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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Irã nega ligação com terroristas do Canadá

O regime fundamentalista do Irã negou ontem qualquer ligação com dois suspeitos presos no Canadá sob a acusação de planejar um atentado terrorista contra um trem que faz a rota Toronto-Nova York.

"Se esse plano tivesse sido realizado, muitos inocentes seriam mortos ou feridos", declarou James Malizia, da Real Polícia Montada do Canadá, citado pela agência de notícias Reuters.

As autoridades canadenses acusam Chiheg Esseghaier, de Montreal, e Raid Jasser, de Toronto, de ter recebido ordens de membros da rede terrorista Al Caeda baseados no Irã, mas não acusam a república islâmica de participar da conspiração.

O Ministério do Exterior iraniano negou qualquer ligação com a rede Al Caeda, que é sunita e professa um fundamentalismo islâmico salafista, inspirado no wahabismo da Arábia Saudita, adversário do xiismo majoritário no Irã. Mas eles têm inimigos comuns, os Estados Unidos e o Ocidente, e o aiatolá Ruhollah Khomeini teve na obra do egípcio Said Kutub, ideólogo d'al Caeda, uma das principais fontes de suas ideias políticas.

Eles são adversários políticos na luta pela supremacia interna da Uma, o conjunto de todos os muçulmanos, mas sempre podem se aliar contra inimigos comuns.

domingo, 27 de junho de 2010

G-20 admite fragilidade da recuperação

Os líderes do Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) admitiram, na reunião de cúpula que termina hoje em Toronto, no Canadá, que a recuperação da economia mundial é frágil. Mas não chegaram a um acordo para coordenar os esforços no combate à crise.

Enquanto os Estados Unidos, o Brasil e os outros países emergentes querem destaque no documento final para políticas de estímulo ao crescimento, a Europa está mais preocupada em cortar gastos para reduzir os déficits orçamentários.

O Brasil, os demais emergentes, o Japão e o Canadá não aceitam a introdução de impostos sobre os lucros dos bancos e as transações financeiras internacionais.

Além disso, os países em desenvolvimento querem mais voz e mais votos nas instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Com a ausência do presidente Lula, que ficou no Brasil a pretexto de combater a enchente no Nordeste, a presidente da Argentna, Cristina Kirchner, foi a porta-voz dos governos latino-americanos. Ela defendeu a proposta de investir no crescimento, citando como exemplo a crise argentina de 2001.

Na época, o governo argentino fez várias tentativas de equilibrar as contas públicas sem sucesso, o que levou ao colapso da dolarização do peso.

A desvalorização e o congelamento das contas em dólares provocaram uma corrida bancária e o virtual colapso da economia do país

Como costuma acontecer nas reuniões de líderes mundiais, houve manifestações de protesto do movimento antiglobalização, anarquistas, esquerdistas, feministas, pacifistas e ecologista. Um grupo mais radical enfrentou a polícia e incendiou uma viatura.