A população dos Estados Unidos cresceu 0,7% em 2016, o ritmo mais fraco desde 1937, quando houve um segundo pico da Grande Depressão (1929-39), revelou ontem o Birô do Censo. O número total de habitantes do país chegou a 323,1 milhões.
É o terceiro país mais populoso do mundo, atrás da China (1,38 bilhão) e da Índia (1,31 bilhão). O Brasil é o quinto com quase 207 milhões. Pela estimativa das Nações Unidas, a população total da Terra chegou a 7,5 bilhões.
Os dados mostram que os americanos estão deixando estados do Norte e indo para o Oeste. Utah, Nevada e Idaho lideram o crescimento populacional. Illinois, Nova York e a Pensilvânia estão entre os estados que mais perderam habitantes, com Illinois em primeiro lugar.
Neste ano, cerca de 593 mil pessoas deixaram o Noroeste e o Meio-Oeste para se mudar para o Sul e para o Oeste. Com o fim da crise de 2008, o aumento da oferta de empregos e a recuperação dos preços dos imóveis, a mobilidade dos americanos está de volta.
Desde o ano passado, o Censo identifica uma migração interna rumo a estados mais ensolarados, como a Flórida ou o Arizona, que recebem grande quantidade de idosos. Utah ganhou 61 mil habitantes, cerca de 2% do total, de 3,1 milhões, por causa de aumento da oferta de empregos no setor de alta tecnologia, com impacto sobre a procura de casas e vagas em escolas.
"Há uma nova economia sendo criada depois da carnificina da Grande Recessão e em váras áreas deste novo crescimento Utan parece estar na frente", comendou a professora Pamela Perlich, diretora de pesquisas demográficas do Instituto de Política Kem Gardner da Universidade de Utah. "Há 40 anos, éramos muito isolados e muito mais paroquiais aqui."
No Texas, de 27,9 milhões de habitantes, responsável por 19% do crescimento populacional dos EUA, pesaram a entrada de imigrantes e também a migração interna.
Ao todo, oito estados perderam população. Além de Nova York, Illinois e Pensilvânia, Connecticut, Mississípi, Vermont, Virgínia Ocidental e Wyoming.
O Censo revisou para baixo em cerca de 10% suas estimativas sobre o número de imigrantes desde 2010. Neste ano, o total deve ser de 999 mil, 4% a menos do que no ano passado.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
População dos EUA é igual a π x 300 milhões
Na terça-feira, 14 de agosto de 2012, a população dos Estados Unidos atingiu um marco matemático importante. Pelas projeções do Birô do Censo, às 14h29 pela hora local, 15h29 em Brasília, o total de residentes no país chegou a 314.159.265.
É o número da letra grega pi ou π vezes 300 milhões.
O número π, 3,14159265, é uma constante matemática que resulta da divisão da circunferência pelo diâmetro de um círculo.
É o número da letra grega pi ou π vezes 300 milhões.
O número π, 3,14159265, é uma constante matemática que resulta da divisão da circunferência pelo diâmetro de um círculo.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Metade dos americanos é pobre ou tem renda baixa
Sob pressão da pior crise econômica do país desde a Grande Depressão (1929-39), quase metade dos americanos vive na pobreza ou tem renda baixa. Os números do último censo confirmam a redução da orgulhosa classe média que era ampla maioria da população dos Estados Unidos.
"As redes de proteção social, como cupons de alimentação e devoluções de imposto de renda, ajudaram a conter o aumento da pobreza em 2010, mas muitas famílias de empregados de baixa renda são consideradas ricas demais para ter direito a benefícios", comenta Sheldon Danziger, professor de políticas públicas especializado em pobreza da Universidade de Michigan, citado pelo jornal digital The Huffington Post.
"As redes de proteção social, como cupons de alimentação e devoluções de imposto de renda, ajudaram a conter o aumento da pobreza em 2010, mas muitas famílias de empregados de baixa renda são consideradas ricas demais para ter direito a benefícios", comenta Sheldon Danziger, professor de políticas públicas especializado em pobreza da Universidade de Michigan, citado pelo jornal digital The Huffington Post.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Renda familiar tem maior queda em 41 anos nos EUA
A renda média das famílias americanas teve no ano passado a maior queda desde 1967, de 3,6%, para pouco mais de US$ 50 mil por ano.
Os dados, revelados pelo censo, indicam que o percentual de pessoas vivendo na pobreza nos Estados Unidos subiu de 12,5% para 13,2% em 2008.
Na semana passada, caiu o número de novos pedidos de seguro-desemprego, mas julho foi o mês com menos empregos gerados desde 2000, quando o Departamento do Trabalho começou a fazer a pesquisa: foram só 2,4 milhões.
Os dados, revelados pelo censo, indicam que o percentual de pessoas vivendo na pobreza nos Estados Unidos subiu de 12,5% para 13,2% em 2008.
Na semana passada, caiu o número de novos pedidos de seguro-desemprego, mas julho foi o mês com menos empregos gerados desde 2000, quando o Departamento do Trabalho começou a fazer a pesquisa: foram só 2,4 milhões.
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