A General Motors, que até o ano passado era o maior fabricante mundial de automóveis, teve perdas de US$ 30,9 bilhões em 2008 e anunciou 47 mil demissões no mundo inteiro.
No ano passado, a GM faturou US$ 149 bilhões, 17% a menos do que em 2007. Só no quarto trimestre, a companhia perdeu US$ 9,6 bilhões, acumulando um prejuízo de US$ 30,9 bilhões no ano.
Desde que começou a se reestruturar, sob a presidência de Rick Wagoner, a GM já perdeu US$ 82 bilhões. Sobrevive graças aos empréstimos de emergência de US$ 13,4 bilhões que recebeu do governo dos Estados Unidos em 2008. Precisa de mais US$ 16,6 bilhões, sendo US$ 4 bilhões para funcionar em março e abril.
Falida, a GM pediu ajuda aos governos de outros países onde têm fábricas. Mas a Alemanha não quer ajuda a Opel, que perdeu US$ 1,9 bilhão em 2008, nem a Suécia quer ajuda a Saab.
Hoje, na Europa, cerca de 60 mil trabalhadores do grupo GM fizeram uma greve de protesto em defesa do emprego.
Os sindicatos alemães querem separar a Opel da GM. Receberam o apoio do ministro do Exterior e líder do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), Franz-Walter Steinmeier. Mas isso pode custar US$ 11,5 bilhões.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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