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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Embaixador dá aula inaugural na FGV


O Centro de Relações Internacionais da FGV, sediado na Escola de Ciências Sociais e História (CPDOC), convida a todos para a Aula Inaugural da Formação Complementar em Relações Internacionais, dia 27 de fevereiro de 2012, às 15h30.

O palestrante será o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que atualmente ocupa o cargo Alto-Representante Geral do Brasil no Mercosul, e que tem uma trajetória intelectual e política de destaque, já tendo sido Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores e Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, bem como autor de diversos livros como "Quinhentos Anos de Periferia" e "Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes".

A aula versará sobre os principais rumos da atuação internacional brasileira frente às grandes transformações que vêm sendo observadas no mundo. 
Após a apresentação inicial do Embaixador Pinheiro Guimarães, será aberto o debate com o público presente. A mediação ficará por conta do Prof. Oliver Stuenkel.

O evento é gratuito e é necessário confirmar a participação via Facebook
(www.facebook.com/events/216821978415252/k) ou por meio do emailartur.lascala@fgv.br
O Centro de Relações Internacionais é sediado no CPDOC/Escola de Ciências Sociais e História da FGV. Mais informações em www.fgv.br/cpdoc/ri.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Brasil pode sair do Tratado de Não-Proliferação Nuclear

O Brasil pode abandonar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, afirmou ontem o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, ao falar sobre as principais questões na agenda global e seus reflexos sobre o Brasil no 6º Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, que se realiza até hoje na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro: "Se a Coréia do Norte pode denunciar o tratado, o Brasil também pode."
 
Pinheiro Guimarães faz parte de um núcleo duro do governo formado por militares nacionalistas o PS e o PCdoB que defende o desenvolvimento da energia nuclear para que o Brasil tenha a capacidade de fabricar a bomba atômica, se um dia isso for considerado necessário. 

Ele disse ainda que o governo Luiz Inácio Lula da Silva não tem contenciosos com os Estados Unidos: "Às vezes, os interesses não coincidem". Pinheiro Guimarães defendeu a política externa e negou que haja qualquer antiamericanismo no Itamaraty. 

Entre as principais questões do mundo de hoje, o secretário-geral do Itamaraty citou a emergência da China, com quem o Brasil não tem "divergências estratégicas"; as questões de governança global, especialmente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que descreveu como o centro do poder no mundo; o desarmamento e a não-proliferação nuclear, que na sua opinião aumentam as desigualdades no sistema internacional; o terrorismo, por enquanto distante do Brasil; e as políticas de desenvolvimento, no seu entender cada vez mais limitadas por acordos econômicos e comerciais.