmler nomeia Eichmann para a seção sobre judeus em Berlim.

Quando os nazistas aprovam a "solução final da questão judaica", o extermínio dos judeus da Europa, na Conferência de Wannsee, in Berlim, em 20 de janeiro de 1942, Eichmann é o grande executor. Coordena a prisão e a deportação de judeus para campos de concentração e centros de extermínio.

No fim da guerra, Eichmann é capturado, mas consegue fugir de um campo de prisioneiros em 1946 e vai para a Áustria e a Espanha até se fixar na Argentina em 1958. Ele é localizado e preso perto de Buenos Aires em 11 de maio de 1960 e retirada secretamente do país e levado para Israel nove dias depois.

Seu julgamento pelo Estado de Israel, fundado em 1948, três anos depois do fim da guerra, recebe crítica de ser Justiça pós-fato, porque as leis e a Justiça de Israel não existem quando os crimes são cometidos. Há apelos para que o julgamento seja na Alemanha ou num tribunal internacional. Mas Israel insiste em julgar Eichmann. Vê uma oportunidade de educar as novas gerações sobre o Holocausto.

Eichmann alega não ser antissemita, mas apenas um burocrata que cumpriu rigorosamente as ordens. Diz que leu O Estado Judeu, de Theodor Herzl, livro que lança o moderno sionismo, o movimento nacional do povo judeu, e não Minha Luta, de Adolf Hitler. Nega até mesmo que seu escritório tivesse responsabilidade pelo extermínio dos judeus.

Seis milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população de judeus da Europa, no que é considerado o pior genocídio da história, além de 1,5 milhão e meio de ciganos, e ainda socialistas, comunistas, anarquistas, negros e oposicionistas do regime nazista.

O julgamento vai de 11 de abril a 15 de dezembro de 1961, quando Eichmann é condenado à morte na forca.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 4 de Julho

 INDEPENDÊNCIA DOS EUA

      Em 1776, 442 dias depois do início da guerra contra o Império Britânico, o Congresso Continental aprova na Filadélfia a Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Assim como a Revolução Francesa de 1789, a independência dos EUA têm raízes na Guerra dos Sete Anos (1756-63), travada na América do Norte, na África, na Ásia e na Europa entre a França, a Áustria, a Rússia, a Saxônia e a Suécia, de um lado; e o Reino Unido, Portugal, a Prússia e o reino de Hanôver, do outro. 

Na França, enfraquece a monarquia. No Império Britânico, leva a aumentos de impostos nas colônias norte-americanas com a Lei do Selo de 1765. 

Os colonos norte-americanos sustentam o esforço de guerra do Império Britânico com sangue, suor, vidas e impostos. Dão sua cota de sacrifício. Protestam com o lema: "Não à taxação sem representação". Se não tinham voto no Parlamento Britânico, não queriam pagar mais impostos aprovados em Londres. Além de boicote a produtos britânicos, há ataques a alfândegas e coletores de impostos.

A Lei do Chá, de 1773, feita sob medida para salvar a Companhia das Índias Orientais, dá à empresa vantagens fiscais e o monopólio do comércio do chá na América. Em protesto, em 16 de dezembro de 1773, milhares de pessoas tomam o porto de Boston e cerca de 70, vestidas de índios, invadem um navio e jogam a carga de chá no mar. O episódio é conhecido como a Festa do Chá de Boston, que inspirou movimento de direita contra o governo Barack Obama (2009-17).

Em resposta, o Parlamento Britânico aprova a Lei Coercitiva e instala um governo militar britânico na colônia de Massachusetts, em 1774.  Dá imunidade aos funcionários britânicos. Para dar unidade à luta contra o Império Britânico. os colonos americanos convocam então o Congresso Continental, que se reúne pela primeira vez em 5 de setembro 1774.

A Guerra da Independência (1775-83) começa em abril de 1775, quando o governador britânico de Massachusetts manda atacar um arsenal dos rebeldes americanos em Concord. Em 19 de abril, soldados britânicos se defrontam com uma milícia rebeldes e os dois lados dão os primeiros tiros da guerra.

No início, o conflito é uma espécie de guerra civil dentro do Império Britânico. Para o rei George III, apenas mais uma revolta colonial. Já os colonos lutam por direitos iguais como cidadãos britânicos. Mas o Parlamento de Westminster se nega a negociar com os rebeldes e contrata mercenários alemães para lutar ao lado das forças imperiais.

Em janeiro de 1776, o grande herói revolucionário inglês Thomas Paine, que mais tarde lutaria pela Revolução Francesa e seria eleito deputado da Assembleia Nacional da França, lança o livro Senso Comum, em que defende a independência dos EUA. O livro vende 500 mil cópias em meses. Paine é o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

Na primavera daquele ano no Hemisfério Norte, a independência conquista o apoio das colônias. Começa a redação da Declaração de Independência. O texto é principalmente obra de Thomas Jefferson. Ao justificar a independência, ele recorre ao filósofo liberal inglês John Locke e suas ideias de direitos naturais e que os governos devem ter o consentimento dos governados.

Um dos trechos mais famosos diz: "Nós acreditamos que estas verdades são autoevidentes, que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade."

Em 2 de julho de 1776, o Congresso Continental aprova uma moção da Virgínia pela independência. Dois dias depois, as outras 12 colônias aderem e a independência dos EUA é proclamada.

MORTE DE PAIS DA PÁTRIA 

   Em 1826, morrem os ex-presidentes John Adams (dir.) e Thomas Jefferson, os dois últimos sobreviventes dos pais da pátria que fundaram os Estados Unidos.


De aliados na luta pela independência, eles viram inimigos políticos. Adams (1797-1801) é o segundo presidente dos EUA. Precede Jefferson (1801-9), que é seu vice-presidente e o vence, impedindo a reeleição. 

O rompimento ocorre no governo Adams, favorável a um governo central forte, enquanto Jefferson queria dar mais poder aos estados. Eles só reatam as as relações em 1812 e aí trocam correspondências até o fim da vida.

FOLHAS DE WALT WHITMAN

    Em 1855, sai a primeira edição de Folhas das Folhas da Relva, de Walt Whitman, o maior clássico de um dos maiores poetas da literatura norte-americana. Ele revisa o livro várias vezes, acrescentando algo ou reescrevendo seus poemas.

Whitman nasce em Long Island e é criado no Brooklyn, em Nova York. Aos 14 anos, deixa a escola. Para sobreviver como autor, é professor, jornalista, editor e carpinteiro. 

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), o irmão dele é ferido. Whitman vai cuidar do irmão e passa o resto da guerra confortando soldados do Norte e do Sul. Depois da guerra, trabalha em vários departamentos do governo dos EUA.

FERAS DO PUNK ROCK

    Em 1976, a banda de rock britânica The Clash, uma das melhores do punk, faz sua primeira apresentação num pub em Sheffield, na Inglaterra, ao fazer o show de abertura para os Sex Pistols.

The Clash, formado por Joe Strummer, Mike Jones, Paul Simonon, Terry Chimes e Nick Headon, é uma das muitas bandas que surgiram sob a inspiração dos Sex Pistols. Ao contrário dos Pistols, que são anarquistas e niilistas, e querem destruir o rock e tudo o mais, The Clash quer salvar o rock com letras politizadas de esquerda, inclusive com um álbum triplo chamado Sandinista, nome dos revolucionários que tomam o poder na Nicarágua em 1979.

Depois de alguns LPs sem muito sucesso, The Clash se dissolve em 1986. Quando uma de suas músicas, Should Stay or Should I go, chega tardiamente ao primeiro lugar nas paradas de sucesso no Reino Unido, em 1991, a banda recebe proposta para voltar a tocar junta. Ao contrário dos Sex Pistols, rejeita.

O grupo, considerado por muitos a melhor banda punk, entra para o Rock and Roll Hall of Fame em 2003.

MISSÃO DE PESQUISA EM MARTE

    Em 1997, depois de percorrer 192 milhões de quilômetros em sete meses, o Pathfinder é a primeira nave espacial americana a pousar em Marte em mais de duas décadas. A espaçonave usa um sistema de paraquedas para suavizar a descida e o pouso.

No dia seguinte, sai da nave o Soujourn, um equipamento controlado por controle remoto para passear pela superfície da marte, tirar 10 mil fotos e recolher amostras para descobrir quais os elementos químicos das rochas e do solo do Planeta Vermelho.

A missão de US$ 150 milhões é considerada um sucesso.

BÓSON DE HIGGS

    Em 2012, cientistas do Grande Colisor de Hádrons do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares anunciam haver detectado sinais do bóson de Higgs, uma partícula subatômica descrita na teoria chamada de "partícula de Deus" por ser essencial para formação de massa.

O bóson de Higgs é perseguido pela ciência desde que foi descrito na teoria pelo cientista escocês Peter Higgs, em 1964. Seu descobrimento no mundo real só é possível graças ao Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo.

O laboratório fica num túnel de 27 quilômetros de circunferência situado a 175 metros de profundidade na fronteira entre a França e a Suíça, perto da cidade suíça de Genebra.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 31 de Maio

 NASCE WALT WHITMAN 

    Em 1819, nasce Walt Whitman, um dos maiores poetas da literatura norte-americana, autor de Folhas das Folhas da Relva.

FIM DA GUERRA DOS BÔERES

    Em 1902, com a assinatura do Tratado de Vereeniging, termina a Segunda Guerra dos Bôeres, na África do Sul, com a vitória do Império Britânico.

A maior e mais custosa guerra do Reino Unido desde as guerras napoleônicas começa em 11 de novembro de 1899 e é travada por exércitos desiguais. Os britânicos tem 500 mil homens contra 88 mil mil bôeres, os camponeses que origem holandesa e francesa que formam o povo africâner.

A principal causa da guerra é a ambição imperial de assumir o controle sobre as minas de ouro de Witwatersrand, que ficam na República Sul-Africana, na região do Transvaal, aliada do Estado Livre de Orange. Os britânicos alegam estar exercendo sua suserania estabelecida nas convenções de Pretória (1881) e de Londres (1885).

Apesar da vantagem no número de homens, os britânicos lutam num país hostil com terreno acidentado. Em posição defensiva, os bôeres usam rifles modernos para conter o avanço inimigo. É uma prévia da guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Mais de 22 mil britânicos morrem e 934 desaparecem, e 6.189 boêres são mortos. Os britânicos chamam os boêres de "tribo branca da África" e os internam em campos de concentração, que haviam sido usados pela Espanha contra a luta contra a independência de Cuba.

MASSACRE DE TULSA 

    Em 1921, começa o Massacre de Tulsa, em Oklahoma, o maior ataque isolado contra negros da história dos Estados Unidos.

Uma malta de supremacistas brancos ataca uma delegacia onde está preso Dick Rowland, acusado de agressão contra uma jovem ascensorista branca. Os negros ajudam a polícia a defender a delegacia. 

A malta branca segue então para Greenwood, o bairro negro da cidade, na época chamada de "capital mundial do petróleo", onde fica a Wall Street Negra, referência ao centro financeiro de Nova York. Durante 18 horas, os terroristas brancos arrasam o bairro negro, destruindo casas, lojas, hotéis e hospitais. Cerca de 300 negros são mortos.

EICHMANN ENFORCADO

    Em 1962, o carrasco nazista Adolf Eichmann, um dos criminosos de guerra do Holocausto, é enforcado em Telavive, depois de fugir em 1946 de um campo de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e viver clandestinamente por 14 anos até ser preso na Argentina em 11 de maio de 1960 e levado secretamente para julgamento em Israel.

Eichmann nasce em Solingen em 19 de março de 1906. Durante a Primeira Guerra Mundial, a família se muda para Linz, na Áustria. Antes de entrar para o Partido Nazista, ele leva uma vida desinteressante. Trabalha como vendedor em uma companhia de petróleo e perde o emprego na Grande Depressão (1929-39).

Ele entra para o Partido Nazista em abril de 1932 em Linz e sobe rapidamente na hierarquia. Em novembro, se torna membro da SS, a força paramilitar do partido, sob o comando de Heinrich Himmler. Em 1933, Eichmann sai de Linz para a escola de terrorismo da Legião Austríaca em Lechfeld, na Alemanha.

De janeiro a outubro de 1934, ele serve na unidade da SS no campo de concentração de Dachau. De lá vai para o escritório central da SS em Berlim, onde trabalha para o serviço secreto na seção de assuntos judaicos.

Depois da anexação da Áustria pela Alemanha Nazista, em março de 1938, Eichmann é enviado para Viena para "livrar" a cidade de judeus. Um ano depois, vai para Praga cumprir a mesma missão na Tcheco-Eslováquia. Ao criar o Escritório Central de Segurança do Reich, Himmler nomeia Eichmann para a seção sobre judeus em Berlim.

Quando os nazistas aprovam a "solução final da questão judaica", o extermínio dos judeus da Europa, na Conferência de Wannsee, in Berlim, em 20 de janeiro de 1942, Eichmann é o grande executor. Coordena a prisão e a deportação de judeus para campos de concentração e centros de extermínio.

No fim da guerra, Eichmann é capturado, mas consegue fugir de um campo de prisioneiros em 1946 e vai para a Áustria e a Espanha até se fixar na Argentina em 1958. Ele é localizado e preso perto de Buenos Aires em 11 de maio de 1960 e retirada secretamente do país e levado para Israel nove dias depois.

Seu julgamento pelo Estado de Israel, fundado em 1948, três anos depois do fim da guerra, recebe crítica de ser Justiça pós-fato, porque as leis e a Justiça de Israel não existem quando os crimes são cometidos. Há apelos para que o julgamento seja na Alemanha ou num tribunal internacional. Mas Israel insiste em julgar Eichmann. Vê uma oportunidade de educar as novas gerações sobre o Holocausto.

Eichmann alega não ser antissemita, mas apenas um burocrata que cumpriu rigorosamente as ordens. Diz que leu O Estado Judeu, de Theodor Herzl, livro que lança o moderno sionismo, o movimento nacional do povo judeu, e não Minha Luta, de Adolf Hitler. Nega até mesmo que seu escritório tivesse responsabilidade pelo extermínio dos judeus.

Seis milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população de judeus da Europa, no que é considerado o pior genocídio da história, além de 1,5 milhão e meio de ciganos, e ainda socialistas, comunistas, anarquistas, negros e oposicionistas ao regime nazista.

O julgamento vai de 11 de abril a 15 de dezembro de 1961, quando Eichmann é condenado à morte na forca.