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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 1º de Setembro

INÍCIO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

    Em 1939, a Alemanha Nazista bombardeia o porto de Gdansk (Danzig para os alemães) e invade a Polônia com sua blitzkrieg, um ataque-relâmpago com aviação e tanques de alta velocidade, dando início à Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler quer recuperar territórios com base na tese nazista de que onde tem alemães é Alemanha. No Brasil, o comentário na época é que assim acabaria em São Leopoldo e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

O Exército da Polônia tem mais de 1 milhão de soldados, mas não tem condições de competir tecnologicamente com a Alemanha e o Pacto Germano-Soviético, assinado nove dias antes, deixa a União Soviética neutra. O ditador Josef Stalin quer mais tempo para preparar a guerra contra Hitler, que considera inevitável.

Em 3 de setembro, em resposta à invasão da Polônia, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha. Depois de conquistar a Europa Ocidental, menos o Reino Unido, em 1940, Hitler invade a URSS em 22 de junho de 1941, seu maior erro, que levaria à derrota. Mais de 80% das tropas alemãs são derrotadas na frente oriental.

KADAFI DÁ GOLPE NA LÍBIA

    Em 1969, o coronel Muamar Kadafi derruba o rei Idris I, se torna ditador da Líbia e impõe uma ditadura socialista que dura até a chamada Primavera Árabe, em 2011, quando é deposto e morto pelos rebeldes apoiados por uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

FISCHER É CAMPEÃO MUNDIAL DE XADREZ

    Em 1972, Bobby Fischer vence em Reikjavik, na Islândia, o russo Boris Spassky e se torna o primeiro americano a ganhar o campeonato mundial de xadrez, acabando com o virtual monopólio da União Soviética.

Em plena Guerra Fria, o embate é enquadrado na grande competição estratégica entre os EUA e a URSS na segunda metade do século 20. Fischer não vai à cerimônia de abertura em 1º de julho. Exige mais dinheiro. Muda de ideia ao receber um telefonema do assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Henry Kissinger, que lhe disse; "Os EUA querem que você vá lá e bata os russos."

Fischer perde o título em 1975 para o soviético Anatoli Karpov por se negar a disputar as partidas depois de fazer exigências não atendidas.

URSS ABATE JUMBO SUL-COREANO

    Em 1983, a Força Aérea da União Soviética derruba um Boeing 747 da companhia aérea sul-coreana Korean Air, matando as 269 pessoas a bordo, inclusive um deputado federal dos Estados Unidos, no auge da Segunda Guerra Fria, que começa com a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, em 26 de dezembro de 1979.

O Jumbo vai para os EUA por uma rota via Polo Norte e entra no espaço aéreo soviético. A URSS acusava os EUA de enviar aviões-espiões, as versões militares do Boeing, atrás de voos comerciais para iludir os radares.

O piloto do avião de caça soviética consulta os superiores, mas não consegue contato com o comando central em Moscou. O oficial com quem fala aconselha: "Na dúvida, use o manual." E o manual manda abater aviões suspeito.

Na época, os EUA estão prestes a instalar mísseis de curto e médio alcances na Europa Ocidental, em 1º de novembro, reduzindo o tempo de reação dos soviéticos. A Segunda Guerra Fria acaba com a ascensão do líder reformista Mikhail Gorbachev à chefia do Partido Comunista da URSS, em 11 de março de 1985.

RESTOS DO TITANIC

    Em 1985, 73 anos depois do naufrágio mais famoso da história, os restos do Titanic são localizados a cerca de 640 quilômetros da costa da Terra Nova, no Canadá, a uma profundidade de quase 4 mil metros. 

O megatranstlântico bate num iceberg em sua viagem inaugural, entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, e afunda na noite de 14 para 15 de abril de 1912. Mais de 1,5 mil pessoas morrem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Morre Bobby Fischer, gênio do xadrez

Bobby Fischer, o único americano a se tornar campeão mundial de xadrez, ao derrotar o soviético Boris Spassky numa batalha épica durante a Guerra Fria, morreu hoje aos 64 anos no exílio, em Reikjavik, na Islândia, onde a final foi disputada, em 1972.

Há semanas circulavam na internet rumores de que o Mozart do Xadrez estava mal. A rádio nacional da Islândia informou apenas que ele morreu de uma grave doença.

Arrogante e auto-suficiente, Fischer evoluiu de menino-prodígio a herói nacional, mas estava sujeito a prisão nos Estados Unidos por violar as sanções internacionais contra a antiga Iugoslávia ao jogar xadrez com Spassky lá, em 1992.

O ex-campeão mundial Garry Kasparov exaltou Fischer como "o pioneiro e o pai do xadrez profissional".

Kasparov recorda-se do quanto aprendeu assistindo à final de 1972: "Fischer era novo e criativo, então todos crescemos sob forte influência das vitórias de Fischer", declarou o ex-campeão à TV inglesa Sky News.

"Do ponto de vista ideológico, era a luta de um indivíduo contra um sistema totalitário", comentou Kasparov. "Ele tinha torcida na União Soviética. Ninguém via um americano lutando contra os soviéticos. Era mais um grande homem lutando contra uma máquina poderosa".

Fischer foi campeão juvenil dos EUA aos 13 anos e campeão nacional aos 14, retendo seu título contra quem ousasse desafiá-lo. Aos 15, tornou-se grão-mestre. Chegou a derrotar 21 grandes mestres em seqüência.

Com o sucesso espetacular, apareceram também suas excentricidades, seu comportamento imprevisível. Fischer abandonava torneio por problemas com a iluminação ou o ar condicionado, e negava-se a jogar no sábado, dia religioso dos judaico.

Nos anos 60, Fischer se retirou de dois campeonatos mundiais por entender que as regras favoreciam os soviéticos. Pegou sua vasta biblioteca sobre xadrez e foi para a Califórnia estudar. Voltou em 1972 para atingir a glória.

Jamais colocou seu título em jogo. Certa vez, lhe perguntaram quem era o melhor enxadrista do mundo: "É bom ser modesto, mas seria uma tolice não dizer a verdade. É Fischer".

Depois da partida na Iugoslávia em 1992, onde ganhou US$ 3 milhões, Fischer desapareceu. Ressurgiu em 11 de setembro de 2001. Em entrevista a uma rádio das Filipinas, elogiou os atentados terroristas.

No final dos anos 90, ele teria sido visto hospedado em hotéis baratos de Pasadena, na Grande Los Angeles. Sobreviveria com os direitos autorais de seus livros.

Em 2005, ele obteve a cidadania islandesa. Morreu em Reikjavik, a cidade onde viveu sua maior glória.