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sábado, 30 de janeiro de 2010

Presidente do BC argentino renuncia

Depois de semanas de queda de braço com a presidente Cristina Kirchner, o presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado renunciou ontem, surpreendentemente.


Em 22 de dezembro, a presidente argentina pediu ao BC a transferência de US$ 6,6 bilhões das reservas do país para o Fundo Bicentenário, destinado a pagar a dívida externa do país, dentro de uma renegociação dos bônus da dívida caloteada em 2001, quando a dolarização da Era Menem (1989-99) entrou em colapso.


Diante da recusa de Redrado, Cristina o demitiu por decreto em 7 de janeiro, contrariando a lei que garante a independência do BC argentino, que exige que a nomeação ou afastamento de seu presidente passe pelo Congresso.


Nos últimos dias, Redrado vinha perdendo apoio político.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Juíza argentina tira urgência do caso do BC

A juíza argentina María José Sarmiento manteve hoje a suspensão de dois decretos da presidente Cristina Kirchner - um demitindo o presidente do Banco central e outro determinando o uso das reservas cambiais do país para pagar dívidas - e tirou a urgência do caso. Assim, o processo só terá solução daqui a uma semana.

Hoje, a presidente insistiu na proposta de usar as reservas para reduzir a dívida, alegando que assim as empresas argentinas terão mais facilidade para obter financiamento externo e a juros menos.

O governo da Argentina quer criar um fundo de US$ 6,5 bilhões para pagar e renegociar dívidas, de modo a melhorar o crédito externo do país. Na semana passada, depois que o presidente do BC, Martín Redrado, se recusou a transferir o dinheiro para o orçamento federa, Cristina Kirchner o demitiu por decreto, gerando uma crise institucional no país.

Como o banco central argentino é independente, o afastamento de seu presidente exige a aprovação do Congresso.

A oposição alega que o governo quer mesmo é mais dinheiro para aumentar os gastos públicos e melhorar suas chances para as eleições de 2011, quando será eleito o sucessor de Cristina. O candidato governista deve ser o ex-presidente Néstor Kirchner, marido de Cristina, que para muita gente é quem manda de fato na Argentina.

O economista Martín Redrado, reconduzido pela Justiça à presidência do BC argentino, declarou hoje ter todas as ferrramentas necessárias para "manter a estabilidade financeira e a previsibilidade cambial durante a crise".

sábado, 9 de janeiro de 2010

Justiça impõe dupla derrota a Cristina Kirchner

A juíza María José Sarmiento suspendeu ontem o decreto da presidente Cristina Kirchner que demitiu o presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, e o projeto do governo de pegar US$ 6,6 bilhões das reservas cambiais do país para criar um fundo de pagamento de dívidas. Redrado foi reconduzido ao cargo para concluir seu mandato, que termina em setembro.

Ao justificar a decisão, a juíza alegou que a troca do presidente do BC teria de passar pelo Congresso argentino, onde Cristina perdeu a maioria nas eleições de junho de 2009. O banco tem autonomia desde 1992, no governo, mas vários presidentes foram forçados a sair durante este período.

Durante um evento realizado na cidade de Avellaneda, na Grande Buenos Aires, Cristina Kirchner justificou a decisão dizendo que "é muito melhor para o país usar as reservas para pagar a dívida do que tomar dinheiro emprestado a juros de 14%, 15% ao ano. Quaquer criança que tenha feito escola primária sabe disso".

Mais uma vez, ela acusou a oposição e o vice-presidente Julio Cobos, pré-candidato a presidente em 2011 pela União Cívica Radical, de conspirarem contra seu governo: "Se não sabem governar, que deixem-nos governar. Justo aqueles que esvaziaram as reservas do BC agora querem nos acusar".

Num comentário irônico sobre a incompetência do sistema político argentino para produzir governos que desenvolvam o país, um empresário local comentou: "No mundo inteiro, as crises geram oportunidades; na Argentina, as oportunidades geram crises."

Quando soube da decisão, Redrado festejou: "Fez-se justiça. Vamos voltar ao trabalho."

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cristina demite chefe do BC argentino por decreto

A presidente Cristina Kirchner demitiu hoje por decreto o presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, que se negou a transferir US$ 6,5 blhões das reservas do país em moedas fortes, de US$ 48 bilhões, para um fundo destinado a pagar a dívida argentina.

Ontem, Cristina Kirchner pressionou Redrado a renunciar ao cargo. Ele rejeitou a pressão e agora promete recorrer à Justiça.

Como o BC argentino é independente por causa das reformas liberais do governo Carlos Menem (1989-99), seu presidente só pode ser afastado por decisão do Congresso, onde o atual governo perdeu a maioria nas eleições parlamentares de meio de mandato, em junho de 2008.

Cristina Kirchner tinha pedido ontem a renúncia de Medrado. Sem sucesso, decidiu afastá-lo por decreto alegando "má conduta" e "não descumprimento dos deveres de funcionário público".

Ao comentar a decisão, Redrado afirmou que vai à Justiça alegando que a decisão é inconstitucional e que pretende "continuar trabalhando pela estabilidade monetária e financeira, e a previsibilidade cambial".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cristina que mudar presidente do BC argentino

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pediu hoje a demissão do presidente do Banco Central, Martín Redrado, mas este se negou a deixar o cargo, gerando uma crise institucional no país.

No fim do ano passado, o governo Cristina Kirchner decidiu criar um fundo de US$ 6,59 bilhões tirados das reservas em moedas fortes, de cerca de US$ 45 bilhões, para garantir o pagamento da dívida do país.

O pedido, encaminhado a Redrado em 22 de dezembro de 2009, foi rejeitado.

Cristina gostaria de renegociar os títulos da dívida caloteada na crise de 2001-02 para facilitar o acesso da Argentina ao mercado financeiro internacional. Mas o presidente do BC não concordou.